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As delícias do ócio criativo

As delícias do ócio criativo

Do lado de lá

Foureaux, 21.09.22

Nas duas últimas semanas, fomos quase sufocados com tantas matérias e fotos e vídeos e comentários e textos e notícias sobre os funerais da Rainha Elizabeth II, A Rainha Isabel II, como conhecida em Portugal. Paralelamente – e para mal dos pecados de cada um dos cidadãos de bem viventes neste rincão, do lado de cá do grande charco – outra avalanche de igual pressão e conteúdo quase nulo também nos assaltou: a sequência interminável de promessas vazias, de mentiras deslavadas e de delírios absolutamente inenarráveis – para deixar de lado outros aspectos que beiram o parético – da “propaganda eleitoral obrigatória e gratuita”. Não posso afirmar, porque não tenho conhecimento para tanto, mas tenho a impressão de que essa excrescência da criatividade rasteira e falaciosa da “inteligência humana” só existe por aqui. Pior, financiada por dinheiro arrecadado dos inúmeros e incontáveis impostos que pagamos a todo momento. Entre os dois, meu coração não balança. De olhos fechados, escolho a primeira opção, com todos os senões. Assim sendo, recebi de um amigo português, o reencaminhamento da mensagem de Facebook que segue. Gostei, por isso mesmo, partilho!

Texto publicado por Luís Russo Pistola

Ao cuidado do José Rodrigues dos Santos e do João Adelino Faria e da péssima (com expoente 99) cobertura que fizeram do Funeral de Estado da Rainha Isabel II do Reino Unido: bastava irem à Wikipedia para aprenderem que o Orbe não é “uma esfera com uma cruz”, “semelhante à esfera armilar portuguesa” nem “representa o domínio britânico sobre o mundo no seu passado imperial”. O Orbe é um símbolo cristão de submissão do mundo – do poder temporal – a Cristo. O “Império” é o de Cristo, não de nenhum povo em particular. Como se lê e bem na Wikipedia: “O orbe simboliza o domínio de Cristo (a cruz) sobre o mundo (o orbe), literalmente sujeito por um governante terreno (ou, por vezes, de um ser celestial como um anjo). Quando é seguro pela própria figura de Cristo, o objeto é conhecido na iconografia ocidental como Salvator Mundi (Salvador do Mundo).” E já agora:

  1. a) a Monarquia Britânica não está em crise – tem um Rei desde que a mãe exaltou o último suspiro e tem milhões na rua a apoiá-la -;
  2. b) o “Rei Carlos III” não é uma incógnita já que esteve a ser preparado por 73 anos para fazer o que está a fazer e nos últimos anos até já fazia boa parte das funções em representação da monarca;
  3. c) o seu reinado não “começa hoje” nem “amanhã”, começou quando a mãe morreu e já teve uma semana de actos oficiais feitos como monarca, como é óbvio;
  4. d) quem vê as manifestações de afecto de que tem sido alvo e lê os comentários às mesmas percebe que é bem mais popular do que querem fazê-lo crer e que a mudança em uma semana do número de pessoas que nas sondagens dizem apoiá-lo mostra isso mesmo; e que se preocupam com a sua saúde com a agenda carregada que tem tido independentemente da idade;
  5. e) os britânicos não se “despediram da sua Rainha”, despediram-se dos restos mortais da mesma;
  6. f) a Monarquia Espanhola não está em risco e o Rei Juan Carlos não é “impopular” (bem pelo contrário) nem o será depois de morto, como é óbvio;
  7. g) se Carlos III é traduzido, lógico é que o façam com Guilherme e Catarina, Príncipes de Gales, com os príncipes Jorge e Carlota, com o Duque Henrique, etc, porque dizer uns em inglês e os outros em português é só piroso e estúpido;
  8. h) e por falar em estúpido, as cerimónias militares não são “próprias de ditaduras e não vistas nas ‘democracias modernas’, são a representação da união do povo com o Soberano e são próprias de estados que não sejam falhados e ainda saibam o que é a dignidade do Estado, assim como a existência de Protocolo de Estado, o garante de que tanto direitos de todos são respeitados e honrados e que a representação do Estado não ofende os seus povos.
  9. i) “os jovens não estão afastados da Monarquia”, caso contrário não estariam em incrível número nos mais de 750 000 que passaram longas horas para fazer uma vénia em frente do caixão da defunta Rainha, muitos em copiosas lágrimas, ou a encher as ruas para saudar o novo Rei: estão afastados, sim, das repúblicas das bananas como a nossa que não consegue juntar 750 pessoas livremente a comemorá-la, muito menos a chorá-la.

Tédio

Foureaux, 17.07.22

Tempos chatos. Uma chatice entranhada e morna, insossa, entediante. Tudo está errado. Não se pode mais isso, nem aquilo. Se olhar muito é assédio. Se contradisser, é assédio ou burrice. Isto ou aquilo – não se trata do poema da Cecília. Chatice. Nesse clima, nada alvissareiro, recebo mensagem de uma amiga querida, ex-aluna. Não diz, a mensagem, quem é ou autor do texto que ela enverga. Assim, segue com sua natureza anônima. O registro desse anonimato, creio, é suficiente para desculpar-me de qualquer possibilidade de plágio. Pra desencargo de consciência, uso aspas...

“Condutas e observações que acredito que deveriam ser regras

(não é suave) 

  1. Evite fazer observações sarcásticas.
  2. Se entrar em uma briga, bata primeiro e bata com força.
  3. Nunca dê um aperto de mão sentado.
  4. A inveja de um amigo é pior que o ódio de um inimigo.
  5. Escute o que as pessoas têm a dizer.

Não interrompa; deixe-as falar. 

  1. Guarde segredos.
  2. Não cultive medo por ninguém. Todo homem pode morrer.
  3. Seja corajoso. Mesmo se não for, ao menos finja ser. Ninguém consegue perceber a diferença.
  4. Cuidado com as pessoas que não tem nada a perder.
  5. Escolha a companheira da sua vida com cuidado. A partir dessa decisão, virão 80% de toda a sua felicidade ou miséria.
  6. Se a casa do seu vizinho está em chamas, a sua também está em perigo.
  7. Nunca elogie a si mesmo; se houver elogios, que venham dos outros.
  8. Seja um bom perdedor.
  9. Não deseje colher frutos daquilo que nunca plantou.
  10. Quando aflito: respire fundo e distancie-se.
  11. Dê às pessoas uma segunda chance, mas nunca uma terceira.
  12. Cuidado ao queimar pontes. Você nunca sabe quantas vezes precisará atravessar o mesmo rio.
  13. Lembre-se de que 70% do sucesso em qualquer área se baseia na capacidade de lidar com pessoas.
  14. Defenda os menores. Proteja os indefesos.
  15. Assuma o controle da sua vida. Não deixe que outra pessoa faça escolhas por você.
  16. Visite amigos e parentes quando estiverem no hospital; você só precisa ficar alguns minutos.
  17. A maior riqueza é a saúde.
  18. Pense duas vezes antes de sobrecarregar um amigo com um segredo.
  19. Mantenha um bloco de anotações e um lápis em sua mesa de cabeceira. Ideias que valem milhões de reais surgem de madrugada.
  20. Mostre respeito por todos que trabalham para viver. Não importa o quão simples seja a profissão.
  21. Vista-se adequadamente aos padrões da época.
  22. Elogie a refeição quando for hóspede na casa de alguém.
  23. Não permita que o telefone interrompa momentos importantes.
  24. A menos que ela seja da sua família, sempre cumprimente uma mulher comprometida com um leve aperto de mão.
  25. Não demore onde não é bem recebido.
  26. Todo mundo “gosta” de ver você crescer profissionalmente, até começar a superá-los.
  27. Ouça os mais velhos.”

Infância (de verdade!)

Foureaux, 15.06.22

Ando pensando em coisas que, aparentemente já não têm importância. Coisas que aprendi. Coisas que me mostraram. Coisas que faziam parte da vida de qualquer menino ou menina (Sim, só esses dois, menino e menina! O resto é invenção de gente descerebrada que não tem o que fazer a não ser encher o saco dos outros com suas boçalidades!). Pois é... Coisas. Nessa onda de memórias afetivas e afinidades eletivas, recebi por e-mail o texto que segue. Desconheço a autoria, como também disse o emissor da mensagem que recebi. Compartilho por causa das... coisas!
“Naquela época, tirava notas azuis e morria de medo de notas vermelhas no meu boletim: tinha que ser acima de 7. Naquela época, não tínhamos bolsa família, tínhamos uniformes. O material escolar era comprado pelos nossos pais, com muito suor! Calçado era Vulcabrás, Conga, Ki Chute, Bamba... alpargatas. Não tínhamos celular... As pesquisas de escola eram feitas em bibliotecas públicas e nas enciclopédias… O trabalho era escrito à mão e em folha de papel almaço. A capa era feita com papel sulfite. Tinha dever de casa pra fazer. A Educação Física era de verdade… Tínhamos carteirinha pra dizer presente, ausente e atrasado. Ainda cantávamos o Hino Nacional no pátio, antes de ir para a sala de aula. Teve uma época em que tínhamos aulas de Religião, Educação para o lar, Educação Moral e Cívica! Os dentistas iam à escola para aplicar flúor e ensinar os cuidados com a higiene bucal. As professoras olhavam nossas cabeças e mandavam recados para as mães de quem tinha piolhos. Na escola tinha o Gordo, a Magrela, a Branca Azeda, o Quatro Olhos, a Baixinha, a Olívia Palito, o Palitão, o Cabelo Bombril, o Negão, o Periquito, o Narigudo, a Girafa e por aí vai... Todo mundo era zoado; às vezes, até brigávamos, mas logo estava tudo resolvido e seguia a amizade... Era brincadeira e ninguém se queixava de bullying. Existia o valentão, mas também existia quem nos defendesse. Trauma? Nunca ouvimos essa palavra. O lanche era levado na lancheira ou dentro de um saco de pão. Época em que ser gordinho(a) era sinal de saúde e, se fôssemos magros, tínhamos que tomar o Biotônico Fontoura. A frase “peraí mãe” era para ficar mais tempo na rua e não no computador ou no celular... Colecionávamos figurinhas, bolinha de gude, papéis de carta, selos! As brincadeiras eram saudáveis. Brincávamos de bater em figurinhas, e não nos colegas e professores. Adorava quando a professora usava mimeógrafo e aquele cheiro do álcool tomava conta da sala. Na rua era jogar bola, queimada, pular corda, subir em árvores, pular elástico, pique-esconde, polícia e ladrão, andar de bicicleta ou carrinho de rolimã; soltar “papagaio” (ou arraia ou pipa) e ficar na rua até tarde. Muitas vezes, com a mãe tomando conta, sentada no portão, ou com as vizinhas (grandes amigas), conversando alegres… Comia na casa dos colegas e ao chegar em casa, tomava bronca por isso (“Não tem comida em casa?”). Não importava se meu amigo era negro, branco, pardo, rico, pobre, menino, menina: todo mundo brincava junto. E como era bom! Bom não... era maravilhoso! Assistia ao Pica-Pau, Tom e Jerry, Pantera Cor de Rosa, Papa Léguas, Sítio do Pica-Pau Amarelo, Corrida Maluca, He-man, o Gordo e o Magro e vários outros... Que saudades desse tempo em que a chuva tinha cheiro de terra molhada! Época em que nossa única dor era quando passava Merthiolate nos machucados… Felizes, em comparação com esse mundo de hoje, onde tudo se torna bullying. Nossos pais eram presentes, mesmo trabalhando fora o dia todo. Educação era em casa, até porque, ai da gente se a mãe tivesse que ir à escola por aprontarmos. 
Nada de chegar em casa com algo que não era nosso, desrespeitar alguém mais velho ou se meter em alguma conversa. Xiiii... Era um tapa logo, ou só aquele olhar de “quando chegar em casa conversamos”… Tínhamos que levantar para os mais velhos sentarem, pedíamos a benção. Fico me perguntando: quando foi que tudo mudou e os valores se perderam e se inverteram dessa forma? Se você também é dessa época, copie e cole no seu mural, mude o que for necessário. Copiei e colei, não tive muito o que mudar pois foi exatamente assim que vivi minha infância. Claro que tive um sorriso no rosto, enquanto lia esse texto e relembrei de vários bons momentos... Quanta saudade, quantos valores, que para esta geração não valem nada! Grato por tudo que vivi e aprendi. Fui muito FELIZ e sobrevivi!!! Um tributo a todos que vivenciaram tudo isso nos anos 40/50/60/70/80 do século passado!

Contos de terror

Foureaux, 26.04.22

É costume dizer que a vida imita a arte. Ou, por outra, que a ficção é germinada na realidade. Uma e outra assertiva comporta discussão. Minha preguiça me nega a energia para fazê-la aqui e agora. O que me traz aqui hoje é a vontade partilhar o incômodo que senti ao ler as linhas que seguem. O texto não é meu. É artigo assinado por um jornalista de quem gosto: Guilherme Fiuza. Se não quiserem ler, não posso fazer nada. Se quiserem tachar-me de reacionário, negacionista, bolsonarista e todos os outros “istas” cabíveis, só posso dizer uma coisa: caguei! Resta o fato de que o texto me causou incômodo e isso é o que me interessa partilhar. O mais é firula... ou, como dizia meu pai, especula de rodinha... Podem acessar o texto na seguinte ligação: https://revistaoeste.com/revista/edicao-109/a-genetica-do-silencio/

Bárbara Caroline Machado, catarinense de 16 anos, era ativa e alegre. Jogadora de vôlei amador, trabalhava numa farmácia. Era uma pessoa saudável e sem comorbidades. Tomou a segunda dose da vacina de covid no dia 8 de fevereiro de 2022. Um mês e cinco dias depois seus problemas de saúde começaram.

Primeiro dor de estômago aguda e o olho esquerdo inchado. Até que começou a vomitar e o inchaço foi se espalhando por outras partes do corpo — como tornozelo, mãos e pescoço. Nada que comia parava no estômago. Depois de uma semana do primeiro sintoma, foi levada ao hospital de Blumenau. O médico lhe deu um antialérgico e ela foi liberada.

Três dias depois acordou chorando de dor abdominal. Foi levada novamente ao hospital, onde foi constatada uma disfunção renal. Dali em diante suas condições começaram a piorar, com muito inchaço e coagulação. Bárbara entrou no Hospital Santo Antônio pesando 47 quilos e em cinco dias estava pesando 58, devido aos líquidos que geravam o inchaço.

Após um derrame pleural e o surgimento de uma neuropatia, foi diagnosticada com Síndrome Nefrótica Membranosa. Ficou internada dez dias. Para ter alta, foi preciso fazer uma drenagem em seus pulmões para melhorar a respiração. Após a volta para casa, Bárbara passou a ter fadiga crônica — limitada por cansaço extremo após qualquer movimentação simples.

A atleta amadora se tornou uma pessoa prostrada, muito magra, com o olhar parado e quase sem reação aos estímulos que recebe. O que aconteceu com Bárbara? As autoridades de saúde não dizem nada à família.

Nem à do também adolescente Danylo Zinneck Nobre. No dia 19 de outubro de 2021, esse paulista de 15 anos, totalmente saudável, tomou a segunda dose da vacina de covid. Dezoito dias depois começaram a fadiga, a fraqueza nas pernas, visão turva e cabeça pesada. No dia 6 de janeiro teve uma convulsão e foi entubado, com dificuldade de deglutição e fala enrolada.

No Hospital Municipal Florence, em São José dos Campos, foram feitos diversos exames, a princípio indicando uma situação clínica normal. Mas veio a paralisia no diafragma e nos membros superiores e inferiores, e Danylo foi traqueostomizado. Foi diagnosticado com encefalite do tronco cerebral de Bickerstaff autoimune, uma doença neurológica rara, que afeta o sistema nervoso central e periférico.

Após dois meses na UTI — onde recebeu tratamento para tentativa de reversão dos danos ao sistema nervoso —, o menino teve um AVC hemorrágico. Danylo morreu em 3 de março.

As autoridades de saúde não têm nada a dizer sobre um adolescente que nunca teve problemas de saúde e entrou num processo mortal pouco mais de duas semanas após a segunda dose da vacina de covid? Os estudos que ainda estão faltando sobre a segurança dessas vacinas em desenvolvimento terão de avaliar mortes como a de Danylo? Quem dará essa resposta?

Leandra Ludmila Leme, paulista de Sorocaba, tinha 20 anos. Em 16 de agosto de 2021 tomou a primeira dose da vacina de covid. Três dias depois começou a ter febre, dor de cabeça, no fundo dos olhos e na garganta. Em mais quatro dias, diarreia, vômitos, inchaços, extremidades geladas e dor no pescoço.

Em 24 de agosto, perdeu o movimento das pernas. No dia seguinte teve uma parada respiratória. A jovem Leandra morreu nove dias depois da vacina de covid.

Já Letícia Balzan Martinez Biral tinha 23 anos. Totalmente saudável, estava no 4° ano de Medicina em Presidente Prudente. Se vacinou contra covid em 18 de junho de 2021. Oito dias depois começaram as dores de cabeça. No dia 29 de junho, após várias tentativas frustradas de combate às dores com medicação comum, foi levada para a Santa Casa de Campo Grande (MS).

Após uma tomografia, o neurocirurgião responsável informou à mãe de Maria Eduarda que ela tinha tido duas tromboses

Letícia morreu em 3 de julho de trombose intracraniana e hemorragia intracerebral, 15 dias depois da vacina.

Você está achando que esses eventos são normais? Naturais? Ou acha que eles estão ligados por uma mesma circunstância específica? Considerando que os casos acima expostos são apenas alguns de inúmeros exemplos trágicos sob a constante pós-vacinal, não é estranho que a devida investigação deles não esteja em discussão pela sociedade?

Pense sobre isso. Examine se há algo que você deva fazer a esse respeito. Enquanto isso, imagine a situação da mãe de Maria Eduarda Fernandes Souza, de Porto Alegre. Ela tinha 22 anos. Se vacinou em 21 de julho de 2021. No dia seguinte ficou de cama com dor de cabeça, dores no corpo, no braço e enjoos.

A família achou que era uma reação normal à vacina. Mas os dias foram passando e a dor de cabeça não ia embora. Em 1º de agosto, 11 dias depois, ela foi medicada para cefaleia moderada com ibuprofeno. No dia seguinte acordou com fraqueza, perdeu o tato da mão direita e passou a enrolar a fala. Foi levada ao Hospital das Clínicas de Porto Alegre.

Após uma tomografia, o neurocirurgião responsável informou à mãe de Maria Eduarda que ela tinha tido duas tromboses, uma na perna e outra no pulmão, e um AVC hemorrágico. No dia 4 de agosto, 14 dias depois da vacina, foi constatada a morte cerebral. Maria Eduarda deixou uma filha de 3 anos e meio. Sua mãe quer justiça.

E você?

 

Lição

Foureaux, 25.03.22

A eletricidade tomava conta de cada segundo dos dias naquela semana. As provas finais das eliminatórias que definiriam o time olímpico iam acontecer. A piscina estava pronta. Os cronômetros e toda a aparelhagem, em perfeito estado. Os juízes, observadores, jornalistas e pessoal de apoio, devidamente treinados e a postos. Seria praticamente uma celebração. Os melhores atletas eram esperados, inclusive, os que causaram polêmica. Tudo do pronto. A cidade já vivia o clima das finais com movimento extra nos hotéis. Carros de emissoras televisivas por quase todas as ruas. cada vez que um atleta aparecia, era um alvoroço. Muitas entrevistas. Restaurantes, padarias, mercearias e bares estavam faturando muito. Afinal numa cidade pequena como aquela, um evento de tal magnitude pode ser avassalador, para o bem e para o mal. Nada podia dar errado. Nas escolas, não se fala outra coisa. Entre os finalistas, havia alguém da cidade. Uma glória para a localidade. Nas praças, o frisson era tão intenso quanto... Até o padre, no sermão do domingo anterior às finais fez um sermão celebrando o acontecimento. Todo o país estava de olho. Olheiros de todo lado pululavam pela cidade, observando os atletas que era uma “promessa”. Todos. Enfim, a sexta-feira chegou. A cerimônia de abertura das finais foi até simples. O estádio estava cheio. Sim, a piscina coberta ficava dentro de um verdadeiro estádio, construído especialmente para a ocasião! Depois, segundo o administrador local, ia ser reutilizado pelos estudantes da cidade em atividades esportivas. Na verdade, só para natação. De qualquer jeito, pompa e circunstância. Todas as provas foram concorridas, técnica e socialmente. Os locais ocuparam todos os espaços possíveis. O juiz avisou que iam entrar as atletas da última prova feminina. Somente uma pessoa apareceu à borda da piscina. O silêncio era ensurdecedor. Das dez finalistas, nove não compareceram. O juiz tornou a anunciar a entrada das nadadoras. O mesmo silêncio e nada. Ninguém mais apareceu. Por alguns instantes, os juízes da competição murmuraram entre si. A plateia, quase silenciosa a esta altura, começou a retirar-se do ginásio. Ouvia-se apenas o barulho dos passos e o murmúrio das pessoas saindo. Todo mundo foi embora, inclusive os profissionais da imprensa: rádio, jornal e televisão. Ninguém ficou no ginásio, a não ser a tal de Lia, que algum tempo se chamava William e disputava as provas masculinas.

 

Como assim?

Foureaux, 31.01.22

“Uma das coisas que ele sabia era que um dia, sem aviso prévio – mais provavelmente –, ele iria morrer. E durante a tal noite, ele ficou sem saber se o que estava sentindo era o tal de processo de morrer. Uma sensação estranha, incômoda, desagradável. As horas não passavam, o calor, o som das batidas do coração no ouvido. Num dos ouvidos, na verdade. A mesma sensação que vinha se repetindo. Na mesma proporção de suas dúvidas. Os sonhos confusos. Todos os mortos e vivos a comemorar um aniversário. O incômodo contínuo. A angustiada ansiedade por conta do equívoco no roteiro da viagem. O planejamento lento, detalhado, minucioso. A ideia de que foi pouco. Simultaneamente, a certeza de que a mão tinha gostado. Um desejo realizado, ainda que mal planejado. Tudo muito comum, reles. Os livros que não foram escritos a bordejar a mente inquieta no meio da noite. A chama da vela a incomodar a pálpebra sensível, um pequeno passo até a insônia. O tum-tum do coração que não parava. O efeito do analgésico. Haveria mesmo a possiblidade de se perceber o momento exato?” Autor desconhecido

 

Uns gostam de se vestir simplesmente. Comer coisas comuns, sem sofisticação. Falar de maneira direta, sem subterfúgios sofismáticos na tentativa viperina de ludibriar, enredar, confundir. A palavra direta, grosseira até – depende do ponto de vista. Outros são o contrário. Ainda há aqueles que preferem a mentira deslavada, repetida à exaustão. O desejo de prevalência da consolidação da verdade pela repetição infinita e iterativa da mentira. E para completar, preferem cachaça. Sem a simplicidade dos gestos comuns. No meio disso, uma turba insana, desorganizada, funcionalmente analfabeta a vociferar, criticar, julgar, acusar e apontar o dedo. Enquanto isso, nada muda...

Silêncio

Foureaux, 29.01.22

“O homem, ao largo de seus noventa anos, comenta, numa roda de amigos algumas coisas que sua memória recupera das veredas do tempo. Começou com a sua arte quando ela começava na terra em que vivia. Não contaram pra ele o que acontecia. Ele viu. Se não viu foi quem fez acontecer também. Entre risos e hesitações lembrou-se da infância simples, humilde – pobre, nas palavras dele – num lugarejo esquecido na natureza, longe de qualquer indício de ‘civilização’. Mais risadas. Lembrou-se de que ‘dormia com as galinhas’ e ac0dava às quatro da manhã para ordenhar as vacas. Antes de dormir, apartava os bezerros, para que eles não esgotassem o leite das vaquinhas que durante o dia pastavam, Bovinamente, como é de sua natureza. Comentou sobre a natureza, os hábitos simples, a rotina da ordenha. Lembrou-se de que, para que o leite fluísse com mais facilidade, amarrava o bezerro nas patas traseiras da vaca. Assim, ela olhava o bezerro e soltava o leito sem problema. Na falta dele, o leite não saía. Entre mais alguns sorriso complacentes, o homem comentou que era bonito apertar as tetas da vaca, observando seu olhar doce para o bezerro. O barulho do leite espirrando na lata. A fumaça do calor do leite. O cheiro do curral. Porém, o mais impactante era o olhar da vaca. Mais risos e o homem lembra que visitou recentemente, mais perto de seus noventa anos, uma fazenda de produção de leite. Visitou todas as instalações. Ficou maravilhado. Notou que a ordenha é mecanizada agora; apertam uns tubos prateados nas tetas da vaca e o leite já sai dentr0 de galões enormes. Tudo automático. Mais limpo. Mais higiênico. Mais moderno. O homem olha a seu redor e pergunta: e o olhar da vaca?” (Autor desconhecido)

(Re)início

Foureaux, 15.01.22

Começou 2022 e, mesmo antes de 2021 terminar, eu já não escrevia com tanta regularidade. Deixa isso pra lá. Como faço desde que comecei a escrever um blogue, tento, anualmente, modificar a aparência dele. É, de fato, uma tentativa de deixá-lo mais atraente, o que parece não surtir muito efeito. Mas lá se vão mais de dez anos. Se não me equivoco, comecei quando estava em Zagreb, naqueles dois anos instigantes e, mesmo, reveladores que lá passei. Pois bem. Na primeira postagem do ano, ainda com os motores em estado de aquecimento, faço a transmissão de ideias alheias. Trata-se de trecho de um artigo de J.R. Guzzo, publicado na edição da revista Oeste, da última sexta-feira (ontem). Assevero que, pelo fato de transportar literalmente o trecho aqui, não estou a subscrever cegamente as ideias do autor. Jamais faço isso. Quem me conhece sabe. Logo, a motivação é uma certa inquietude trazida pelas miríades de incertezas e falácia acerca de tudo que ocorre no planeta. Coisa cansativa, chata, triste, rasa. mas vamos lá... Ainda vale a pena ler. Segue o trecho:

“Trabalho é para os 90% da população brasileira que tem de se pendurar em poste elétrico para consertar o corte de luz na casa de quem não admite comparecer ao serviço — ou para todos os que são obrigados a trabalhar para sobreviver. É coisa de quem tira lixo da rua. É coisa de quem guia o metrô, ou do motoboy do delivery, ou do porteiro do prédio. É coisa de quem trabalha no comércio, no hospital ou na polícia. É coisa de operário, do técnico da torre de aeroporto, do homem da companhia de gás que se enfia embaixo da terra para garantir o fogão dos terraços gourmet. Não é o mundo do professor da USP. Não é a Praia da Pipa. Esse é o Brasil da maioria que realmente produz, e não o Brasil dos parasitas – do universo político, dos banqueiros de esquerda, da CPI da Covid, dos comunicadores e das classes intelectuais que andam de máscara, combatem o genocídio e querem que o mundo continue nessa camisa de força que lhes faz tão bem. A lista dos sócios do vírus ainda vai longe. Pode incluir a big pharma norte-americana e mundial em peso, da Pfizer, AstraZeneca e Johnson&Johnson a todas as suas irmãs. Só o Brasil, e só nesta primeira fase, colocou no Orçamento cerca de R$ 30 bilhões para gastar com vacinas, numa conta que ainda pode ser muito maior. Calcule agora o tamanho dessa bonança em termos mundiais; é de dar inveja em qualquer Google da vida. Junte os fornecedores de testes para covid, os fabricantes de insumos para a vacina e os produtores de material de apoio. Some as empresas de transporte, as redes de farmácias e outros serviços de assistência – para não falar em médicos e hospitais. Não se esqueça, enfim, dos 6.000 prefeitos e dos 27 governadores brasileiros, que ganharam do Supremo Tribunal Federal o prodigioso direito de fazerem o que bem entendem para “salvar vidas” – a começar pela dispensa de licitação para gastar dinheiro público no combate à covid. É roubar, deitar e rolar, com a aprovação do Judiciário e o diploma de “heróis da saúde” concedido pelos editoriais da imprensa. Quem vai querer outra vida? É covid para toda a eternidade.”

 

Quem sabe...

Foureaux, 21.12.21

“IMBECILIS TROPICALIS”

O pequeno verbete tem cheiro e sabor de parábola. Para completar, é temperado com ironia e mordacidade, o que o faz mais atraente e apetitoso para a inteligência. Como dito no final, a autoria é desconhecida. Tomei a liberdade de apor alguns pitacos, cortar algumas excrescências e modificar algumas outras tantas cositas. Ao fim e ao cabo, pode ser divertida, a leitura.

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Também conhecido por “otarius tupiniquensis”, é uma subespécie humanoide que habita várias regiões do Brasil. Devido à baixa capacidade cognitiva, seus hábitos ainda são um mistério para os pesquisadores. As primeiras pistas indicam que se alimentam de mortadela e têm uma religião primitiva, que adora um ser marinho pequeno e vulgar. Ainda não foram registradas atividades laborais, o que leva a crer que sejam alguma espécie de parasita, que sobrevive do trabalho alheio. Com baixíssima capacidade de entrosamento entre espécies, o “imbecilis tropicalis”, geralmente, é avistado somente em bandos ruidosos, gritando ofensas aos demais. O aspecto contraditório, aliás, é o que mais intriga os pesquisadores. Esta subespécie acredita que queimando pneus, estátuas, depredando bens públicos e particulares ou fechando ruas em algazarras estão exercendo a cidadania e a democracia. Pedem respeito à todas as crenças, mas desrespeitam a crença da maioria. Dizem-se defensores das famigeradas minorias, mas defendem regimes que exterminaram e continuam a exterminar estas mesmas minorias. Apesar de raciocinarem como primatas, têm conduta parecida à dos pombos. Fazem muito barulho, muita sujeira e sempre saem de peito estufado. Esse hábito ainda é um mistério. A maior discussão, entre os cientistas, é como essa espécie se desenvolveu. Alguns apoiam a teoria de que o “otarius tupiniquensis” é fruto de uma época de muitas facilidades, que se acomodou à sombra de um Estado corrupto e paternalista. Outros aventam a possibilidade de uma infecção viral e temem uma epidemia. O terceiro grupo, porém, acredita que são frutos de experiências secretas, realizadas por professores e pela grande mídia, numa tentativa macabra de reengenharia social. Sem dúvida, é uma subespécie de mentecaptos que infelizmente habitam o Brasil e que lutam para ser escravos num regime comunista.

Autor desconhecido. 

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"Chamadas"

Foureaux, 12.10.21

Meu computador de mesa é da HP. (Eu poderia dizer logo desktop, mas não o faço por birra. Não gosto da língua do tal de tio sam... assim mesmo, em minúsculas. E não renuncio a minha chatice, não neste espaço meu, absolutamente todo meu!). Logo, como soe acontecer, seu sistema é da Microsoft. Assim que abro o Edge, abre-se a página do Bing. Colorida e cheia de notícias, em sua maioria, inócuas, para não dizer inúteis. Hoje pela manhã, entediado e saudoso (matéria, talvez, para outra postagem), me deu vontade de comentar algumas “chamadas”...

“O leitor perfeito é aquele que me lê, opina Paulo Coelho”

Quanta arrogância! Associar uma instância impossível, por subjetiva e volátil, à própria “obra” é de uma petulância que beira o patético. Não condeno quem goste dele, mas não gosto. Li os três primeiros livros e desisti de ler os demais. Uma chatice. A “chamada” pode até funcionar como uma estratégia de propaganda, o que não seria novidade no caso deste “autor”. No entanto, a empáfia escorre de cada letra. Que náusea...

“Como interpretar sonhos. Dez dicas para interpretar o seu subconsciente”

Freud, ou o que restou dele sem seu túmulo, deve se revirar três ou quatro vezes, em direções diversas, ao escutar alguém ler tal “chamada”. que idiotice. Os dois volumes que ele escreveu sobre o assunto, que foram lidos por pouquíssimas pessoas – considerando o número de habitantes deste planeta – parecem coleção de novelas, daquelas publicadas nos anos 50 e 60. Que coisa! (Obrigado, Glícia!). As “dicas” devem ser de uma imbecilidade indescritível e devem satisfazer as mentes mais rasas do planeta. Parece que a inteligência humana regride. Diante de uma coisa como esta, creio não haver outra explicação plausível. Além do mais, o subconsciente ainda é um tanto mais permeável a ações interpretativas humanas que o inconsciente, espaço predileto dos sonhos. A falta de leitura é mesmo uma doença terrível, praticamente mortal.

“Arma de policial dispara sozinha e atinge motorista durante abordagem”

Alguém pode me explicar como é possível ocorrer tal fenômeno: uma arma “atirar” sozinha. Um pedaço de metal torneado e enfeitado, inerte, ter vida própria? Se tivesse caído no chão, talvez ficasse mais plausível o ocorrido. Se tivesse sido jogada por alguém, da mesma forma. Mas “agir” sozinha, autonomamente. Não creio. Ou então, eu, no fundo de minha chatice, estou perdendo o senso... Pode ser...

“Limite de velocidade nas autoestradas alemãs volta ao debate”

Bom. Parece inusitado. E é! Num país que poderia ser malha ferroviária extensa e útil, melhorando todas as condições de trânsito, sobretudo para transporte de cargas, a notícia me parece absolutamente deslocada. A considerar as condições asfálticas das “autoestradas” tupiniquins, a “chamada” beira a chacota gratuita. Quem já andou pelas similares alemãs – e não só elas, mas as francesas, italianas, portuguesas e demais outras – pode rá concordar comigo. ó não o fará para não correr o risco de se alinhar à minha chatice, o que pode ser condenável. Por outro lado, há de haver um gaiato que vai criticar o povo alemão por debater sore assunto tão comezinho e aparentemente sem maiores consequências. Somente um desavisado vai cerrar fileiras com este gaiato. 

“Cidades europeias lideram ranking global de aventuras a viagens”

Uma coisa que sempre me incomodou e continua a me incomodar é essa mania que as pessoas têm de submeter tudo, absolutamente tudo, a abordagens estatísticas. Dá a impressão de que o mundo gira ao redor de disputas e campeonatos de supremacia. Ao fim e ao cabo, que diferença faz se são cidades europeias ou africanas? Umas são melhores que outras? Tudo isso é absolutamente relativo. E eu adoro essa contradição em termos. Pena que nem todo mundo seja capaz de percebê-la e gostar dela também. Será que tudo na existência humana fica melhor, mais claro, mais palatável, menos pejorativo se submetido a prélios estatísticos. Uma espécie de podium eterno e absoluto, sem o qual nada vale apena? Neste caso, o poeta estaria errado (?). Entenda quem for capaz...

“Cidade de São Paulo aplica doses de reforço nesse domingo”

Como no caso da arma autônima, a cidade de São Paulo também anda fazendo das suas! Incrível! Será que custava muito explicitar que a secretaria municipal de saúde resolveu intensificar a vacinação na cidade de São Paulo? Cansa muito escrever isso? Cansa mais ler isso? Eu sou preguiçoso, admito. No entanto, não vejo por que economizar em palavras e perder em clareza, em concisão, em objetividade e até em beleza. Preguiça, nestes casos, não cola! Não pode colar. Ah... esqueci que a “turma” que “redige” essas coisas é “jovem”, logo, crias e discípulos daquele famigerado (como é mesmo o nome dele? Citam tanto e eu não consigo me lembrar)... o que afirma que educação formal é opressão. Vai vendo... Daqui a pouco ninguém escreve mais nada. Só desenha... e olhe lá!

“O Novo não vai estar com Bolsonaro, diz o presidente do partido”

Esta chamada deveria vir acompanhada da fotografia do tal “presidente do partido”. Faria jus ao adagiário que prega que uma imagem vale mais que mil palavras. Para quem não me conhece, devo acrescentar que a última oração que escrevi contém ironia. Nunca é demais lembrar. Faço isso porque sei que a escrita trai o sentido, sempre. Voltando à vaca fria... Ainda que eu não seja o que chamam de bolsonarista – faz já alguns anos que declarei publicamente minha alienação ideológica, sobretudo ligada à política partidária, tendo como consequência a minha recusa em voltar a sair de casa para votar – devo dizer que a chamada peca pelo excesso de... de... de... nem sei! Tão poucas palavras para conteúdo tão pouco relevante e tanta “ostentação” discursiva! Sim! Acabei de criar esta categoria, só para celebrar a inutilidade – para mim, claro! – da tal “chamada”...

“Famosos que já foram traídos e não escondem isso”

Ser traído é predicado? Ser traído é passaporte para a fama? Ser traído é requisito para alguma coisa de útil? Eu lá quero saber de quem foi traído? Que relevância tem isso na minha vida? De mais a mais, “famosos” para quem? Por quê? Publicar o fato de já ter sido traído e jactar-se de situação incômoda como esta é algum tipo de estratégia de propaganda? Vende-se mais alguma coisa – para além de tabloides e revistas de fofocas – com esse reclame? Que coisa mais rasteira, pobre, inútil, irrelevante e... chata! Ai que canseira!

“Flávio Bolsonaro compara Bolsonaro com Dória comendo pastel”

Vou me abster de comentar o que quer que seja sobre este Flávio. Este que aparece na “chamada”. Não quero ver narizes torcidos. Não que ter que ler advertências e xingamentos por mencionar este nome, com o sobrenome que o particulariza. No entanto, ri litros (Obrigado Eni!). A comparação, para além de hilária é nauseabunda. Na mesma medida. A comparação procede, pois só de imaginar o agripino (Para quem não sabe, este é o segundo nome daquele que se diz governador de São Paulo, o da calça apertada) comendo pastel numa feira, eu começo a rir, por conta da hipocrisia... que é muita! 

“Celebridades que moram com os pais”

Saí de casa algumas vezes. Voltei outras tantas. As circunstâncias me levaram a isso. Agora, eu me pergunto. O que é que alguém tem que saber ou querer saber alguma coisa sobre isso? De mais a mais, o que é mesmo uma celebridade? Se não me engano, alguém que faz “sucesso” torna-se uma celebridade. Mas o que é mesmo o sucesso? Qual a receita, o roteiro para alcançá-lo? Existe mesmo um roteiro? Uma receita? E depois disso, como fazer para manter o tal de sucesso e não perder o posto de “celebridade”? De mais a mais, essa tal de celebridade deve ser uma chatice. Imagina só não poder sair de casa à tarde pra tomar um sorvete. não pode aparecer numa igreja, de repente, pra rezar um pouquinho. Numa rodoviária, num aeroporto, num posto de gasolina... sempre com gente em volta, alcovitando, pegando, perguntando, gritando... Uma chatice completa. Pra completar: se a tal “celebridade” mora ou não com os pais, é problema dela, de mais ninguém. Punto i basta!

“Saiba onde anda Daniella Cicarelli e outros apresentadores sumidos”

Não me interessa saber o endereço da tal de Daniela. Da mesma forma, estou me lixando para os outros apresentadores sumidos. Que mania desagradável desses “jornalistas”, usarem o imperativo como forma de retroalimentar convenções em tudo e por tudo vazias de qualquer lógica ou sentido. Uma chatice. Mais uma! Se sumiram, deve haver um motivo. Fazem falta? Talvez. Por que sumiram? De fato, não me interessa. Interessa “mesmo” a alguém? Saber isso vai mudar alguma coisa de concreto e útil para a humanidade? Pois é...

“Saiba curiosidades sobre Miguel Falabella”

Olha o imperativo aí de novo! Ai, ai... E eu lá quero saber alguma curiosidade sobre este indivíduo? Ele que viva bem, cm saúde, as suas curiosidades que eu sigo o meu caminho. Não gosto dele, logo, nada que a ele diga respeito me interessa. Presenciei uma cena escabrosa com esse tal de Miguel. Foi na loja da extinta Varig, ao lado do Copacabana Palace. Nos anos 80. O talzinho, se não me engano, estava em “ascensão”. Então... já viu né... Quanta grosseria. Nem vale a pena contar. Fico só imaginado que classe de curiosidade poderia atrair alguma atenção... Eu, fora!