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As delícias do ócio criativo

As delícias do ócio criativo

Janeiro 22, 2024

Foureaux


Eu fico impressionado como é que, às vezes, uma editora dita “de respeito” se dá ao desplante de publicar certas coisas. Não sei, de fato, quais são os critérios, ainda que intua, por experiência e conhecimento de causa – é possível utilizar este argumento – quais sejam. Muito do que está “na moda”, aquilo que é preciso dizer, pensar e escrever para não ser “cancelado”; em alguns casos, o fato de ter frequentado a oficina” de escrita criativa” do fulano ou do ciclano, não a do beltrano. E por aí vai. Repito, é impressionante. Já li muita porcaria chancelada por empresa editorial de peso”. Não há uma explicação plausível, não que me convença. Nos dias que correm, tenho me aperfeiçoado nas artimanha da personalidade de São Tomé: só acredito vendo. É este o caso do minúsculo trecho que trago à baila. Há quem diga que eu não poderia dizer o que vou dizer, porque isolei um trecho apenas. Isso afetaria a visão do conjunto e poderia desvirtuar o sentido da “obra”. Não concordo. Argumento que não se sustenta. Não estou escrevendo um tratado, tese ou ensaio sobre o assunto do livro de onde tirei o trecho. Não digo o título, nem o nome do autor, muito menos o nome da editora para não me comprometer. Hoje em dia, fazer isso é correr sério risco de ser acusado de assédio, difamação, calúnia, e quejandos... Não corro este risco. Não vale a pena. Vamos lá. O trecho é o seguinte: “(...) O passarinho vem voando, bate a cara aqui e morre, a abelha se reproduz e morre, a bananeira cresce, dá banana e morre... Nós somos os únicos chatos do planeta que querem prevalecer na face da terra a todo custo e, claro, não entrar na lista de extinção de jeito nenhum. Tem uma frase interessante que é atribuída ao Einstein: “A vida começou aqui na terra sem os humanos e pode terminar sem nós”. Esse pode é um cuidado lá dele, de não detonar de vez a bomba. Já eu sou mais arrogante e digo que a vida começou sem os humanos e vai acabar sem a gente. Não somos os donos da chave e não seremos os últimos a sair. Aliás, acho antes que seremos postos para fora – por incompetência, inadimplência, abuso, e todo tipo de prevaricação em que a gente se meteu em favor da ideia de prolongar nossa própria vida. (p.54)” De cara, duas observações de ordem linguística – lato sensu. O uso do verbo prevalecer, parece equivocado. Prevalecer? Não seria mais apropriado usar o verbo “permanecer”. Parece que faz mais sentido, pelo menos, contexto em que se encontra, a ideia de permanência é mais coerente do que a ideia de prevalência. Nem mesmo com muita “licença poética” tal troca pareceria correta. Há de se lembrar que a licença poética não desculpa para encobrir incapacidade clareza textual… Mais adiante, há um “lá, solto, lépido e faceiro. Parece-me, de novo, um equívoco. Qual a função deste advérbio aqui? Seria dar um ar de coloquialidade do texto. Se assim for, é desnecessário, como se pode notar o texto é, em sua maior parte exemplo acabado de registro coloquial, logo, esse “lá” é absolutamente dispensável. A capa do livro onde se encontra o pequeno trecho entre aspas é até interessante. Não chega a ser original, mas faz jus à autoria do livro que não conheço pessoalmente. É “pessoa pública”, como se costuma dizer. Na atualidade, faz muito sucesso por aí devido às “pautas” que defende e exara com aparente sabedoria. Eu só fico pensando... e não entendo... Como é que pode?!

Dezembro 19, 2023

Foureaux

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É Natal. Um tempo, querendo ou não, em que se sente algo diferente. Em outras quadras, neste tempo, na semana seguinte ao primeiro domingo do advento, era chagada a hora de reunir-se na casa das tias Julia e Lilia, irmãs do vovô Pedro. Recava-se o terço enquanto se ia montando o presépio. Ficava na sala, ao lado da porta, na minúscula casa em que as duas morava. Minúscula para quem lá voltou depois de adulto. Quando na infância, a casa era uma fantasia. Montava-se o presépio, depois a comida, a bebida, a cantoria, as brincadeiras de roda com tia Lilia no quinta. No dia de Reis, o processo era o contrário.  Rezava-se o teço enquanto se desmontava o presépio. E dá-lhe comer, beber, cantar. Uma festa. Foram anos assim, na repetição fervorosa, casta e simples, sincera, de uma família que celebrava o Natal, comme il faut. Assim sendo, fico pensando como é que alguém pode pensar em “adequar” o Natal aos parâmetros de uma “ordem do dia” em tudo e por tudo, estapafúrdia, muitas das vezes. Penso nisso depois de ter lido o texto que segue:

“Apresento-vos o novo presépio de Natal! Mais inclusivo e laico. Já não contém animais para evitar maus tratos.  Já não contém Maria, porque as feministas acham que a imagem da mulher não pode ser explorada. A do carpinteiro José, tão pouco, porque o sindicato não autoriza. O Menino Jesus, foi retirado, porque ainda não escolheu o género, se vai ser menino, menina, ou outro.  Já não contém Reis Magos, porque podem ser migrantes e um deles é negro (discriminação racial, xenófoba).  Também já não contém um anjo, para não ofender os ateus, muçulmanos e outras crenças religiosas.  Por último, suprimimos a palha, por causa do risco de incêndios e por não corresponder à norma Europeia NE070. Ficou só a cabana, feita de madeira reciclada de florestas que respeitam as Normas Ambientais ISO 1052/23”.

O texto não é de minha autoria, por óbvio. Recebi de um amigo outro dia. Fiquei estupefato. Não ri. Sei que sou um chato...

Novembro 01, 2023

Foureaux

Devo confessar que, no olho do furacão instalado pelo alarmismo internacional, fomentado pela “mídia” ciosa de sua receita e devota ao “politicamente correto”, eu não confiava nas vacinas que foram, apressada e urgentemente, anunciadas como a proteção última contra um vírus novo. Confesso que só me vacinei porque viajo anualmente para o exterior e não poderia fazê-lo naquele momento e durante posterior e alongado período, se não portasse o famigerado certificado de vacinação. Confiar, de fato, não confiava, como ainda não confio. Acredito em vacinas, sobretudo aquelas que contam com respaldo de testes e testes multifacetadamente realizados e depois de anos de experimentação e comprovação das diversas possibilidades de eficácia e efetividade.  Creio que muitos relatos que li, notadamente sobre a situação da Suécia – inexplicavelmente ignorados pela já referida “mídia” – podem ser levados em consideração. Veja bem, eu disse “levados em consideração”. Com isso, não estou a dizer que tais relatos são parti pris para a cura definitiva. Neste contexto, deparei-me hoje com o texto que segue – enviado equivocadamente por um primo: ele alertava, na sua mensagem, que a “descoberta”  ia fazer o mundo virar de cabeça para baixo (como se já não, assim, estivesse!), sem se dar conta de que o alarde tinha uma data (como se vê no início de minha postagem). Assim, rogo aos meus possíveis leitores que tenham em mente estas ideias ao ler o texto – se é que irão fazê-lo até o fim – que levem em consideração o que aqui digo. Com esta postagem, quero apenas e somente reforçar minha desconfiança quanto às “vacinas”, inoculadas planetariamente. É de se notar que a pesquisa que fiz para esta postagem – confesso que não foi, assim, exaustiva, dado que estou a escrever apenas uma postagem e não uma tese acadêmica ou tratado científico – revela que a preocupação com o esclarecimento de dúvidas, à altura, foi expressa pela já referida “mídia”, num recorte peculiar. Praticamente todas as publicações se preocupavam mais com o efeito da indicação ao Nobel, como aparato para respaldo científico da tese, do que com a tese em si. Isso, para quem sabe LER, significa muito. Antecipo meu pedido  de desculpas, caso alguém se sinta ofendido. Claro está que não foi esta minha intenção, senão, apenas a de exarar a minha opinião. Espero que eu ainda possa fazer isso...

“Dr. Vladimir Zelenko, indicado para prêmio Novem da Paz.

Postado por Frontline News Staff

24 de novembro de 2021

O Dr. Vladimir Zelenko foi incluído num grupo de médicos nomeados para o Prêmio Nobel da Paz pelo seu papel no combate à pandemia do coronavírus. A lista dos indicados deste ano inclui 43 candidatos.

Zelenko alcançou destaque mundial por tratar pacientes com COVID-19 com hidroxicloroquina e zinco, descobrindo que a mortalidade caiu 8 vezes com o uso dessas duas substâncias. Ele diz que o tratamento com hidroxicloroquina e zinco nos primeiros 5 dias reduz as taxas de mortalidade em 85%. “Basicamente, o principal elemento desta abordagem de tratamento é o zinco”, disse ele em uma entrevista. “O zinco inibe uma enzima muito importante chamada RNA polimerase ou replicase dependente de RNA. Basicamente, impede que o vírus se replique ou copie seu material genético, reduzindo essencialmente a quantidade de vírus. “No entanto, o zinco não entra na célula dos vírus, eles precisam de uma forma de levar o zinco para dentro da célula, e esse é o papel da hidroxicloroquina no ambiente ambulatorial. A hidroxicloroquina tem outros quatro mecanismos de ação quádruplos, mas estes são relevantes nas fases mais avançadas da doença. “Estou me concentrando especificamente na propriedade do ionóforo de zinco ou na propriedade do canal de transporte de zinco da hidroxicloroquina, que permite que o zinco vá de fora para dentro da célula. “E o terceiro componente disso foi o antibiótico que eu estava usando azitromicina, com base no trabalho do Dr. Raoul, e descobri que a azitromicina tem propriedades antivirais e antibacterianas, e parece prevenir complicações pulmonares. “Mas acontece que é muito simples: se você esperar mais de cinco, seis dias, é quando acontecem todos os danos aos pulmões e os coágulos sanguíneos. Então é muito importante intervir o mais rápido possível, assim que você atender o paciente e tiver suspeita clínica. E é muito fácil fazer o diagnóstico. “Como o seu protocolo de tratamento foi retratado pela grande mídia como um regime medicamentoso perigoso e malsucedido, o Dr. Zelenko tem salvado a vida de seus pacientes com seu “Protocolo Zelenko” desde março de 2020. “Posso lhe dar razões pelas quais há resistência, é muito simples. Chama-se política, lucro, arrogância e medo", disse ele. Zelenko não parou por aí, porém, mas chamou categoricamente os negadores da eficácia da hidroxicloroquina/zinco de “culpados de assassinato em massa”. Ele liderou uma petição na Casa Branca pedindo que o Dr. Anthony Fauci e três outros fossem acusados e levados à justiça por “crimes contra a humanidade/assassinato em massa”. Em 7 de abril de 2020, o Dr. Zelenko escreveu uma carta detalhada ao presidente Donald Trump, dizendo: “1. Com base na minha experiência na linha de frente, é essencial iniciar o tratamento contra a Covid-19 imediatamente após o diagnóstico clínico da infecção e não esperar por testes de confirmação. Há uma janela de oportunidade muito estreita para eliminar o vírus antes do início das complicações pulmonares. Atrasar o tratamento é a essência do problema. Meu regime de tratamento está listado abaixo e saiba que até hoje ele salvou 383 pacientes sem complicações ou efeitos colaterais negativos." 2. Com base na minha experiência na linha de frente, a ênfase deve estar no tratamento preventivo para pacientes de alto risco em ambiente ambulatorial – atendimento primário e atendimento de urgência. Não faz sentido esperar até que um paciente seja internado em um hospital e coloque um ventilador. Pacientes de alto risco são aqueles com mais de 60 anos, aqueles com problemas de saúde subjacentes ou sistema imunológico comprometido e qualquer pessoa com sintomas e falta de ar. "Além disso, devemos considerar o tratamento profilático imediato de indivíduos de muito alto risco. Indivíduos de muito alto risco são prestadores de cuidados de saúde da linha de frente, residentes de lares de idosos, policiais, etc." Ele concluiu sua carta ao Presidente: "Quaisquer obstáculos burocráticos/criados pelo homem que interfiram na capacidade dos médicos de tratar seus pacientes com esses medicamentos bem conhecidos, testados em campo, baratos e que salvam vidas, na minha humilde opinião, são indesculpáveis e deveriam ser tratados como um crime contra a humanidade." Numa entrevista explosiva em Outubro com Barry Shaw, o Dr. Zelenko revelou que o seu Protocolo foi o que curou o então Ministro da Saúde de Israel, Yaakov Litzman, mas que desde que o seu sucessor, Yuli Edelstein assumiu, o Ministério o bloqueou. Nessa entrevista, o Dr. Zelenko dirigiu uma mensagem especial ao povo de Israel: “Gostaria de dizer ao povo israelense que as pessoas não deveriam morrer de COVID-19. A razão pela qual as pessoas estão morrendo é devido a lideranças ineficazes e políticas ineficazes. Se você puder tirar a política e a economia disso, então poderemos usar o plano de tratamento de US$ 20 em casa, que reduzirá significativamente a mortalidade e a morbidade”. O tratamento rápido do coronavírus, diz ele, é crucial: “Nos primeiros cinco dias, quando os sintomas começam, a carga viral ou a quantidade de vírus é relativamente estável ou constante. Não vou ao médico imediatamente. Eles chegam por volta do quarto ou quinto dia... você espera o resultado do exame, que leva três dias, você chega no oitavo dia. E o que acontece é que o paciente está muito doente , o fogo está fora de controle. Portanto, a chave é tratar com base na suspeita clínica." "Este vírus veio para ficar, não vai desaparecer... estará por aí, provavelmente também sofrerá mutação. Mas tudo bem", acrescentou. "Meus dados mostrarão que se você iniciar o tratamento nos primeiros cinco dias, terá uma redução de 85% nas mortes e nas hospitalizações. O que isso significa é que esta infecção não se torna diferente de qualquer outra infecção." Ele disse ainda que o medicamento que usa é “um dos mais seguros do mundo”. "Convido qualquer pessoa a provar que estou errado. Vá e prove que estou errado. Este medicamento, quando escalado globalmente, acabará com esta praga." Na carta ao Presidente Trump, o Dr. Zelenko apresentou seu tratamento. “Meu regime de tratamento testado em campo para pacientes de alto risco com diagnóstico clínico é o seguinte: Hidroxicloroquina 200 mg duas vezes ao dia durante 5 dias Azitromicina 500 mg uma vez ao dia durante 5 dias Sulfato de zinco 220mg (ou o equivalente a 50mg de zinco elementar) uma vez ao dia durante 5 dias. Sugiro também o seguinte regime profilático para indivíduos de muito alto risco: Hidroxicloroquina 200 mg uma vez ao dia durante 5 dias e depois 1 comprimido por semana até que a imunidade seja demonstrada ou uma vacina esteja disponível. Sulfato de zinco 220 mg (ou o equivalente a 50 mg de zinco elementar) uma vez por dia durante 5 dias e, a seguir, 1 comprimido por semana, até que a imunidade possa ser demonstrada ou uma vacina esteja disponível.”

Fonte: Dr. Vladimir Zelenko nominated for Nobel Peace Prize | Frontline News

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Outubro 21, 2023

Foureaux

OIP.jpegMuito tempo sem publicar nada aqui. Não vou repetir o motivo mais que sabido. Volto com a intenção de fazer algumas publicações que me vieram à cabeça no passar das últimas semanas, sobretudo, trechos de livros que tenho lido. É o que me resta... O mais é perda de tempo e bobagem. Conheci o autor do texto que segue num evento promovido pela Universidade Federal de Santa Maria, nos idos de 90 do século passado. Que decepção. Um homem tão divertido, sagaz, irônico e leve em seus textos. Contraditoriamente, sem graça, chato, metido e arrogante pessoalmente. Não sei se estava de mal humor na ocasião... o resultado do encontro foi lastimável, mas continuo admirando o texto que ele produz...

“A melhor definição de GLOBALIZAÇÃO
Pergunta: Qual é a mais correta definição de Globalização?Resposta: A Morte da Princesa Diana.Pergunta: Por quê?Resposta: Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia. Isto é GLOBALIZAÇÃO!!! E QUEM SOU EU? Nesta altura da vida já não sei mais quem sou... Vejam só que dilema!!! Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR. Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado sou CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios sou MASSA . Em viagens TURISTA, na rua PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO e no hospital viro PACIENTE. Nos jornais sou VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope sou ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR. Se sou corintiano, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povão... PRESUNTO... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui... ARREBATADO... E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.”
Luiz Fernando Veríssimo.

Outubro 10, 2023

Foureaux


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Para os sócios do clube 6.0! É útil, é divertido, é sério. Na absoluta falta de imaginação e ânimo para “inventar” alguma coisa e colocar aqui, faço, ainda uma vez, divulgação de coisas úteis recebidas alhures! Por força do hábito, o texto vai aqui transcrito como recebido, obviamente, entre aspas!

“O CÉREBRO DOS APOSENTADOS

O diretor da Escola de Medicina da Universidade George Washington diz que o cérebro de uma pessoa idosa é muito mais prático do que vulgarmente se acredita. Nessa idade, a interação dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro torna-se harmoniosa, o que amplia nossas possibilidades criativas. É por isso que, entre as pessoas com mais de 60 anos, existem muitas personalidades que acabaram de iniciar suas atividades criativas. Claro, o cérebro não é tão rápido como na juventude. Por outro lado, ganha em flexibilidade. Portanto, à medida que envelhecemos, ficamos mais propensos a tomar boas decisões e menos expostos a emoções negativas. O pico da atividade intelectual humana ocorre por volta dos 70 anos, quando o cérebro começa a funcionar a toda velocidade. Com o tempo, aumenta a quantidade de mielina no cérebro, substância que facilita a passagem rápida de sinais entre os neurônios. Graças a isso, as habilidades intelectuais aumentam em relação à média. É importante notar também que depois dos 60 anos uma pessoa pode usar dois hemisférios ao mesmo tempo. Isso permite resolver problemas complexos. O professor Monchi Uri, da Universidade de Montreal, acredita que o cérebro envelhecido escolhe o caminho que consome menos energia, elimina o supérfluo e deixa apenas as boas opções para resolver o problema. Foi realizado um estudo no qual participaram diferentes faixas etárias. Os jovens ficaram muito confusos durante os testes, enquanto as pessoas com mais de 60 anos tomaram as decisões certas. Agora, vamos ver as características do cérebro entre 60 e 80 anos. 

CARACTERÍSTICAS DO CÉREBRO DE UMA PESSOA IDOSA.

  1. Os neurônios do cérebro não morrem, como muitos dizem. As conexões entre eles desaparecem se a pessoa não se aplicar no trabalho mental.  (Nota: a não ser em doenças mentais tipo Alzheimer)
  2. Distração e perda de memória são causadas por muita informação. Portanto, não há necessidade de dedicar toda a vida a banalidades inúteis.
  3. A partir dos 60 anos, uma pessoa que toma decisões não usa apenas um hemisfério do cérebro, como os jovens, mas os dois.
  4. Conclusão: se tem um estilo de vida saudável com atividade física viável e é ativa mentalmente, as suas habilidades intelectuais NÃO diminuem com a idade, elas aumentam, atingindo o pico na idade de 80-90 anos!!

DICAS DE SAÚDE:

  1. Não tenha medo da velhice.
  2. Esforce-se por se desenvolver intelectualmente.
  3. Aprenda e leia; aprenda a tocar um instrumento musical, a pintar quadros, a dançar!
  4. Interesse-se pela vida, encontre amigos e comunique com eles, fazendo planos para o futuro. Viaje!
  5. Não se esqueça de ir a lojas, cafés, cinemas.
  6. Não se feche em casa!
  7. Seja positivo e viva com o seguinte pensamento: todas as coisas boas ainda estão por vir!

FONTE: New England Journal of Medicine.

Outubro 02, 2023

Foureaux


Que eu me lembre, jamais tive político de estimação. Caso tivesse, teria sido meu pai. Ele foi prefeito da cidade em que vivemos. A estima seria pelo fato de ser meu pai e não por ser político. Isso me parece óbvio. No primeiro turno das eleições de 2016, votei em João Goulart Filho. Não sei dizer o porquê. O pai dele é uma personagem que me fascina, ou assombra. Não sei determinar. Fato é que decidi dar UTILIDADE a meu voto – ainda que eu não acredite no voto nesta terra. Já no segundo turno das mesmas eleições, não votei em nenhum dos dois candidatos. Nenhum dos dois mereceu meu voto. Estudei muito, trabalhei o suficiente, viajei e li o que foi possível para dar meu para “qualquer um”. Ainda mais tendo que escolher entre “aqueles dois”. Não. Definitivamente não. Ainda tenho, por lei, a obrigação de ir a mais duas eleições 2024 2 2026. Estou pensando seriamente em boicotar as duas. Por lei, só ganho a opção de não ir em 2026, quando completo 70 anos. Mas me nego a gastar meu tempo, minha inteligência e minha paciência para ter de enfrentar a chatice de uma sessão de votação para votar. Somos obrigados a votar. Não somos obrigados a escolher o candidato. Isso é livre, mas o voto, ele mesmo, é obrigatório. Uma chatice. Fosse opcional já teria deixado de votar há anos. Não acredito nos políticos, não aqui. Dificilmente acreditaria em outro canto do mundo. Posso estar errado, para muita gente, estou. No entanto, reservo-me o direito de pensar assim. Fico pensando, em meus delírios, se acontecesse de eu ter que me defrontar com algumas das personagens da “cena política” tupiniquim. Muito provavelmente, não estenderia a mão para o cumprimento protocolar. Fiz muito isso durante o exercício de minha profissão. Não faço mais. Não farei mais. Enquanto isso, fico reclamando do calor. Ai, ai... Isso tudo por conta da cena patética, pra não dizer nojenta, asquerosa, criminal e vexatória daquela senhora vestida de preto em seu discurso de “despedida”. Já foi tarde... A que ponto chegamos...!

Junho 01, 2023

Foureaux

Definitivamente, não gosto de domingo. É o dia mais bobo da semana. Sempre. Quando trabalhava, o domingo era a certeza de que no dia seguinte tudo ia se repetir, do mesmo jeito, no mesmo ritmo. as mesmas chatices e manhas. Os mesmos dissabores e arrependimentos. A mesma canseira. Tudo igual. Pior era quando as aulas começavam às sete e meia da manhã. Teoricamente apenas. apenas nos primeiros anos, na segunda universidade em que trabalhei, os alunos chegavam no horário. Talvez por conta da “novidade”: professor novo “na casa”. Ai como essa expressão me incomodava! Lá no Sul era diferente. As aulas eram “corridas”. Todas no mesmo dia. Não tinha esse negócio de duas aulinhas hoje e duas na depois de amanhã. Horário corrido: mais inteligente, mas eficaz, mais rentável. Hoje isso não “cola”. A geração floco de neve não aguenta. O professorado, infelizmente, em boa parte dele, não tem condições de manter o ritmo necessário. Outros tempos. Isso se deve, por evidente, à minha chatice. A ela também s deve a observação de coisas corriqueiras às quais quase não se dá atenção. Por exemplo: por que a maioria das pessoas que anda pelas ruas não caminha no meio fio, mas na pista de rolamento do tráfego? Ou por outras: por que as pessoas preferem atravessar uma rua ou avenida pela pista, sem sinalização para tanto, bem embaixo de uma passarela para pedestres? Outra coisa que observei mais recentemente tem a ver com velórios. Assunto desagradável, triste, pesado, mas vá lá... É “moda” agora velório curto. Dependendo a empresa que administra o “campo”, há sempre um violinista tocando no jardim que entra para as salas de velório na hora de sair o féretro (popularmente conhecida como a hora de fechar o caixão). No entanto, o mais esdrúxulo é a quantidade de comida e bebida que fica disponível na “sala de descanso” da mesma sala de velório. Se o velório é curto, para quê a quantidade enorme de comida? E outra: as pessoas vão a velório pra comer e tomar café? Penso que não se trata de um ambiente para socialização, no sentido mais estrito do termo e da prática. Mas... De novo, a minha chatice. E há otras cositas. Gente que ocupa duas vagas de estacionamento no meio fio, quando poderia, muito bem, com pouco esforço, mas alguma inteligência, ocupar apenas uma. Gente que entra no supermercado pela passagem dos caixas de pagamento: será que elas não sabem que existe uma “entrada” propriamente dita? Por falar em supermercado, por que há tantos caixas se apenas dois ou três funcionam, mesmo nos horários de grande movimento. Há sempre uma quantidade considerável de “funcionários” – em seus mais variados estatutos na empresa – conversando, andando de lá para cá, fazendo nada... Pois é... faço jus ao epíteto que eu mesmo me dei: chato.

Maio 25, 2023

Foureaux

Faz quatro dias que estou pensando se deveria ou não publicar o texto (imenso) que segue. Não sou seu autor! O temor se justifica. Nos dias que correm, se eu disser que não gosto de "A" levo boa parte da população do planeta a entender  que gosto de "B". Assim, em termos absolutos e excludentes. Não é preciso dose elevada de bom senso para perceber a imbecilidade que posição assim radical representa. Não vou discutir a semântica dos termos nem sua reverberação discursivo-ideolóica por pura preguiça. Vou, simplesmente, compartilhar o texto (que me fez pensar. Só Isso! Fez pensar! Isso não quer dizer que eu concorde ou discorde dele!!!). Quem ler que pense o que quiser. Já fui "cancelado" por pessoas queridas por fazer isso. Já perdi amigos que pensei gostarem de mim. Isso é triste, irreversível (sobretudo para quem me cortou). Como eu não aprendo e adoro uma provocação, resolvi partilhar o texto. E repito: este ato não representa minha concordância ou discordância. Não "decidam" o meu destino por conta deste texto. Leiam-no e pensem. Basta isso: PENSAR!

[3/5 18:02] Celso Hecke: Caramba, nunca li um textão com tanto gosto.

O último que ler, apague a luz!

KAMIZOLA

O isolamento de Alexandre de Moraes.*

Análise de Junior Magalhães

Bel. em Direito Federal, de Alagoas, pós graduado em ciências criminais, historiador pela Universidade do Estado do Paraná, professor licenciado pela Universidade Federal do Paraná, pós graduado em teologia sistemática e história das religiões, Teólogo pelo Instituto Edu com mestrado em Teologia e Sociologia.

Durante o período eleitoral assistimos uma batalha entre STF X Bolsonaro. De um lado 9 ministros votando em conjunto contra dois ministros indicados por Bolsonaro. Destes 9 ministros percebíamos claramente que havia um certo desconforto para cinco deles. Lembrem-se de Tofolli que evitava dar entrevistas e quando Presidente do STF travou investigações contra Flavio Bolsonaro. Lembremos de Fux que quando Presidente do STF agiu de forma também a evitar confrontos com Bolsonaro e buscava apaziguar a tensão entre poderes. Rosa Weber que também sempre consultou a PGR antes de qualquer decisão. Outra ministra, Carmem Lúcia, estava visivelmente desconfortável no TSE e votava constrangida pela censura prévia sempre ponderando. E lembremos de Fachin que, após tornar Lula elegível, desapareceu dos holofotes e se escondeu totalmente do incêndio vermelho.

Mas havia quatro elementos que incendiaram o Brasil: Alexandre de Moraes do PSDB, Gilmar Mendes do PSDB, Roberto Barroso (Ministro da ala do PT mais radical) e Lewandowski (real escudeiro de Lula em todos os processos). Após as eleições, o pacto era apenas dar a vitória ao Lula no grande acordo nacional entre PT, antigo PSDB hoje PSB e antigo PMDB hoje MDB. Sarney, Renan, Barbalho e todas as oligarquias emedebistas se uniam. Ali estavam os ex-presidentes ou líderes do Senado de 1994 até 2018. Este Partido que, até 2018, possuía a maior bancada de deputados e Senadores e dominavam metade das prefeituras do Brasil e dos governos estaduais, inclusive o Rio de Janeiro. Também havia a presença do antigo Tucanato (hoje PSB). Alckim, Serra, FHC, Dória e Aécio Neves. Estes que, de 1994 até 2014, disputaram todos os segundos turnos das eleições a nível federal e que comandavam os Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná durante décadas e que possuíam sempre uma bancada forte no congresso tanto no Senado como na Câmara. Além deles, estava o PT como Partido que, além de governar o Brasil, também governou Rio Grande do Sul, Pernambuco e Bahia por muito tempo. Só estes três grupos dominavam os Estados do centro sul e os Estados da Bahia, Pernambuco (únicos com relevância no Nordeste). Estes Partidos possuíam as capitais das principais cidades. Mas toda esta união ainda não era suficiente para derrotar a direita. Foi necessário que os Petistas e Tucanos ainda pedissem ajuda a terceira via: Marina Silva, Rede Sustentabilidade (antiga Ministra do PT), duas vezes terceira colocada nas eleições presidenciais.

Toda a classe política da antiga República se unia em um ato de desespero. Já haviam perdido o congresso em que o PSB só elegeria 11 deputados, o MDB pouco mais de 20, o PT criava uma federação com PV, PC do B para eleger 80. No Senado a derrota era flagrante. Para piorar, a direita vencia em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. No Rio Grande do Sul, um progressista vencia, mas era neoliberal para desespero petista. A extrema esquerda do Psol deixava de criticar o PT para apoiar. O Sistema se desesperou e assistimos a velha mídia e estes senhores mostrarem sua verdadeira face. Censuraram da forma mais descarada, prenderam, demonetizaram, sequestraram patriotas e os torturaram com a total penitência da OAB e do MP que simbolizava uma luta pelos direitos humanos. Pensaram em vencer de qualquer forma, mas esqueceram do dia depois do amanhã. Lula assume o país com promessas vazias e precisa cumprir o que ele já sabia que não poderia cumprir. A Aliança entre estes Partidos acabou. Agora o “todos contra todos” reina. O desgoverno precisará lidar com uma guerra que a cada dia lança o mundo em uma recessão e vai ter que explicar para o Brasil que a pandemia já está sendo bem esclarecida fora do Brasil. Como retardar as informações que circulam na Europa e nos EUA e chegam ao Brasil? Lula venceu as eleições com 40% contra 39% de Bolsonaro (segundo as urnas), enquanto 21% sequer foi votar ou votou em branco e nulo. Lula ganhou somente no Nordeste, entre os de menor poder aquisitivo. Como manter o povo enganado? Ministros do Supremo já ensaiam a saída do barco. Ministro Dias Tofolli mandou arquivar todos os processos da CPI da Covid que chamava Bolsonaro de genocida. Carmen Lucia enviou, ao primeiro grau, 7 e depois mais três ações totalizando 10 que havia contra Bolsonaro e que por certo vão prescrever. Lewandowski arquivou todos os processos do 7 de setembro. Barroso resolveu arquivar processos de suposta interferência de Bolsonaro na Petrobrás. E como ficam Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes? Estão isolados, esperando o congresso, que vai abrir a CPMI, para apurar o vandalismo de 8 de janeiro e vai pautar o mandato de 8 anos para ministros do STF. Congresso que já fala em voto auditável como certo.

Por que Alexandre de Moraes está mandando soltar presos? Eram 4 mil detentos extraoficialmente; caiu para 1700, agora são 800. O que tá ocorrendo? No xadrez da política, agora, o Lula precisa de tempo que não tem... Já não tinha nem 40% e este número vai caindo mais e mais. Um governo derretendo.

Como acalmar a direita? Como deixar o povo mais tranquilo? Como conciliar tantos interesses? Lula sabe muito bem que sua maior chance de se manter no poder é enfrentar Bolsonaro. O TSE hoje, com Alexandre de Moraes, vai se tornar, daqui há um ano, o TSE de Cássio Nunes com Mendonça na Vice-presidência. Lula tem duas vagas no STF? Na verdade, ele não tem vaga nenhuma, porque os dois que vão se aposentar já eram dele. Vão trocar seis por meia dúzia. Mas ele precisa muito de um Supremo que ainda o ajude. O problema é que o Pacheco resolveu que não vai mais aceitar que o Supremo dite as regras do legislativo. O maior tiro no pé que Lula deu foi junto ao STF, para tentar barrar o orçamento secreto ou emendas do relator. Como Arthur Lira é inimigo de Renan Calheiros, e isto não tem conciliação, Lula sabe muito bem que seus inimigos estão no quintal de casa. Para ele e para muitos que entendem de política o povo vai cobrar a conta.

Alguma cabeça vai rolar. Lula não perdoou a Globo e nem tão pouco o STF (Gilmar e Xandão), tal como não perdoa Renan que presidiu o Senado na hora de cassar Dilma. Lula sabe muito bem que o sistema o jogou na cadeia por quase dois anos. E Lula sabe que os movimentos nas portas dos quartéis querem a cabeça de Xandão. Como político experiente, ele sabe que uma cabeça tem que rolar. Sem sangue não há remissão de pecados.

Quem vai sangrar? Lula ou Xandão?

Alexandre de Moraes já começa a sofrer retaliação das Big Tecs. Europa e EUA exigem que Lula se levante contra a Rússia, mas Lula mantém a política de neutralidade de Bolsonaro. Aliás, Lula mantém muito da política de Bolsonaro. As pautas progressistas passaram a ser uma forma de afirmar ser um governo diferente do que era Bolsonaro. Mas são pautas que o governo já não tem força no congresso para aprovar. O movimento dos 70 dias nas portas dos quartéis foi o maior do Brasil. A Esquerda sabe disso e sabe bem que quando sua militância se sentir traída, a coisa vai piorar. A única forma de não perder sua militância é desagradar ao mercado financeiro e aos interesses corporativos. De uma forma ou de outra, este governo é um carro que começou na reserva para uma corrida de quatro anos. Cada dia que passa, os ataques aos Bolsonaro não geram mais nada. O povo quer picanha... o povo quer a cervejinha... os bancos querem juros altos... os servidores querem aumento... as ONGs querem dinheiro público... as emissoras querem propagandas do governo para alimentar seus cofres... Falar mal do Bolsonaro, no início, pode até gerar uma reação de felicidade em alguns, mas e quando a conta apertar? Quando o desemprego chegar? Quando a inflação aumentar? Quanto tempo Lula aguenta tendo o sistema ao lado do vice? Como aguentar os aliados todo dia pedindo uma estatal e cargos? Como aguentar os petistas e aliados totalmente envolvidos com o que há de mais corrupto no Brasil? Como fazer as estatais darem lucro com tantos corruptos condenados gerenciando?

Este Governo do PT será como o de Getúlio Vargas. Será o fim de uma era. Um sistema que era um doente em estado terminal, que teve aquela melhora antes da morte. Quem nunca ouviu falar que alguém melhorou de uma situação de doença e dias depois faleceu? Este é o sistema agonizando, esperneando, e totalmente nu.

Sim, meus amigos, o sistema está nu. Eles não conseguem esconder que são corruptos, totalitários, que amam a censura, que nunca ligaram para direitos humanos. Mais do que nunca, o rei está nu. Suas verdadeiras intenções foram expostas e toda a luta por democracia e direitos humanos não passava de retórica. Como diria o Coringa ao Batman: “A moral deles...  A honra deles... é uma piada sem graça...”.

O último que ler apague as luzes. A corrida está chegando a seu final, os combustíveis estão acabando, a fonte secou, bancos falidos, ninguém quer carregar o caixão sozinho, o Brasil renascerá das cinzas, poderemos ter eleições ainda este ano. Aguardem! O limite chegou ao fim, façam suas apostas ... Agora sim, apague as luzes o último que ler...

[3/5 18:02] Celso Hecke: Gustavo Conde

“Eu não queria dizer isso. Pode ferir sensibilidades, desmanchar castelos de areia, coisa e tal. Mas, que se dane. O fato, nu e cru, é que Bolsonaro vai sendo canonizado, imortalizado e santificado no altar máximo da glorificação histórica. Nem Churchil, nem Roosevelt, nem Nelson Mandela chegaram perto dessa dimensão. E essa consagração é insuspeita: não há maior prêmio nem maior insígnia do que ser perseguido e caçado com este nível de violência pelo aparelhamento judicial e financeiro em uníssono, com o auxílio de toda a imprensa e dos serviços de ‘inteligência’ nacionais e estrangeiros. É o maior reconhecimento de uma vida que teve um sentido maior, léguas de distância do que a maioria de nós poderia sonhar. Nem todos os títulos honoris causa do mundo juntos equivalem a essa deferência: ser perseguido por gente do sistema, por representantes máximos do capital, da normatização social e da covardia intelectual, gente que pertence ao lado comunista da História, o lado negro da bestialidade socialista. Não há prêmio Nobel que possa simbolizar a atuação patriótica de Bolsonaro no mundo, nem todos os títulos que Bolsonaro de fato ganhou ou recusou (a lista é imensa, uma das maiores do mundo). Porque a honraria mesmo que se desenha é esta em curso: ser o alvo máximo do ódio de classe e o alvo máximo do pânico democrático que tem fobia a voto. Habitar 24 horas por dia a mente desértica dos inimigos da pátria e povoar quase a totalidade do noticiário político de um país durante 33 anos, dando significado a toda e qualquer movimentação social na direção de mais direitos e mais soberania, acreditem, não é pouco. Talvez, não haja prêmio maior no mundo porque Bolsonaro é, ele mesmo, o prêmio. É ele que todos querem, para o bem ou para o mal. É o líder-fetiche, a rocha que ninguém quebra, o troféu, a origem, a voz inaugural, que carrega as marcas da história no timbre e na gramática. Há de se agradecer essa grande homenagem histórica que o Brasil vem fazendo com extremo esmero a este cidadão do mundo. Ele poderia ter sido esquecido, como FHC. Mas, não. Caminha para a eternidade, para o Olimpo, não dos mártires, mas dos homens que lutam e fazem valer sua vida em toda a dimensão espiritual e humana.”

Gente, não basta curtir, é preciso compartilhar. Deem sua pequena contribuição a esse gigante, fazendo esse texto chegar a todos!

Se concordar, compartilhe, como estou fazendo!!!

De Portugal, Raphael Siqueira.

Abril 03, 2023

Foureaux

Mexendo numa pasta de arquivos do/no computador, deparei-me com este texto. Eu mesmo o escrevi. O título do livro a que me refiro aqui escapa-me. Já não sou capaz de localizar na memória o título e a autoria. Gostei de tê-lo escrito, caso contrário não o teria enviado para publicação. No enfado de começar mais um mês do ano sem qualquer perspectiva de dinamizar minha escrita, resolvi publicá-lo aqui no blogue...

PREFÁCIO

Este é um livro de poesia. A forma dos poemas constantes deste livro é única, em seus dois sentidos: todos os poemas se estruturam do mesmo jeito neste livro e esta forma não encontra similar, ou uma forma gêmea, portanto, esta é forma única. Então, nada melhor que começar com uma poesia, mais precisamente, parte de uma poesia. Ainda um pouco mais especificamente, a última estrofe de um poema:

E, inda tonto do que houvera,

à cabeça, em maresia,

ergue a mão, e encontra hera,

e vê que ele mesmo era

a Princesa que dormia.

Não. Não vou fazer a exegese dos versos de Fernando Pessoa. Esta não é minha missão. Ainda que fosse, penso que não seria suficientemente capacitado para fazê-lo aqui. No entanto, os versos do poeta português são lembrados para suscitar uma ideia: a de sugestão, por metonímia. Não podia ser de outra forma! Os últimos versos de “Eros e Psiquê” – este é o nome do poema – me fazem considerar a ideia de sugestão. O sujeito poético devaneia (“inda tonto do que houvera / à cabeça em maresia”) que buscava uma princesa e, ao final de sua busca, sob a sugestão do desejo que o move constata diferentemente “que ele mesmo era / a Princesa que dormia”! Um exemplo bastante ilustrativo do poder da sugestão. Digo isso pois, penso, no contexto deste livro, que uma ideia pode sugerir diversas e multifacetadas expressões.

Não é dado à capacidade humana, por mais desenvolvida que seja, afirmar absoluta e terminantemente o que quer que seja a partir de uma ideia. Ao contrário, tudo o que se diga vai sempre ser eclipsado por essa figura misteriosa, a da sugestão. Um cheiro não tem o mesmo efeito para todos os narizes. Um jardim diante de uma residência não vai receber a mesma admiração de todas as pessoas que passam diante da mesma residência. Arrisco-me a dizer que nem mesmo todos os moradores da casa diante da qual está o jardim têm a mesma opinião, reagem da mesma forma, enxergam o jardim da mesma maneira. Este é o poder absoluto e inescapável da sugestão. Creio que esta ideia pode muito bem servir de bastião para a leitura que se faz convite nestas primeiras linhas. Afinal isto aqui é um prefácio.

No dicionário, prefácio é um substantivo masculino que nomeia texto preliminar de apresentação, geralmente breve, escrito pelo autor ou por outrem, colocado no começo do livro, com explicações sobre seu conteúdo, objetivos ou sobre a pessoa do autor. De certa forma, é um resumo do conteúdo de um livro, exibindo exemplificações de capítulos e narrando o que está introduzido neles. Um prefácio, eventualmente, contém algumas impressões de terceiros sobre a obra. Nele, o autor busca instigar o interesse do leitor para o livro, trazendo um ar de curiosidade. Nem todas as palavras acima são minhas. Faço-as assim para deixar claro que não vou fazer literalmente o que o verbete sugere. Sou um chato. A única exceção está circunscrita a uma das “utilidades” do prefácio: “instigar o interesse do leitor para o livro”. Punto i basta!

Seguindo a inflectiva ideia de sugestão, considero que a ideia de “estações”, coincidentemente o título do livro, é rica em nuances semânticas e imagéticas, assaz sugestivas. Pode ser que muita gente já tenha pensado nas estações da Via Crucis. Esta é uma via inteligente e plausível na miríade de associações possíveis. As estações do ano seguem o mesmo itinerário, não resta dúvida. Estações ao longo de uma estrada, de uma via férrea, entre as ondas do mar. Tantas sugestões... Quero crer, assumindo o risco de uma redução, que a ideia de estações do ano predomina aqui. Então, recorro à Mitologia.

Deméter era a deusa do trigo e, de um modo geral, de toda a terra cultivada. Senhora dos cereais. Os romanos lhe deram o nome de Ceres. Parece ter sido uma sugestão bem sucedida! Da sua união com Zeus, teve uma filha, Perséfone, que cresceu, muito bela e feliz, na companhia das ninfas e de duas meias‑irmãs, as deusas Ártemis e Atena. Hades, o deus dos infernos, que era irmão de Zeus e, portanto, seu tio, apaixonou-se perdidamente por ela. Um dia, quando a jovem passeava despreocupada pelos prados verdejantes, ao colher uma flor, a terra abriu-se de repente e Hades surgiu para a raptar e levar consigo para o mundo inferior onde reinava. Deméter ouviu os gritos de aflição da filha e correu para a ajudar, mas nada pôde fazer. Nem sequer sabia onde ela estava nem quem a tinha levado. Desesperada, começou a percorrer o mundo em busca da filha, sem comer nem beber, sem se preocupar com o seu aspeto nem tratar de si, sem cuidar de nenhuma das suas tarefas. Acabou por conseguir que o Sol, que tudo vê, lhe revelasse quem fora o raptor da filha. Decidiu então não mais voltar ao Olimpo, a morada dos deuses, e renunciou às suas funções divinas até que a filha lhe fosse devolvida. A terra foi ficando estéril e os homens com fome, pois as culturas secaram e morreram. Tudo era devastação e abandono. Então Zeus, responsável pela ordem no mundo, preocupado com a calamidade causada por Deméter, ordenou a Hades que devolvesse Perséfone. A jovem, porém, por fome ou instigada por Hades, comera já um bago de romã no mundo das sombras e esse pequeno gesto ligara-a para sempre ao reino do marido. Teve então de se chegar a uma solução de compromisso e a um acordo: Perséfone passaria metade do ano com a mãe, no Olimpo, e a outra metade com o marido, no mundo dos infernos. Assim, quando Deméter tem a filha ao pé de si, está feliz e a natureza floresce: é o tempo da primavera e do verão. Mas quando Perséfone tem de regressar para junto de Hades, Deméter mergulha de novo na maior tristeza: começa então o outono, vem depois o inverno e a desolação na natureza. E é essa a causa do ciclo das quatro estações. Com essa digressão, creio eu, fica chancelada a sugestão que percorre boa parte das aldravias aqui reunidas!

Para bem aproveitar qualquer possibilidade, acredito, há que se ter certa dose de maioridade intelectual. E aqui vai outra “sugestão”. No dicionário, maioridade é identificado como substantivo feminino que nomeia a idade legal em que uma pessoa é reconhecida como plenamente capaz e responsável. No Brasil, isso se dá aos 21 anos. Ora, este livro é parte comemorativa dos 21 anos do Movimento Aldravista de Artes. Em outras palavras, o movimento alcançou sua maioridade. Neste patamar, já tem autonomia de afirmação de seus valores e prerrogativa de defesa de suas propostas e criações. As aldravias aqui reunidas são prova inconteste disso. Resta a celebração que, no caso, dá-se por meio das páginas aqui apresentadas, recheadas que estão de aldravias, o núcleo poético da proposta original. Também por essa trilha é possível ler o conjunto de poemas aqui concertado.

Por fim, quero crer que de maneira bastante coerente, a celebração envolve uma tonalidade menos vibrante, como a particularizar o movimento andante na música. É preciso lembrar que um “movimento” é iniciado, dinamizado e mantido por pessoas. Sua criação, no caso específico, as aldravias, são uma espécie de “prova” de sua própria existência como membros de um silogeu. O livro é este espaço, mais que apropriado. Surge então a oportunidade de considerar outra sugestão: a memória.

Como capacidade de adquirir, armazenar e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial), a tal de memória é instrumento de uma série de manifestações e volições. O conjunto de aldravias neste livro é prova material de uma dessas manifestações. Em certa medida, os poemas aqui reunidos expressam, mesmo que inconscientemente, a memória individual de cada um de seus criadores, coautores, participantes do mesmo silogeu, mesmo que simbolicamente representado pelo livro. Por via de consequência, o mesmo pode ser considerado prova de certa memória coletiva e, por que não, afetiva. Neste caso, trata-se de celebração do que se foi, do que deixou marcas. Mesmo que não explicitamente, a coleção de aldravias celebra, de maneira sensível, em forma de homenagem, a memória de Cláudio Márcio Barbosa e Nivaldo Resende, falecidos este ano. Ambos contribuíram para a cultura, a literatura, especialmente à promoção da Arte Aldravista. Não é preciso que esta homenagem esteja a brotar visível e materialmente nos versos univocabulares que compõem as aldravias aqui reunidas. A celebração está dada, no reconhecimento da participação de ambos no processo de maturação da arte aldravista. Não pode haver homenagem mais explícita e honrosa.

Retomando o início de minhas palavras, várias são as “estações” representadas neste livro homônimo. Devem ter notado que não destaquei nenhum dos poemas aqui reunidos. Fiz isso por prezar a sutileza da leitura. Se digo alguma coisa, corro o risco de ser acusado de induzir o leitor desse livro a erro. Por outro lado, pode ser que haveria quem me agradecesse pela indicação desse ou daquele poema, na consideração particularizada que porventura tivesse eu feito. Não. Definitivamente não! Eu termino como comecei: com versos de um poema. Desta feita, o poeta é José Régio:

A minha glória é esta:

criar desumanidade!

Não acompanhar ninguém.

Que eu vivo com o mesmo sem vontade

com que rasguei o ventre à minha mãe.

 

Não, não vou por aí! Só vou por onde

me levam meus próprios passos...

Os últimos versos de “Cântico negro” – um poema belíssimo, contundente – dizem exatamente como me sinto ao concluir este prefácio. Não acrescento mais ideia alguma. Faço apenas um convite: leiam o livro. E desejo apenas uma coisa: que tenham prazer em fazê-lo!

Ave, Verbum! Ave, Poetica!

José Luiz Foureaux de Souza Júnior

Contagem, Outono de 2021

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