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As delícias do ócio criativo

As delícias do ócio criativo

Março 14, 2024

Foureaux

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Era o fim de mais um dia de treino no Mackenzie. Já estava quase escuro. Na avenida Afonso Pena, passava a passeata de luto pelo assassinato do estudante na boate Calabouço no Rio de Janeiro. Alienado que era, fiquei olhando sem entender aquela gente calada, em silêncio, alguns com pano preto a boca a andar pela avenida. Fui embora. Esta cena se deu em minha juventude, entre o final dos 60 e o início dos 70, do século passado. Tempos ouros. Outro dia, recebi pelo Whatsapp o texto que segue. Não sei a autoria, mas gostei tanto que compartilho...

“PASSEANDO PELA AVENIDA AFONSO PENA.

Nos anos 50, a Avenida Afonso Pena era uma versão mineira da Avenida Champs Elysées, de Paris. Lá estavam todas as butiques e lojas importantes da cidade. Até o início dos anos 70, era um charme caminhar ao longo da Avenida Afonso Pena, que exibia aquele belo cartão-postal de uma jovem e exuberante cidade-jardim, a nossa Belo Horizonte. O trânsito ainda era bem controlado e vivíamos um nível avançado de progresso: prédios arrojados, comércio diversificado, lojas atraentes, com amplas e bem cuidadas vitrines, vários cinemas, cafés e leiterias, hotéis, empresas de ponta, os bancos, consultórios e, também, muita gente bonita e elegante transitando pra lá e pra cá. Infelizmente, hoje, a nossa elogiada Afonso Pena não representa nem uma sombra do que foi. Ela ficou simplesmente triste e árida, poluída, suja e malcuidada. Uma feiura de dar dó. Agora, a nossa avenida de referência, no Centro, é corredor de carros particulares e coletivos, todos apressados e barulhentos, tentando alcançar os sinais de trânsito da ‘onda verde’. Nas calçadas, que chamávamos de passeios, uns gatos pingados circulam se misturando com as andanças de pessoas desocupadas e vendedores de quinquilharias por todo lado, às vezes. Lembro-me de que, ainda nos bons tempos, estacionei o meu fusquinha 66, azul calcinha, placa 2-9682, na maior tranquilidade, em frente à Secretaria de Agricultura, na Praça Rio Branco, numa tarde de brisa suave e saí caminhando. O rádio tocava uma intrigante novidade: o Samba de uma nota só, de Tom Jobim, com voz e violão de um tal João Gilberto. Olhei ao redor e vi a torre da PRI 3 – Rádio Inconfidência, na então Feira de Amostras, a matriz da longeva desde 1906 Drogaria Araujo (a que inventou o corajoso Plantão Noturno 24 horas) e o delivery de medicamentos, em 1963, primeiro fazendo as entregas com bicicletas, trocadas por fuscas no lançamento do Drogatel, depois substituídos por motos, mais rápidas; a loja A Brochado & Cia, o Armazém do Grilo (conhecido camelô que virou empresário), e aquela placa luminosa no alto do prédio-sede da Minas- Brasil Seguros. Continuei andando por debaixo de árvores generosas, entre vistosos e grandes carros de aluguel, tentando fugir das inevitáveis ‘amintinhas’, que invadiram e tomaram conta das árvores frondosas e as condenaram à morte. Em compensação, caminhava e ouvia a algazarra dos pardais, dos camelôs e as vozes repetitivas de cambistas gritando ao mesmo tempo – ‘Olha o macaco’; ‘Olha a cobra’ ; ‘Vaca, galo e porco’; ‘Olha o viado’ –, sem esquecer o boneco, tipo perna de pau, com roupas largas de chita barata e megafone à mão, a serviço promocional de ‘A Cristaleira’ e ‘Casa Isnard’. E quem não passou pelo Centro de BH daquela época e foi cercado por uma cigana bonita, cabelos lisos, saias rodadas e longas, supercoloridas, unhas enormes, cheia de anéis e argolas, que se oferecia para ler a nossa mão e tirar a sorte? Enquanto dou vazão à minha memória, vão surgindo alguns apelos publicitários e frases conhecidas dos ‘reclames’ divulgados pelo rádio: ‘De dia e de noite, siga direto, Drogaria Araujo’; ‘Quem bate? – É o friiiio. Não adianta bater (...) Nas Casas Pernambucanas...’ ‘Guanabara – Com um cartão de crédito, veste-se toda a família’; ‘Sortes grandes? Campeão da Avenida’, ‘Se bem não escreveu, não foi Abreu quem vendeu’, ‘O Abdala é fogo na roupa...’, ‘Duas gotas/Dois minutos/Dois olhos claros e bonitos!’, ‘Casa do Rádio – A que mais vende televisão’, ‘Sobrado dos Calçados – Mais economia em cada degrau’, ‘Banco Financial da Produção – Paga mais juros e oferece mais garantias’, ‘Você ainda era criança e Giácomo já vendia e pagava sortes grandes’, ‘Vidros para sua casa, com perfeição e arte? Vidrarte!’, ‘Quem bebe Grapete/ repete Grapete’, ‘Regulador Xavier, um, dois...’, ‘Use e abuse dos Caramelos Buse’, ‘Tosse, bronquite, rouquidão? Xarope São João’; ‘Se a criança acordou/ Dorme, dorme, menina/Tudo calmo ficou/Mamãe tem Auriscedina’, ‘TV Itacolomi, sempre na liderança/Canal 4, Belo Horizonte/ Minas Gerais’. O vai-e-vem... e passa, também, pela memória, a imagem do ônibus Avenida, azulão, que só transportava passageiros naquela única via, indo da Praça da Rodoviária até as grimpas da Praça Milton Campos, comecinho do bairro da Serra, onde o nosso arcebispo, dom Antonio dos Santos Cabral, tinha reservado uma grande área para construir a sonhada catedral metropolitana, um Palácio de Cristal. Verdade é que, naqueles tempos, o vaivém constante era prova de que tudo acontecia na Afonso Pena, que “era o principal lugar prá gente ir”, como sugere um dos versos do inspirado samba Bela Belô, homenagem do compositor mineiro Gervásio Horta. Mas, não parei aí; continuei caminhando, nostalgicamente, e  passei pela grande loja da Mesbla, pelas Pernambucanas, Calçados Leila, Casa Gaúcha, Sobrado dos Calçados, Cine Arte-Avenida, Camisaria Avenida, O Rei do Sanduíche, Associação Comercial, Drogaria São Felix, Casa do Rádio, Salão Cadillac  (saiu do ramo e virou Camisaria Cadillac),  Sapataria Americana, no térreo do edifício residencial Theodoro, esquina com Rua Tupinambás – onde faziam ponto garçons e músicos, para receber e negociar indicações de trabalho. Não por acaso, esse endereço era bem pertinho de uma dose da ‘pura’ e do inigualável Caol, apelido do famoso PF formado com as iniciais de cachaça, arroz, ovo e linguiça, ideia do Café Palhares e batizado pelo conhecido compositor Rômulo Paes. Edifício discreto na esquina com Rua São Paulo, de frente para a Avenida Afonso Pena, o revolucionário prédio de 10 andares, erguido em 1935, o edifício Ibaté (em tupi-guarani, o ponto mais alto), de consultórios médicos – o médico JK foi um dos pioneiros, advogados, psicólogos e dentistas. Revi a Hudersfield, área depois ocupada pelo edifício Ignácio Ballesteros, com escritórios e a matriz da Elmo Calçados; a Adriática, Camisaria Epson, Casa Para Todos, A Nacional Magazin, no discreto edifício Mariana (na sobreloja, uma curiosidade: o restaurante Giratório, cujo balcão girava suavemente); Casa Falci, de Antonio Falci & Cia., desde o início da cidade – um verdadeiro supermercado de material de construção; sapataria A Balalaica, Óptica e Relojoaria Luiz De Marco, Casa Titan, Lanches Odeon, Bar Polo Norte e Bar Simões, quase emparedados, e a Casa Mexicana, expondo à  entrada esporas, arreios, selas, botas, chicotes para animais e ferramentas para fazendeiros. Grandes espetáculos e junto, as atraentes portas do hotel e banco Financial, duas propriedades do multimilionário e controvertido médico e empresário Antônio Luciano, personagem de muitas histórias inacreditáveis; o zum-zum do Cinédia – café, bar e leiteria frequentado por torcedores entendidos de futebol, cujo espaço acabou cedido para a Tapeçaria Marcelo; Copacabana Tecidos, Casa Abreu, a pioneira das canetas, transformada em Centro Ótico. Camisaria As Três Américas, Banco do Progresso, Campeão da Avenida, Café Rochinha, Praça Sete Calçados, no mesmo ponto da antiga Joalheria Theodomiro Cruz; edifício-sede do Banco da Lavoura, mais tarde, Banco Real; Café Pérola, o famoso prédio cinza, em curva, do enorme Cine Theatro Brasil (com amplas rampas laterais de entrada e saída, para facilitar o movimento de espectadores em grandes espetáculos nacionais e internacionais, na tela e no palco).  Após longo tempo inoperante, o cinema recebeu minuciosa reforma interna e foi reaberto sob patrocínio da empresa multinacional Valourec; no antigo subsolo, botecos e o restaurante popular Bandejão, de saudosa memória. Como vizinhos, o Brasil Palace Hotel, Banco Mineiro da Produção, que virou Bemge, o estiloso prédio do Banco Hipotecário e Agrícola, a Livraria e Papelaria Rex, irmã da Sapataria Bristol. No meio disso tudo e diante de uma multidão de pedestres, indo e vindo, minha lembrança se fixou nos dois abrigos de bondes, que circulavam em rotatória no pirulito da Praça Sete, palco de grandes manifestações populares, shows, desfiles, comícios, passeatas e protestos de grevistas e de muitos carnavais. Manchetes o ruído estridente das rodas de aço dos bondes, que estampavam a mensagem que ficou famosa: ‘Veja ilustre passageiro/O belo tipo faceiro/Que o senhor tem a seu lado’... Um homem carrancudo, de terno, sobe numa escada portátil e escreve, alternando giz branco e colorido, as manchetes principais do jornal Estado de Minas sobre o vidro de um quadro, preso no alto do poste. Muitas pessoas, atentas, acompanhavam esse trabalho para saber das novidades do momento em primeira mão. Outras, ouvem ‘a palavra de Deus’ por um pregador solitário da Bíblia sagrada. Um cambista grita sua frase de efeito: ‘Quem quer perder, tá na hora!’. O velho vendedor ambulante anuncia um remédio: ‘Pomada Balena, para calo e cravo!’... E os meninos engraxates, com suas cadeiras de trabalho postadas debaixo das árvores, ao redor da praça, chamam os fregueses: ‘Vai uma graxa aí, doutor?’. De repente, um corre-corre: estudantes provocam conhecida personagem de rua, que reage com um pedaço de pau ao ouvir seu apelido: ‘Lambreta! Lambreta!’... Miro, logo à frente, o Cine Glória, e junto, em pequena vitrine, o sempre alegre vendedor de jaqueta e cabecinha branca, que fala alto e propositalmente arrastado: ‘Rrrequeijão e doooccce de leiiite!’. Ali pertinho estava a Livraria Oscar Nicolai, o Campeão da Avenida (que exibia, na vitrine, uma estátua viva de olhos fixos e movimentos programados, tipo ponteiro de relógio, apontando para o alvo: um bilhete de loteria); a Casa Guri e aquele aroma forte vindo do Café Nice – onde os políticos apareciam, nas campanhas eleitorais, para tomar café às vésperas de eleição. Na porta, a turma do Café Nice se encontrava para discutir futebol, fazer apostas e jogar purrinha; ao lado, a loja de eletro, móveis e utilidades Bemoreira (no 3º andar do prédio havia um grande salão de sinuca e a sede do Diretório Central dos Estudantes – DCE/UFMG), o Banco Moreira Salles, que virou Instituto, A Hamilton, de roupas masculinas, e a imponente Casa Guanabara, o maior magazin de BH, que ocupava um prédio próprio, de 9 pavimentos – uma loja em cada andar. Suas espaçosas vitrines chamavam a atenção e se estendiam pela Avenida Afonso Pena até dobrar a esquina de Rua Espírito Santo, onde estava o tradicional Empório, Restaurante e Bar Tip Top, da tcheca dona Paula Huven, desde 1929. Vinhos e bebidas finas, produtos importados, cardápio alemão, chope de primeiríssima e o refrescante Hidrolitol. A pedida inevitável: salada de batatas com salsichão, servida por garçons, em mesas forradas. Na sobreloja, o discreto e bom restaurante Califórnia. Bem perto do majestoso, mais alto (25 andares, que gerou o tratamento do prédio como ‘arranha-céu’) e moderno edifício Acaiaca, inaugurado em 1947, no cinquentenário de Belo Horizonte. Ali se instalaram várias empresas de serviços, consultórios médicos, escritórios de advogados e de contabilidade, com seis elevadores automáticos de última geração, uma espaçosa área de circulação e o clássico cine Acaiaca ao fundo. Do lado de fora, a Real Aerovias, A Sibéria, fina casa de moda feminina, que provocava, anualmente, filas imensas com sua tradicional liquidação. E na área do entretenimento, estavam ali a boate Acaiaca, na sobreloja do edifício, a sóbria bombonière Kopenhagen, na esquina com a Rua Tamoios, onde se destacava a placa da Foto ZATS, e, no alto do Acaiaca os estúdios da pioneira TV Itacolomi, que ocupavam o 23º e o 24º andares e ostentavam suas curiosas antenas, bem em frente da igreja matriz de São José. A TV Alterosa também foi instalada no Acaiaca. Caminhando um pouco mais pela Afonso Pena, ali estava, no velho prédio na esquina com a Rua Espírito Santo, o chamado Castelinho, a Chapéus Prada, depois Delano e a Ramenzoni; lojas de rua do edifício Guimarães as sapatarias Scatamachia e Calçados Clark, Joalheria Kiva, Ao Preço Fixo, Óptica Rochester, Relojoaria Tompa; a elegante e atrativa casa de artigos femininos Sloper, em cujos passeios jovens estudantes e galanteadores faziam o footing desde a tardinha. Sem pedir licença, fotógrafos registravam os flagrantes das pessoas caminhando e entregavam o cartão de compra. Café Galo, A Porcelana, Ótica Odair e loja A Infantil. Na esquina com a Rua da Bahia, ficava o acanhado edifício Arthur Haas, e logo adiante a Loja Gomes, negociando rádios, radiolas, discos 78 e LPs, Restaurante Giovani, Copiadora Brasileira, Loja do Dia, os prédios da Cia. Força e Luz (antecessora da Cemig), Cia.Telefônica de MG (que virou Museu do Telefone), a Prefeitura Municipal, Correios e Telégrafos e da Secretaria Federal de Fazenda. Mas era na esquina com a Av. Álvares Cabral que víamos o tradicional e requintado Automóvel Clube, que reunia a chamada classe alta, o society mineiro, vizinho da bela sede do Tribunal de Justiça; o prédio do Lavourão (Banco da Lavoura), e o do Conservatório Mineiro (Escola de Música), marcante edificação de 1926 tombada pelo Patrimônio Histórico de MG e pela Secretaria Municipal de Cultura, reformado e reinaugurado, em 2000, como Conservatório UFMG, mantendo as suas características originais. Exatamente em frente, espaço de uma futura instituição respeitável: o Palácio das Artes, da Fundação Clovis Salgado, centro de múltiplos e selecionados espetáculos, cujo projeto original era para o Teatro Municipal, com assinatura do mestre Oscar Niemeyer, mas foi muito alterado e seu nome excluído a pedido do próprio autor. No quarteirão de cima, esquina de Afonso Pena com Rua Timbiras, ponto do antigo largo da histórica igreja matriz da Boa Viagem, a primeira concessionária de automóveis Chevrolet, a Casa Arthur Haas, nome de um notável empreendedor estrangeiro, que começou ali mesmo com a loja ‘A Constructora’, em 1894, acreditem, três anos antes da inauguração oficial da nova capital, Belo Horizonte, comercializando o que importava naquela época: ferragens e material de construção. Escondido por galhos de frondosas árvores do Parque Municipal Américo Renné Giannetti, estava lá, e continua até hoje, o Teatro Francisco Nunes, batizado, originalmente, Teatro de Emergência, enquanto BH aguardava, com paciência, a abertura do Palácio das Artes. Nos jardins do parque, a placa ‘vencida’: ‘Proibido Pisar na Grama – Multa CR$ 0,50’. Ah, faltou ressaltar que passamos pela esquina da Rua da Bahia, onde está o belo parque, sem registrar uma ‘invasão’ de sua área pelo abrigo de bondes Santa Tereza, com floricultura, loja de frutas, boteco de café, balas e biscoitos e um japonês que fritava cheirosos pastéis de carne e de queijo, verdadeira tentação. Na banca de frutas, um aviso mais que inusitado: ‘Não me aperte enquanto eu não for sua’. Para compensar, na parte de baixo, havia um local para ‘desapertar’: um banheiro público, unissex. Desativado, o abrigo foi transformado em centro de apoio turístico da Belotour, empresa de turismo municipal. Foi ali, no passeio do parque, que começou a funcionar uma feirinha semanal, a Feira Hippie, depois transferida para a Praça da Liberdade. Consagrada, foi levada de volta para a Avenida Afonso Pena com o apelido de Feira de Artesanato, aberta aos domingos e que se tornou uma grande atração turística, atraindo milhares de pessoas para as compras. Novidades. Por algum tempo, fiquei matutando em frente às torres gêmeas Sulamérica e Sulacap – comercial e residencial – erguidas naquele espaço nobre da avenida. Ali existiu um belo prédio ocupado pelos Correios e Telégrafos, construído no início do século passado, com quase tudo importado, e que foi destruído em nome da modernidade. Um crime sem tamanho. Na nova edificação, um discreto jardim à entrada, a passagem de ventilação, com escadaria e vista para o viaduto Santa Tereza, pequenas lojas de serviço, a Alfaiataria Diniz & Verona e, na esquina com a Rua dos Tamoios, a Casa Levy; na outra ponta, esquina com a Rua da Bahia, o Bazar Americano, que oferecia novidades, como seis liquidificadores nos balcões, todos em movimento, produzindo sucos e vitaminas de frutas. O sanduíche americano, com pão de forma, na chapa quente, era disputado junto com o copão espumante de milk-shake, uma glória! Mais à frente, o fervilhante cruzamento com a Rua da Bahia, a esquina famosa do falado Bar do Ponto, depois Hotel Othon Palace, e muitas opções para fregueses de fino trato. No Edifício Arthur Haas, a Sapataria Avenida; Balas Suissa, o jornal Folha de Minas, Casa Giácomo, com vitrines repletas de possíveis ‘sortes grandes’, bilhetes da Federal e da Mineira – e as cadeiras altas dos engraxates, alguns já bem idosos. A Charutaria Flor de Minas, Batidas do Pisca, Papelaria Oliveira & Costa, Casa da Lente, Livraria Itatiaia e os bem recomendados bares Estrela, Elite e Trianon – este, reduto masculino da refinada torcida do América, decacampeão, e de escritores, jornalistas, políticos, artistas, poetas e intelectuais. Uma área de consumo e conversas de bom nível. Em certa época, um fato bastante comentado aconteceu naquele valorizado ponto. Foi aberta ali a Drogaria Cartea Prado, com algumas “modernidades”: o atendimento, no balcão, era feito por um time de vendedoras bonitas e uniformizadas. Elas tinham que subir em escadas para apanhar os produtos, armazenados no alto das prateleiras. Garotos espertos ‘descobriram’ um motivo para se distrair ‘observando a paisagem’. Rômulo Paes: As meninas se ‘protegeram’, trocaram as saias por calças compridas. Aí o assunto virou manchete de jornal, com um protesto da ‘família mineira’, que estranhou: ‘As belas garotas da nova drogaria usam uniforme masculino’. Deu o que falar... E nessa nostálgica e surpreendente caminhada, olha quem eu ‘encontro’ por ali, assim de supetão: os compositores Celso Garcia, Gervásio Horta e Rômulo Paes, os três juntos, uma alegria só, comemorando. Garcia emplacou o samba ‘Foi pra Santa Tereza/ que aquela beleza/o bonde pegou’... Gervásio, falante, sem portar bonezinho (ainda tinha cabelos), e o compadre Rômulo, como sempre, ‘enternado – terno, camisa branca e gravata escura, amendoins no bolso, gestos finos e um sorriso preso entre os dentes’ – todos bastante felizes.   O compadre Rômulo fala que ‘ficou uma beleza’ a gravação da marchinha feita com Gervásio, que promete estourar no próximo carnaval. E cantam: ‘Êêê Maria/Tá na hora de ir pra rua da Bahia/ As águas já rolaram/ na rua da Bahia/ Mais do que em Três Marias/ Ô,ô,ô’... Fraseamos bastante, falamos de mulheres, do carnaval, futebol, rimos com causos e piadinhas, enquanto algumas geladas eram sorvidas: três porções de filé a palito, azeitonas, duas de queijo parmesão cortadinho, com orégano e azeite, e todos de pé, paletó e gravata, no balcão de madeira com tampo de mármore do Trianon. No final, vem a conta: muitas doses, traçados, meia dúzia de Antarctica casco-escuro, e a saideira, pra fechar a comanda. Um papo muito descontraído.’

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Fevereiro 06, 2024

Foureaux

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O texto não é meu!

ENTREVISTA MUSICAL
1 - QUANDO VOCÊ NASCEU?
Eu nasci há dez mil anos atrás. E não tem nada nesse Mundo que eu não saiba demais. 
2 - ONDE VOCÊ MORA?
Moro num país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza... Que beleza!
3 - QUE CONSELHO VOCÊ DARIA PARA AS PESSOAS DESANIMADAS?
Canta, canta, minha gente, deixa a tristeza pra lá; Canta forte, canta alto, que a vida vai melhorar. Que a vida vai melhorar, que a vida vai melhorar.
4 - QUAIS SÃO SEUS SONHOS?
Os sonhos mais lindos sonhei, de quimeras mil um castelo ergui, e no seu olhar, tonto de emoção, com sofreguidão mil venturas vivi.
5 - COMO CONSEGUE MANTER VIVA A ESPERANÇA DE UM MUNDO MELHOR?
É o amor, que mexe com minha cabeça e me deixa assim.
6 - UMA META NA VIDA?
Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar.
7 - DURANTE A QUARENTENA A QUEM VOCÊ RECORREU?
Jesus Cristo! Jesus Cristo! Jesus Cristo eu estou aqui. 
8 - QUAL SEU CONSELHO A QUEM TEM MEDO?
Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus, pois ela, ela te sustentará.
9 - QUANDO VOCÊ ERA JOVEM QUAL ERA O SEU OBJETIVO?
Nessa longa estrada da vida, vou correndo e não posso parar. Na esperança de ser campeão, alcançando o primeiro lugar.
10 - E HOJE, COM MAIS EXPERIÊNCIA, COMO VOCÊ ENCARA A VIDA?
Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, só levo a certeza de que muito pouco eu sei. Eu nada sei.
11 - O QUE VOCÊ ESPERA DO FUTURO?
Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz.

Dezembro 19, 2023

Foureaux

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É Natal. Um tempo, querendo ou não, em que se sente algo diferente. Em outras quadras, neste tempo, na semana seguinte ao primeiro domingo do advento, era chagada a hora de reunir-se na casa das tias Julia e Lilia, irmãs do vovô Pedro. Recava-se o terço enquanto se ia montando o presépio. Ficava na sala, ao lado da porta, na minúscula casa em que as duas morava. Minúscula para quem lá voltou depois de adulto. Quando na infância, a casa era uma fantasia. Montava-se o presépio, depois a comida, a bebida, a cantoria, as brincadeiras de roda com tia Lilia no quinta. No dia de Reis, o processo era o contrário.  Rezava-se o teço enquanto se desmontava o presépio. E dá-lhe comer, beber, cantar. Uma festa. Foram anos assim, na repetição fervorosa, casta e simples, sincera, de uma família que celebrava o Natal, comme il faut. Assim sendo, fico pensando como é que alguém pode pensar em “adequar” o Natal aos parâmetros de uma “ordem do dia” em tudo e por tudo, estapafúrdia, muitas das vezes. Penso nisso depois de ter lido o texto que segue:

“Apresento-vos o novo presépio de Natal! Mais inclusivo e laico. Já não contém animais para evitar maus tratos.  Já não contém Maria, porque as feministas acham que a imagem da mulher não pode ser explorada. A do carpinteiro José, tão pouco, porque o sindicato não autoriza. O Menino Jesus, foi retirado, porque ainda não escolheu o género, se vai ser menino, menina, ou outro.  Já não contém Reis Magos, porque podem ser migrantes e um deles é negro (discriminação racial, xenófoba).  Também já não contém um anjo, para não ofender os ateus, muçulmanos e outras crenças religiosas.  Por último, suprimimos a palha, por causa do risco de incêndios e por não corresponder à norma Europeia NE070. Ficou só a cabana, feita de madeira reciclada de florestas que respeitam as Normas Ambientais ISO 1052/23”.

O texto não é de minha autoria, por óbvio. Recebi de um amigo outro dia. Fiquei estupefato. Não ri. Sei que sou um chato...

Novembro 30, 2023

Foureaux

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Não se trata de uma expressão qualquer...

“Notável saber jurídico e reputação ilibada”.

Notável: adjetivo de dois gêneros, digno de nota, de atenção; que pode ser percebido; apreciável, sensível.

Saber jurídico: de acordo com Walber de Moura Agra: “notável saber jurídico significa que o cidadão, obrigatoriamente, deve ser bacharel em direito, com robustos conhecimentos que se traduzam em sapiência nos julgamentos.

Reputação: substantivo feminino, conceito de que alguém ou algo goza num grupo humano; renome, estima, fama.

Ilibada: adjetivo, não tocado; sem mancha; puro; que ficou livre de culpa ou de suspeita; reabilitado, justificado.

Tirem suas próprias conclusões.

Novembro 15, 2023

Foureaux

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Mexendo nos arquivos do computador, encontrei o texto que segue. Era para ter sido postado no Dia de Finados, mas não o fiz. Já não me lembro o porquê. Provavelmente, preguiça, pra variar... De qualquer maneira. Gostei tanto dele que trago aqui hoje. O autor é poeta português de mais que boa cepa. É cardeal, se não me engano...

“Sobre a amizade

O modo como uma grande amizade começa é misterioso. Podemos descrevê-lo como um movimento de empatia que se efetiva, um laço de afeição ou de estima que se estreita, mas não sabemos explicar como é que ele se desencadeia. Irrompe em silêncio a amizade. Na maior parte das vezes, quando reconhecemos alguém como amigo, isso quer dizer que já nos ligava um património de amizade, que nos dias anteriores, nos meses anteriores, como escreveu Maurice Blanchot, “éramos amigos e não sabíamos”. Aquilo de que uma amizade vive também dá que pensar. É impressionante constatar como ela acende em nós gratas marcas tão profundas com uma desconcertante simplicidade de meios: um encontro dos olhares (mas que sentimos como uma saudação trocada entre as nossas almas), uma qualidade de escuta, o compartilhar mais breve ou demorado de uma mesa ou de uma conversa, um compromisso comum num projeto, uma qualquer ingénua alegria… A linguagem da amizade é discreta e ténue. E, ao mesmo tempo, é inesquecível e impressiva.”

José Tolentino Mendonça

Novembro 13, 2023

Foureaux

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Há momentos que poderiam muito bem ser evitados. Os motivos são variados e quase inumeráveis. As consequências, inimagináveis. O que se diz a respeito não pode ser objeto de previsão. Sim, há momentos assim. De qualquer maneira, as variáveis de uma situação não podem também ser pré-determinadas. Ainda que, às vezes, isso possa acontecer, bastando, para tanto, apenas um pouco de bom senso. No entanto, a vaidade humana não conhece limites e acaba por se perder num cipoal que ela mesma criou. Muita falação. Foi o que se deu, dias atrás, na abertura de um prélio automobilístico na capital bandeirante. Um fiasco. A dita “cantora” – há controvérsias, não poucas – não abriu a boca durante alguns trechos do Hino nacional. Ao fim, deu uma desculpa mais que esfarrapada, dizendo que houve problema no som... Balela. A sua boa não se mexeu por diversos momentos da execução. Um fiasco. Não vou comentar nada. Não quero correr o risco de ficar dando explicações para quem não as merece. Ainda assim, deixo o link de um artigo mais que bom sobre o assunto. Na verdade, não se trata de um artigo, mas de uma paródia – e das boas! Aproveite quem quiser, e puder!

https://revistaoeste.com/revista/edicao-190/hino-nacional-checamos/

Novembro 01, 2023

Foureaux

Devo confessar que, no olho do furacão instalado pelo alarmismo internacional, fomentado pela “mídia” ciosa de sua receita e devota ao “politicamente correto”, eu não confiava nas vacinas que foram, apressada e urgentemente, anunciadas como a proteção última contra um vírus novo. Confesso que só me vacinei porque viajo anualmente para o exterior e não poderia fazê-lo naquele momento e durante posterior e alongado período, se não portasse o famigerado certificado de vacinação. Confiar, de fato, não confiava, como ainda não confio. Acredito em vacinas, sobretudo aquelas que contam com respaldo de testes e testes multifacetadamente realizados e depois de anos de experimentação e comprovação das diversas possibilidades de eficácia e efetividade.  Creio que muitos relatos que li, notadamente sobre a situação da Suécia – inexplicavelmente ignorados pela já referida “mídia” – podem ser levados em consideração. Veja bem, eu disse “levados em consideração”. Com isso, não estou a dizer que tais relatos são parti pris para a cura definitiva. Neste contexto, deparei-me hoje com o texto que segue – enviado equivocadamente por um primo: ele alertava, na sua mensagem, que a “descoberta”  ia fazer o mundo virar de cabeça para baixo (como se já não, assim, estivesse!), sem se dar conta de que o alarde tinha uma data (como se vê no início de minha postagem). Assim, rogo aos meus possíveis leitores que tenham em mente estas ideias ao ler o texto – se é que irão fazê-lo até o fim – que levem em consideração o que aqui digo. Com esta postagem, quero apenas e somente reforçar minha desconfiança quanto às “vacinas”, inoculadas planetariamente. É de se notar que a pesquisa que fiz para esta postagem – confesso que não foi, assim, exaustiva, dado que estou a escrever apenas uma postagem e não uma tese acadêmica ou tratado científico – revela que a preocupação com o esclarecimento de dúvidas, à altura, foi expressa pela já referida “mídia”, num recorte peculiar. Praticamente todas as publicações se preocupavam mais com o efeito da indicação ao Nobel, como aparato para respaldo científico da tese, do que com a tese em si. Isso, para quem sabe LER, significa muito. Antecipo meu pedido  de desculpas, caso alguém se sinta ofendido. Claro está que não foi esta minha intenção, senão, apenas a de exarar a minha opinião. Espero que eu ainda possa fazer isso...

“Dr. Vladimir Zelenko, indicado para prêmio Novem da Paz.

Postado por Frontline News Staff

24 de novembro de 2021

O Dr. Vladimir Zelenko foi incluído num grupo de médicos nomeados para o Prêmio Nobel da Paz pelo seu papel no combate à pandemia do coronavírus. A lista dos indicados deste ano inclui 43 candidatos.

Zelenko alcançou destaque mundial por tratar pacientes com COVID-19 com hidroxicloroquina e zinco, descobrindo que a mortalidade caiu 8 vezes com o uso dessas duas substâncias. Ele diz que o tratamento com hidroxicloroquina e zinco nos primeiros 5 dias reduz as taxas de mortalidade em 85%. “Basicamente, o principal elemento desta abordagem de tratamento é o zinco”, disse ele em uma entrevista. “O zinco inibe uma enzima muito importante chamada RNA polimerase ou replicase dependente de RNA. Basicamente, impede que o vírus se replique ou copie seu material genético, reduzindo essencialmente a quantidade de vírus. “No entanto, o zinco não entra na célula dos vírus, eles precisam de uma forma de levar o zinco para dentro da célula, e esse é o papel da hidroxicloroquina no ambiente ambulatorial. A hidroxicloroquina tem outros quatro mecanismos de ação quádruplos, mas estes são relevantes nas fases mais avançadas da doença. “Estou me concentrando especificamente na propriedade do ionóforo de zinco ou na propriedade do canal de transporte de zinco da hidroxicloroquina, que permite que o zinco vá de fora para dentro da célula. “E o terceiro componente disso foi o antibiótico que eu estava usando azitromicina, com base no trabalho do Dr. Raoul, e descobri que a azitromicina tem propriedades antivirais e antibacterianas, e parece prevenir complicações pulmonares. “Mas acontece que é muito simples: se você esperar mais de cinco, seis dias, é quando acontecem todos os danos aos pulmões e os coágulos sanguíneos. Então é muito importante intervir o mais rápido possível, assim que você atender o paciente e tiver suspeita clínica. E é muito fácil fazer o diagnóstico. “Como o seu protocolo de tratamento foi retratado pela grande mídia como um regime medicamentoso perigoso e malsucedido, o Dr. Zelenko tem salvado a vida de seus pacientes com seu “Protocolo Zelenko” desde março de 2020. “Posso lhe dar razões pelas quais há resistência, é muito simples. Chama-se política, lucro, arrogância e medo", disse ele. Zelenko não parou por aí, porém, mas chamou categoricamente os negadores da eficácia da hidroxicloroquina/zinco de “culpados de assassinato em massa”. Ele liderou uma petição na Casa Branca pedindo que o Dr. Anthony Fauci e três outros fossem acusados e levados à justiça por “crimes contra a humanidade/assassinato em massa”. Em 7 de abril de 2020, o Dr. Zelenko escreveu uma carta detalhada ao presidente Donald Trump, dizendo: “1. Com base na minha experiência na linha de frente, é essencial iniciar o tratamento contra a Covid-19 imediatamente após o diagnóstico clínico da infecção e não esperar por testes de confirmação. Há uma janela de oportunidade muito estreita para eliminar o vírus antes do início das complicações pulmonares. Atrasar o tratamento é a essência do problema. Meu regime de tratamento está listado abaixo e saiba que até hoje ele salvou 383 pacientes sem complicações ou efeitos colaterais negativos." 2. Com base na minha experiência na linha de frente, a ênfase deve estar no tratamento preventivo para pacientes de alto risco em ambiente ambulatorial – atendimento primário e atendimento de urgência. Não faz sentido esperar até que um paciente seja internado em um hospital e coloque um ventilador. Pacientes de alto risco são aqueles com mais de 60 anos, aqueles com problemas de saúde subjacentes ou sistema imunológico comprometido e qualquer pessoa com sintomas e falta de ar. "Além disso, devemos considerar o tratamento profilático imediato de indivíduos de muito alto risco. Indivíduos de muito alto risco são prestadores de cuidados de saúde da linha de frente, residentes de lares de idosos, policiais, etc." Ele concluiu sua carta ao Presidente: "Quaisquer obstáculos burocráticos/criados pelo homem que interfiram na capacidade dos médicos de tratar seus pacientes com esses medicamentos bem conhecidos, testados em campo, baratos e que salvam vidas, na minha humilde opinião, são indesculpáveis e deveriam ser tratados como um crime contra a humanidade." Numa entrevista explosiva em Outubro com Barry Shaw, o Dr. Zelenko revelou que o seu Protocolo foi o que curou o então Ministro da Saúde de Israel, Yaakov Litzman, mas que desde que o seu sucessor, Yuli Edelstein assumiu, o Ministério o bloqueou. Nessa entrevista, o Dr. Zelenko dirigiu uma mensagem especial ao povo de Israel: “Gostaria de dizer ao povo israelense que as pessoas não deveriam morrer de COVID-19. A razão pela qual as pessoas estão morrendo é devido a lideranças ineficazes e políticas ineficazes. Se você puder tirar a política e a economia disso, então poderemos usar o plano de tratamento de US$ 20 em casa, que reduzirá significativamente a mortalidade e a morbidade”. O tratamento rápido do coronavírus, diz ele, é crucial: “Nos primeiros cinco dias, quando os sintomas começam, a carga viral ou a quantidade de vírus é relativamente estável ou constante. Não vou ao médico imediatamente. Eles chegam por volta do quarto ou quinto dia... você espera o resultado do exame, que leva três dias, você chega no oitavo dia. E o que acontece é que o paciente está muito doente , o fogo está fora de controle. Portanto, a chave é tratar com base na suspeita clínica." "Este vírus veio para ficar, não vai desaparecer... estará por aí, provavelmente também sofrerá mutação. Mas tudo bem", acrescentou. "Meus dados mostrarão que se você iniciar o tratamento nos primeiros cinco dias, terá uma redução de 85% nas mortes e nas hospitalizações. O que isso significa é que esta infecção não se torna diferente de qualquer outra infecção." Ele disse ainda que o medicamento que usa é “um dos mais seguros do mundo”. "Convido qualquer pessoa a provar que estou errado. Vá e prove que estou errado. Este medicamento, quando escalado globalmente, acabará com esta praga." Na carta ao Presidente Trump, o Dr. Zelenko apresentou seu tratamento. “Meu regime de tratamento testado em campo para pacientes de alto risco com diagnóstico clínico é o seguinte: Hidroxicloroquina 200 mg duas vezes ao dia durante 5 dias Azitromicina 500 mg uma vez ao dia durante 5 dias Sulfato de zinco 220mg (ou o equivalente a 50mg de zinco elementar) uma vez ao dia durante 5 dias. Sugiro também o seguinte regime profilático para indivíduos de muito alto risco: Hidroxicloroquina 200 mg uma vez ao dia durante 5 dias e depois 1 comprimido por semana até que a imunidade seja demonstrada ou uma vacina esteja disponível. Sulfato de zinco 220 mg (ou o equivalente a 50 mg de zinco elementar) uma vez por dia durante 5 dias e, a seguir, 1 comprimido por semana, até que a imunidade possa ser demonstrada ou uma vacina esteja disponível.”

Fonte: Dr. Vladimir Zelenko nominated for Nobel Peace Prize | Frontline News

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Outubro 29, 2023

Foureaux

STF Vergonha Internacional - A declaração de Westminster

Não satisfeitos em serem vergonha nacional há anos, agora nossos censores estão nos envergonhando na gringa

Ludmila Lins Grilo@ludmilagrilo

October 23, 2023

Lembram da famosa hashtag “STF vergonha nacional”? O justíssimo bordão, amplamente repercutido (e censurado) desde 2019, foi atualizado com sucesso: agora a vergonha não é mais só nacional. A má fama da atual composição da corte ultrapassou os limites geográficos da Banânia e está fazendo uma imponente carreira no exterior.

A suprema corte brasileira está definitivamente na boca dos gringos, e não é em citações elogiosas. Imagine só você levar a vida mentindo para si mesmo que é o amado togado do povo, depois tocar o terror censurando e prendendo quem ousa falar o contrário, pra chegar lá fora e estar todo mundo falando que você é um tiranete criminalizador de discurso político!

Tanto esforço em trabalhar uma imagem de "fiador da democracia”, pra no final ser reconhecido como censurador da nação... que várzea! Os caras forçam uma barra monumental achando que dizer a palavrinha mágica “democracia” nove em cada dez frases irá salvá-los da suprema vergonha. Pode até funcionar com os baba-ovos de redação chapa-branca e com os lambe-botas carreiristas, mas na gringa ninguém tá nem aí pra ministro bostileiro. Lá fora, a parada é diferente.

Pois foi exatamente isso que acabou de acontecer.

No mês de junho de 2023, um grupo composto por algumas dezenas de intelectuais de vários países se reuniu em Londres para discutir o declínio da liberdade de expressão pelo mundo. Dentre esses intelectuais estava a brilhante Ana Paula Henkel, que publicou algumas fotos e vídeos, tendo mantido discrição quanto a quem esteve lá, ou sobre quais casos foram debatidos.

Alguns meses se passaram, e agora em outubro/23 foi publicada a “Declaração de Westminster”. Trata-se de um manifesto internacional alertando para o aumento da censura internacional, subscrito por 141 intelectuais do mundo inteiro, de visões políticas distintas. Dentre eles, podemos destacar Richard Dawkins, Jordan Peterson, Steven Pinker, Glenn Greenwald, Edward Snowden, Julian Assange, Michael Shellenberger, Tim Robbins, Oliver Stone, Slavoj Žižek. Três brasileiros assinaram o documento: Leandro Narloch, Eli Vieira e, claro, a grande Ana Paula. (https://westminsterdeclaration.org/portugues)

O documento traz a preocupação com o abuso linguístico, mais especificamente quanto à indefinição da palavra “desinformação”. Afirma que essa terminologia é imprecisa e está sendo utilizada de forma maliciosa para calar dissidentes, por meio de um “Complexo Industrial da Censura”. Esse fenômeno seria uma coordenação em larga escala entre governos, empresas de mídia social, universidades e ONGs.

Aí é onde entra a suprema corte bananeira: no sexto parágrafo, são citados casos concretos de imposturas governamentais que estão ocorrendo em vários países contra a liberdade de expressão. Nessa parte, adivinhem quem é citado expressamente? Pois é! Sem meias palavras, o documento diz que o Supremo Tribunal Federal do Brasil está “criminalizando o discurso político”.

Vale lembrar ainda que, por três vezes, o New York Times fez matérias citando o STF (e, especificamente, Moraes)[i] [ii] [iii]com preocupação quanto ao autoritarismo e a truculência censória. O jornal australiano Spectator desnudou a “instalação de uma brutal ditadura” no Brasil, citando Moraes, Lula, e até mesmo – pasmem! – o CNJ.[iv] O La Gaceta de la Iberosfera também já mencionou expressamente a ditadura judicial brasileira para a comunidade latina.[v]

Alguém avise aí ao Sr. Alexandre que o teatrinho de fiador da democracia não cola na gringa, e que essa falsificação de Estado de Direito que ele cinicamente tenta sustentar está sendo exposta. O STF já é vergonha internacional – e será ainda mais. Em breve, as democracias no planeta compreenderão exatamente o fenômeno da ditadura judicial que ocorreu no Brasil, que passará a ser utilizado como exemplo mundial do que jamais deveria ser uma suprema corte.

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[i] https://www.nytimes.com/2022/09/26/world/americas/bolsonaro-brazil-supreme-court.html

[ii] https://www.nytimes.com/2022/10/21/world/americas/brazil-online-content-misinformation.html

[iii] https://www.nytimes.com/2023/01/22/world/americas/brazil-alexandre-de-moraes.html

[iv] https://www.spectator.com.au/2023/01/brazil-the-installation-of-a-brutal-socialist-dictatorship/

[v] https://gaceta.es/iberosfera/la-dictadura-judicial-el-abuso-de-los-tribunales-brasilenos-contra-bolsonaro-y-sus-simpatizantes-20221116-0932/

Outubro 27, 2023

Foureaux

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Repasso do jeitinho que recebi... porque gostei muito!

“Não use produto judeu...

Pouco tempo atrás, o Irã e o líder supremo, aiatolá Ruhollah Khomeini, pediu ao mundo muçulmano para boicotar tudo e qualquer coisa que tem  origem judia; em resposta, Meyer M. Treinkman, um farmacêutico, fora da bondade de seu coração, se ofereceu para ajudá-los em seu boicote da seguinte forma:

– Qualquer muçulmano que tem sífilis não deve ser curado pelo teste de Wasserman que foi descoberto por um judeu Dr. Ehrlich. Muçulmanos que tem gonorreia, não deveriam procurar o diagnóstico, porque ele vai usar o método de um judeu chamado Neissner. Um muçulmano que tem uma doença cardíaca não deve usar Digitalis, descoberta por um judeu, Ludwig Traube. Se ele sofrer com uma dor de dente, não deve usar novocaína, uma descoberta dos judeus, Widal e Weil. Se um muçulmano tem diabetes, não deve usar insulina, o resultado da pesquisa por Minkowsky, um judeu. Se alguém tem uma dor de cabeça, ele deve evitar Pyramidon e Antypyrin, devido aos judeus Spiro e Ellege. Muçulmanos com convulsões devem ficar assim, porque foi um judeu,  Oscar Leibreich, quem propôs o uso de hidrato de cloral. Árabes devem fazer o mesmo com seus males psíquicos, porque Freud, pai da  psicanálise, era um judeu. Se uma criança muçulmana pegar Difteria, ela deve abster-se de o “Schick” reação, que foi inventado pelo judeu, Bella Schick. Os muçulmanos devem estar prontos para morrer em grande número e não devem permitir o tratamento da orelha e danos cerebrais, o trabalho de judeus ganhadores do Prêmio Nobel, coordenados por Robert Baram. Eles devem continuar a morrer ou ficar aleijados por paralisia infantil, porque o descobridor da vacina anti pólio é judeu, Jonas Salk. Os muçulmanos devem se recusar a usar estreptomicina e continuar a morrer de tuberculose, porque um judeu, Zalman Waxman, inventou a droga milagrosa contra esta doença mortal. Médicos muçulmanos devem descartar todas as descobertas e melhorias feitas pelo dermatologista Judas Sehn Bento, ou o especialista em pulmão, Frawnkel, e de muitas outras de renome mundial cientistas judeus e especialistas médicos. Muçulmanos apropriadamente devem permanecer aflitos com sífilis, gonorréia, doença de coração, dores de cabeça, tifo, diabetes, transtornos mentais, convulsões poliomielite e tuberculose e ter orgulho de obedecer ao boicote islâmico. Ah, e por falar nisso, não chame um médico em seu telefone celular porque o telefone celular foi inventado em Israel por um engenheiro judeu. Enquanto isso eu pergunto: que contribuições médicas para o mundo os muçulmanos fizeram? A população Islâmica é de aproximadamente 1.200.000.000 (um bilhão e duzentos milhões ou 20% da população do mundo). Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:

Literatura:

1988 - Najib Mahfooz

Paz:

1978 - Mohamed Anwar El-Sadat

1990 - Elias James Corey

1994 - Yasser Arafat

1999 - Ahmed Zewai

Economia: (Zero)

Física: (Zero)

Medicina:

1960 - Peter Brian Medawar

1998 - Mourad Ferid

TOTAL: 7 SETE

A população global judia é de aproximadamente 14 milhões, cerca de 0,02% da população do mundo. Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:

Literatura:

1910 - Paul Heyse

1927 - Henri Bergson

1958 - Boris Pasternak

1966 - Shmuel Yosef Agnon

1966 - Nelly Sachs

1976 - Saul Bellow

1978 - Isaac Bashevis Singer

1981 - Elias Canetti

1987 - Joseph Brodsky

1991 - Nadine Gordimer Mundial

Paz:

1911 - Alfred Fried

1911 - Tobias Michael Carel Asser

1968 - René Cassin

1973 - Henry Kissinger

1978 - Menachem Begin

1986 - Elie Wiesel

1994 - Shimon Peres

1994 - Yitzhak Rabin

Física:

1905 - Adolf Von Baeyer

1906 - Henri Moissan

1907 - Albert Abraham Michelson

1908 - Gabriel Lippmann

1910 - Otto Wallach

1915 - Richard Willstaetter

1918 - Fritz Haber

1921 - Albert Einstein

1922 - Niels Bohr

1925 - James Franck

1925 - Gustav Hertz

1943 - Gustav Stern

1943 - George Charles de Hevesy

1944 - Isidor Isaac Rabi

1952 - Felix Bloch

1954 - Max Born

1958 - Igor Tamm

1959 - Emilio Segre

1960 - Donald A. Glaser

1961 - Robert Hofstadter

1961 - Melvin Calvin

1962 - Lev Davidovich Landau

1962 - Max Ferdinand Perutz

1965 - Richard Phillips Feynman

1965 - Julian Schwinger

1969 - Murray Gell-Mann

1971 - Dennis Gabor

1972 - William Howard Stein

1973 - Brian David Josephson

1975 - Benjamin Mottleson

1976 - Burton Richter

1977 - Ilya Prigogine

1978 - Arno Penzias Allan

1978 - Peter L Kapitza

1979 - Stephen Weinberg

1979 - Sheldon Glashow

1979 - Herbert Charles Brown

1980 - Paul Berg

1980 - Walter Gilbert

1981 - Roald Hoffmann

1982 - Aaron Klug

1985 - Albert A. Hauptman

1985 - Jerome Karle

1986 - Dudley R. Herschbach

1988 - Robert Huber

1988 - Leon Lederman

1988 - Melvin Schwartz

1988 - Jack Steinberger

1989 - Sidney Altman

1990 - Jerome Friedman

1992 - Rudolph Marcus

1995 - Martin Perl

2000 - Alan J. Heeger

Economia:

1970 - Paul Anthony Samuelson

1971 - Simon Kuznets

1972 - Kenneth Joseph Arrow

1975 - Leonid Kantorovich

1976 - Milton Friedman

1978 - Herbert A. Simon

1980 - Lawrence Robert Klein

1985 - Franco Modigliani

1987 - Robert M. Solow

1990 - Harry Markowitz

1990 - Merton Miller

1992 - Gary Becker

1993 - Robert Fogel

Medicina:

1908 - Elie Metchnikoff

1908 - Paul Erlich

1914 - Robert Barany

1922 - Otto Meyerhof

1930 - Karl Landsteiner

1931 - Otto Warburg

1936 - Otto Loewi

1944 - Joseph Erlanger

1944 - Herbert Spencer Gasser

1945 - Ernst Boris Cadeia

1946 - Hermann Joseph Muller

1950 - Tadeus Reichstein

1952 - Selman Abraham Waksman

1953 - Hans Krebs

1953 - Fritz Albert Lipmann

1958 - Joshua Lederberg

1959 - Arthur Kornberg

1964 - Konrad Bloch

1965 - François Jacob

1965 - Andre Lwoff

1967 - George Wald

1968 - Marshall W. Nirenberg

1969 - Salvador Luria

1970 - Julius Axelrod

1970 - Sir Bernard Katz

1972 - Gerald Maurice Edelman

1975 - Howard Martin Temin

1976 - Baruch Blumberg S.

1977 - Roselyn Sussman Yalow

1978 - Daniel Nathans

1980 - Baruj Benacerraf

1984 - Cesar Milstein

1985 - Michael Stuart Brown

1985 - Joseph L. Goldstein

1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]

1988 - Gertrude Elion

1989 - Harold Varmus

1991 - Erwin Neher

1991 - Bert Sakmann

1993 - Richard J. Roberts

1993 - Phillip Sharp

1994 - Alfred Gilman

1995 - Edward B. Lewis

1996 - Lu RoseIacovino

 TOTAL: 129

Os judeus não estão a promover lavagem cerebral em crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar mortes de judeus e outros não-muçulmanos. Os judeus não sequestram aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, ou fazem-se explodir em restaurantes alemães. Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja. Não há um único judeu que proteste matando pessoas. Os judeus não fazem tráfico de escravos, nem têm líderes que pedem Jihad e morte a todos os infiéis. Talvez os muçulmanos do mundo devam considerar investir mais em educação e menos em, como padrão, culpar os judeus por todos os seus problemas. Os muçulmanos devem se perguntar ‘o que podemos fazer para a humanidade’, antes de exigir que a humanidade os respeite. Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os palestinos e seus vizinhos árabes, mesmo se você acredita que há mais culpa por parte de Israel, as duas frases seguintes realmente dizem tudo: ‘Se os árabes depuserem as armas hoje, não haveria violência nunca mais. Se os judeus depuserem as armas hoje, não haveria mais Israel.’ Benjamin Netanyahu: General Eisenhower nos advertiu. É uma questão de história que, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de extermínio ele ordenou todas as fotografias possíveis a serem tomadas, e para os alemães das cidades vizinhas fossem guiados através dos campos e ainda os fez enterrar os mortos. Ele fez isso porque ele disse em palavras para este efeito: ‘Tenha tudo sobre documentação – obter os filmes – obter as testemunhas – porque em algum lugar no caminho da história algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu. Recentemente, no Reino Unido houve um debate se para remover o Holocausto dos seus currículos escolares porque ‘ofende’ a população muçulmana, que afirma que nunca ocorreu. Ele não foi removido ainda. No entanto, este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está dando para ele. É agora, mais de 65 anos que a Segunda Guerra Mundial na Europa terminou. Agora, mais do que nunca, com o Irã, entre outros, sustentando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o mundo nunca esqueça.

Este e-mail destina-se chegar a 400 milhões de pessoas. Seja um elo na cadeia de memorial e ajudar a distribuir isso para todo o mundo. Quantos anos vão passar para que se pense que o ataque ao World Trade Center ‘nunca aconteceu’ por que ofende alguns muçulmanos nos Estados Unidos? ‘Em Deus nós confiamos e somos uma nação sob Deus’

Por favor, repasse isto.”

Outubro 22, 2023

Foureaux

No Houaiss, encontramos algumas acepções para o verbete “amizade”, dentre elas: substantivo feminino; sentimento de grande afeição, simpatia, apreço entre pessoas ou entidades; derivação, por metonímia, quem é amigo, companheiro, camarada; concordância de sentimentos ou posição a respeito de algum fato; acordo, pacto, aliança; apego de alguns animais ao homem. Em uso informal, atitude de benevolência, dentre outros. Isso me veio à mente quando li o trecho que segue, retirado de um livro interessante que acabei de ler: Amor, amizade, sexo & felicidade, de autoria do médico Alessandro Loiola. Não sei se ele tem mesmo um título de doutor (com tese defendia!), por isso não coloco o “Dr.” ‘à frente de seu nome! De qualquer maneira, no livro referido, há uma passagem sobre amizade que me chamou a tenção positivamente. Compartilho com quem se interessar. Se não gostarem, não posso fazer bada. Eu gostei! Segue o trecho:

“Se a razão é sempre escrava de Eros, como afirmou Hume, e a amizade é uma forma de paixão, pode acontecer de os caminhos da amizade passarem longe da sensatez: ao contrário do casamento e das relações de trabalho, que são moldados a partir de normas sociais e possuem papéis definidos, a amizade não tem um “contrato” ou instruções predeterminadas para vicejar. Criamos nossas amizades a partir de quem somos, de nossos autointeresses e necessidades mais íntimas, sem que um molde universal possa ser aplicado a esta dinâmica. Assim, na mesma medida em que uma amizade representa uma ferramenta de crescimento e fortalecimento, ela pode tornar-se igualmente autodestrutiva. Como me;ncionado, um amigo torna-se um espelho, e os julgamentos oriundos da amizade influenciam nossas ideias e atitudes. Um comportamento reforçado positivamente por alguém a quem consideramos um amigo tende a ser intensificado ou repetido; um comportamento considerado condenável tende a ser suprimido. Se este jogo de tensões for desfavorável, os desdobramentos podem ser terríveis. Um exemplo de como as coisas podem dar muito errado atende pelo nome de Folie à Deux.

Também conhecida como “insanidade comunicada”, “insanidade contagiosa”, “delírio de  infestação  parasitária”, “insanidade  de transferência”, “psicose de associação”, “loucura dupla'', “transtorno delirante induzido” e “transtorno psicótico compartilhado”, a Folie comumente· envolve duas pessoas, mas pode se espalhar para muitas outras – os casos de alucinação coletiva seriam um bom protótipo disso, como retratado no filme A Vila (2004), assim como demonstrações extremas de religiosidade e rituais de suicídio em massa como os ocorridos na Guiana (909 mortos no culto Pef Ple 's Temple em 1978), no Japão (7 mortos na Igreja Amiga da Verdade em 1986), no Canadá (48 mortos na Ordem do Templo Solar em 1994), na Califórnia (39 mortos no culto Heaven 's Gate em 1999), e em Uganda (778 mortos no Movimento da Restauração dos Dez Mandamentos de Deus em 2000).” (p. 86-87).

 

 

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