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As delícias do ócio criativo

As delícias do ócio criativo

Fevereiro 06, 2024

Foureaux

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O texto não é meu!

ENTREVISTA MUSICAL
1 - QUANDO VOCÊ NASCEU?
Eu nasci há dez mil anos atrás. E não tem nada nesse Mundo que eu não saiba demais. 
2 - ONDE VOCÊ MORA?
Moro num país tropical, abençoado por Deus, e bonito por natureza... Que beleza!
3 - QUE CONSELHO VOCÊ DARIA PARA AS PESSOAS DESANIMADAS?
Canta, canta, minha gente, deixa a tristeza pra lá; Canta forte, canta alto, que a vida vai melhorar. Que a vida vai melhorar, que a vida vai melhorar.
4 - QUAIS SÃO SEUS SONHOS?
Os sonhos mais lindos sonhei, de quimeras mil um castelo ergui, e no seu olhar, tonto de emoção, com sofreguidão mil venturas vivi.
5 - COMO CONSEGUE MANTER VIVA A ESPERANÇA DE UM MUNDO MELHOR?
É o amor, que mexe com minha cabeça e me deixa assim.
6 - UMA META NA VIDA?
Eu quero ter um milhão de amigos e bem mais forte poder cantar.
7 - DURANTE A QUARENTENA A QUEM VOCÊ RECORREU?
Jesus Cristo! Jesus Cristo! Jesus Cristo eu estou aqui. 
8 - QUAL SEU CONSELHO A QUEM TEM MEDO?
Segura na mão de Deus, segura na mão de Deus, pois ela, ela te sustentará.
9 - QUANDO VOCÊ ERA JOVEM QUAL ERA O SEU OBJETIVO?
Nessa longa estrada da vida, vou correndo e não posso parar. Na esperança de ser campeão, alcançando o primeiro lugar.
10 - E HOJE, COM MAIS EXPERIÊNCIA, COMO VOCÊ ENCARA A VIDA?
Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais. Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, só levo a certeza de que muito pouco eu sei. Eu nada sei.
11 - O QUE VOCÊ ESPERA DO FUTURO?
Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Cantar e cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz.

Janeiro 29, 2024

Foureaux

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Recebi o texto que segue como mensagem de WhatsApp. Não sei quem é o autor. De qualquer forma, para não perder o costume, vai entre aspas. O que me choca é que o conteúdo do texto pode ser negado, demonizado, ridicularizado, cancelado por gente cujo único argumento é que não há nada de Paulo Freire neste projeto. Como se Paulo Freire, de fato, estivesse interessado em EDUCAÇÃO. Basta ler para entender... Fica a certeza da abissal distância que se nos é imposta em relação a países adiantados de fato como o Japão. Uma distância interestelar que, acredito não verei diminuída. 

É triste...

“Hoje o Japão formaliza seu NOVO SISTEMA EDUCACIONAL. O antigo sistema educacional japonês já era muito bom, mas este é tão revolucionário que treina as crianças como “Cidadãos do Mundo”, não como japoneses. Um esquema piloto revolucionário chamado “Brave Change” (Futoji no henko), baseado nos programas educacionais Erasmus, Grundtvig, Monnet, Ashoka e Comenius, está sendo testado no Japão. Trata-se de uma mudança conceitual. Eles entenderão e aceitarão culturas diferentes e seus horizontes serão globais, não nacionais, e o programa de 12 anos é baseado nesses conceitos:

⁠Zero matérias de preenchimento, zero lição de casa. 5 matérias, que são: ⁠Aritmética comercial (as operações básicas e o uso de calculadoras financeiras), ⁠Leitura (começam com o livro de escolha de cada criança e terminam com a leitura de um livro por semana), ⁠Educação cívica (isso é entendido como respeito total à lei, valores civis, ética, respeito às regras de convivência e tolerância, altruísmo e respeito à ecologia e ao meio ambiente), Conhecimento de informática (escritório, internete, redes sociais e negócios on-line), e ⁠Idiomas (4 ou 5 alfabetos, culturas e religiões, incluindo japonês, latim, inglês, alemão, chinês e árabe; com visitas de intercâmbio social com famílias de cada país durante o verão).

Qual será o resultado desse programa?

Jovens que, aos 18 anos, falam 4 idiomas, conhecem 4 culturas e 4 alfabetos; são especialistas em usar seus computadores e telefones celulares como ferramentas de trabalho; leem 52 livros por ano, respeitam a lei, a ecologia e a convivência e conhecem a aritmética comercial e as finanças por dentro e por fora. 

Nossos filhos competirão com eles! E quem são nossos filhos?

⁠Crianças que sabem mais do que as fofocas do show business da moda, que sabem e conhecem os nomes e as vidas de artistas famosos, mas nada sobre História, Literatura ou matemática, entre outros. ⁠Crianças que só falam mais ou menos o Português, que têm uma ortografia terrível, que odeiam ler livros, que não sabem fazer contas, que são especialistas em “trapacear” durante as provas e que desrespeitam as regras aos olhos dos pais e educadores. ⁠Crianças que passam mais tempo assistindo e aprendendo as besteiras da internete, da televisão ou dos jogos e ídolos do “futebol” do que estudando ou lendo, quase sem entender o que leem e, portanto, acreditam que um jogador de futebol é superior a um cientista. ⁠Crianças que são os chamados homo-videos, porque não são socializadas adequadamente, mas são estupidificadas, zumbis. São estupidificados, zumbis do iPhone e AndroidtabletsskateFacebookInstagramchats; onde só falam das mesmas coisas estúpidas que listamos antes ou com jogos de computador, em um claro isolamento que conhecemos como autismo cibernético e que atenta contra a liberdade, a educação, contra sua autoestima, autonomia, contra o respeito aos pais ou aos outros, contra o meio ambiente, a solidariedade, a cultura, e promove um egoísmo alarmante deixando uma sociedade cega. Acho que temos muito trabalho a fazer.”

Dezembro 19, 2023

Foureaux

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É Natal. Um tempo, querendo ou não, em que se sente algo diferente. Em outras quadras, neste tempo, na semana seguinte ao primeiro domingo do advento, era chagada a hora de reunir-se na casa das tias Julia e Lilia, irmãs do vovô Pedro. Recava-se o terço enquanto se ia montando o presépio. Ficava na sala, ao lado da porta, na minúscula casa em que as duas morava. Minúscula para quem lá voltou depois de adulto. Quando na infância, a casa era uma fantasia. Montava-se o presépio, depois a comida, a bebida, a cantoria, as brincadeiras de roda com tia Lilia no quinta. No dia de Reis, o processo era o contrário.  Rezava-se o teço enquanto se desmontava o presépio. E dá-lhe comer, beber, cantar. Uma festa. Foram anos assim, na repetição fervorosa, casta e simples, sincera, de uma família que celebrava o Natal, comme il faut. Assim sendo, fico pensando como é que alguém pode pensar em “adequar” o Natal aos parâmetros de uma “ordem do dia” em tudo e por tudo, estapafúrdia, muitas das vezes. Penso nisso depois de ter lido o texto que segue:

“Apresento-vos o novo presépio de Natal! Mais inclusivo e laico. Já não contém animais para evitar maus tratos.  Já não contém Maria, porque as feministas acham que a imagem da mulher não pode ser explorada. A do carpinteiro José, tão pouco, porque o sindicato não autoriza. O Menino Jesus, foi retirado, porque ainda não escolheu o género, se vai ser menino, menina, ou outro.  Já não contém Reis Magos, porque podem ser migrantes e um deles é negro (discriminação racial, xenófoba).  Também já não contém um anjo, para não ofender os ateus, muçulmanos e outras crenças religiosas.  Por último, suprimimos a palha, por causa do risco de incêndios e por não corresponder à norma Europeia NE070. Ficou só a cabana, feita de madeira reciclada de florestas que respeitam as Normas Ambientais ISO 1052/23”.

O texto não é de minha autoria, por óbvio. Recebi de um amigo outro dia. Fiquei estupefato. Não ri. Sei que sou um chato...

Outubro 27, 2023

Foureaux

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Repasso do jeitinho que recebi... porque gostei muito!

“Não use produto judeu...

Pouco tempo atrás, o Irã e o líder supremo, aiatolá Ruhollah Khomeini, pediu ao mundo muçulmano para boicotar tudo e qualquer coisa que tem  origem judia; em resposta, Meyer M. Treinkman, um farmacêutico, fora da bondade de seu coração, se ofereceu para ajudá-los em seu boicote da seguinte forma:

– Qualquer muçulmano que tem sífilis não deve ser curado pelo teste de Wasserman que foi descoberto por um judeu Dr. Ehrlich. Muçulmanos que tem gonorreia, não deveriam procurar o diagnóstico, porque ele vai usar o método de um judeu chamado Neissner. Um muçulmano que tem uma doença cardíaca não deve usar Digitalis, descoberta por um judeu, Ludwig Traube. Se ele sofrer com uma dor de dente, não deve usar novocaína, uma descoberta dos judeus, Widal e Weil. Se um muçulmano tem diabetes, não deve usar insulina, o resultado da pesquisa por Minkowsky, um judeu. Se alguém tem uma dor de cabeça, ele deve evitar Pyramidon e Antypyrin, devido aos judeus Spiro e Ellege. Muçulmanos com convulsões devem ficar assim, porque foi um judeu,  Oscar Leibreich, quem propôs o uso de hidrato de cloral. Árabes devem fazer o mesmo com seus males psíquicos, porque Freud, pai da  psicanálise, era um judeu. Se uma criança muçulmana pegar Difteria, ela deve abster-se de o “Schick” reação, que foi inventado pelo judeu, Bella Schick. Os muçulmanos devem estar prontos para morrer em grande número e não devem permitir o tratamento da orelha e danos cerebrais, o trabalho de judeus ganhadores do Prêmio Nobel, coordenados por Robert Baram. Eles devem continuar a morrer ou ficar aleijados por paralisia infantil, porque o descobridor da vacina anti pólio é judeu, Jonas Salk. Os muçulmanos devem se recusar a usar estreptomicina e continuar a morrer de tuberculose, porque um judeu, Zalman Waxman, inventou a droga milagrosa contra esta doença mortal. Médicos muçulmanos devem descartar todas as descobertas e melhorias feitas pelo dermatologista Judas Sehn Bento, ou o especialista em pulmão, Frawnkel, e de muitas outras de renome mundial cientistas judeus e especialistas médicos. Muçulmanos apropriadamente devem permanecer aflitos com sífilis, gonorréia, doença de coração, dores de cabeça, tifo, diabetes, transtornos mentais, convulsões poliomielite e tuberculose e ter orgulho de obedecer ao boicote islâmico. Ah, e por falar nisso, não chame um médico em seu telefone celular porque o telefone celular foi inventado em Israel por um engenheiro judeu. Enquanto isso eu pergunto: que contribuições médicas para o mundo os muçulmanos fizeram? A população Islâmica é de aproximadamente 1.200.000.000 (um bilhão e duzentos milhões ou 20% da população do mundo). Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:

Literatura:

1988 - Najib Mahfooz

Paz:

1978 - Mohamed Anwar El-Sadat

1990 - Elias James Corey

1994 - Yasser Arafat

1999 - Ahmed Zewai

Economia: (Zero)

Física: (Zero)

Medicina:

1960 - Peter Brian Medawar

1998 - Mourad Ferid

TOTAL: 7 SETE

A população global judia é de aproximadamente 14 milhões, cerca de 0,02% da população do mundo. Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:

Literatura:

1910 - Paul Heyse

1927 - Henri Bergson

1958 - Boris Pasternak

1966 - Shmuel Yosef Agnon

1966 - Nelly Sachs

1976 - Saul Bellow

1978 - Isaac Bashevis Singer

1981 - Elias Canetti

1987 - Joseph Brodsky

1991 - Nadine Gordimer Mundial

Paz:

1911 - Alfred Fried

1911 - Tobias Michael Carel Asser

1968 - René Cassin

1973 - Henry Kissinger

1978 - Menachem Begin

1986 - Elie Wiesel

1994 - Shimon Peres

1994 - Yitzhak Rabin

Física:

1905 - Adolf Von Baeyer

1906 - Henri Moissan

1907 - Albert Abraham Michelson

1908 - Gabriel Lippmann

1910 - Otto Wallach

1915 - Richard Willstaetter

1918 - Fritz Haber

1921 - Albert Einstein

1922 - Niels Bohr

1925 - James Franck

1925 - Gustav Hertz

1943 - Gustav Stern

1943 - George Charles de Hevesy

1944 - Isidor Isaac Rabi

1952 - Felix Bloch

1954 - Max Born

1958 - Igor Tamm

1959 - Emilio Segre

1960 - Donald A. Glaser

1961 - Robert Hofstadter

1961 - Melvin Calvin

1962 - Lev Davidovich Landau

1962 - Max Ferdinand Perutz

1965 - Richard Phillips Feynman

1965 - Julian Schwinger

1969 - Murray Gell-Mann

1971 - Dennis Gabor

1972 - William Howard Stein

1973 - Brian David Josephson

1975 - Benjamin Mottleson

1976 - Burton Richter

1977 - Ilya Prigogine

1978 - Arno Penzias Allan

1978 - Peter L Kapitza

1979 - Stephen Weinberg

1979 - Sheldon Glashow

1979 - Herbert Charles Brown

1980 - Paul Berg

1980 - Walter Gilbert

1981 - Roald Hoffmann

1982 - Aaron Klug

1985 - Albert A. Hauptman

1985 - Jerome Karle

1986 - Dudley R. Herschbach

1988 - Robert Huber

1988 - Leon Lederman

1988 - Melvin Schwartz

1988 - Jack Steinberger

1989 - Sidney Altman

1990 - Jerome Friedman

1992 - Rudolph Marcus

1995 - Martin Perl

2000 - Alan J. Heeger

Economia:

1970 - Paul Anthony Samuelson

1971 - Simon Kuznets

1972 - Kenneth Joseph Arrow

1975 - Leonid Kantorovich

1976 - Milton Friedman

1978 - Herbert A. Simon

1980 - Lawrence Robert Klein

1985 - Franco Modigliani

1987 - Robert M. Solow

1990 - Harry Markowitz

1990 - Merton Miller

1992 - Gary Becker

1993 - Robert Fogel

Medicina:

1908 - Elie Metchnikoff

1908 - Paul Erlich

1914 - Robert Barany

1922 - Otto Meyerhof

1930 - Karl Landsteiner

1931 - Otto Warburg

1936 - Otto Loewi

1944 - Joseph Erlanger

1944 - Herbert Spencer Gasser

1945 - Ernst Boris Cadeia

1946 - Hermann Joseph Muller

1950 - Tadeus Reichstein

1952 - Selman Abraham Waksman

1953 - Hans Krebs

1953 - Fritz Albert Lipmann

1958 - Joshua Lederberg

1959 - Arthur Kornberg

1964 - Konrad Bloch

1965 - François Jacob

1965 - Andre Lwoff

1967 - George Wald

1968 - Marshall W. Nirenberg

1969 - Salvador Luria

1970 - Julius Axelrod

1970 - Sir Bernard Katz

1972 - Gerald Maurice Edelman

1975 - Howard Martin Temin

1976 - Baruch Blumberg S.

1977 - Roselyn Sussman Yalow

1978 - Daniel Nathans

1980 - Baruj Benacerraf

1984 - Cesar Milstein

1985 - Michael Stuart Brown

1985 - Joseph L. Goldstein

1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]

1988 - Gertrude Elion

1989 - Harold Varmus

1991 - Erwin Neher

1991 - Bert Sakmann

1993 - Richard J. Roberts

1993 - Phillip Sharp

1994 - Alfred Gilman

1995 - Edward B. Lewis

1996 - Lu RoseIacovino

 TOTAL: 129

Os judeus não estão a promover lavagem cerebral em crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar mortes de judeus e outros não-muçulmanos. Os judeus não sequestram aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, ou fazem-se explodir em restaurantes alemães. Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja. Não há um único judeu que proteste matando pessoas. Os judeus não fazem tráfico de escravos, nem têm líderes que pedem Jihad e morte a todos os infiéis. Talvez os muçulmanos do mundo devam considerar investir mais em educação e menos em, como padrão, culpar os judeus por todos os seus problemas. Os muçulmanos devem se perguntar ‘o que podemos fazer para a humanidade’, antes de exigir que a humanidade os respeite. Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os palestinos e seus vizinhos árabes, mesmo se você acredita que há mais culpa por parte de Israel, as duas frases seguintes realmente dizem tudo: ‘Se os árabes depuserem as armas hoje, não haveria violência nunca mais. Se os judeus depuserem as armas hoje, não haveria mais Israel.’ Benjamin Netanyahu: General Eisenhower nos advertiu. É uma questão de história que, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de extermínio ele ordenou todas as fotografias possíveis a serem tomadas, e para os alemães das cidades vizinhas fossem guiados através dos campos e ainda os fez enterrar os mortos. Ele fez isso porque ele disse em palavras para este efeito: ‘Tenha tudo sobre documentação – obter os filmes – obter as testemunhas – porque em algum lugar no caminho da história algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu. Recentemente, no Reino Unido houve um debate se para remover o Holocausto dos seus currículos escolares porque ‘ofende’ a população muçulmana, que afirma que nunca ocorreu. Ele não foi removido ainda. No entanto, este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está dando para ele. É agora, mais de 65 anos que a Segunda Guerra Mundial na Europa terminou. Agora, mais do que nunca, com o Irã, entre outros, sustentando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o mundo nunca esqueça.

Este e-mail destina-se chegar a 400 milhões de pessoas. Seja um elo na cadeia de memorial e ajudar a distribuir isso para todo o mundo. Quantos anos vão passar para que se pense que o ataque ao World Trade Center ‘nunca aconteceu’ por que ofende alguns muçulmanos nos Estados Unidos? ‘Em Deus nós confiamos e somos uma nação sob Deus’

Por favor, repasse isto.”

Outubro 22, 2023

Foureaux

No Houaiss, encontramos algumas acepções para o verbete “amizade”, dentre elas: substantivo feminino; sentimento de grande afeição, simpatia, apreço entre pessoas ou entidades; derivação, por metonímia, quem é amigo, companheiro, camarada; concordância de sentimentos ou posição a respeito de algum fato; acordo, pacto, aliança; apego de alguns animais ao homem. Em uso informal, atitude de benevolência, dentre outros. Isso me veio à mente quando li o trecho que segue, retirado de um livro interessante que acabei de ler: Amor, amizade, sexo & felicidade, de autoria do médico Alessandro Loiola. Não sei se ele tem mesmo um título de doutor (com tese defendia!), por isso não coloco o “Dr.” ‘à frente de seu nome! De qualquer maneira, no livro referido, há uma passagem sobre amizade que me chamou a tenção positivamente. Compartilho com quem se interessar. Se não gostarem, não posso fazer bada. Eu gostei! Segue o trecho:

“Se a razão é sempre escrava de Eros, como afirmou Hume, e a amizade é uma forma de paixão, pode acontecer de os caminhos da amizade passarem longe da sensatez: ao contrário do casamento e das relações de trabalho, que são moldados a partir de normas sociais e possuem papéis definidos, a amizade não tem um “contrato” ou instruções predeterminadas para vicejar. Criamos nossas amizades a partir de quem somos, de nossos autointeresses e necessidades mais íntimas, sem que um molde universal possa ser aplicado a esta dinâmica. Assim, na mesma medida em que uma amizade representa uma ferramenta de crescimento e fortalecimento, ela pode tornar-se igualmente autodestrutiva. Como me;ncionado, um amigo torna-se um espelho, e os julgamentos oriundos da amizade influenciam nossas ideias e atitudes. Um comportamento reforçado positivamente por alguém a quem consideramos um amigo tende a ser intensificado ou repetido; um comportamento considerado condenável tende a ser suprimido. Se este jogo de tensões for desfavorável, os desdobramentos podem ser terríveis. Um exemplo de como as coisas podem dar muito errado atende pelo nome de Folie à Deux.

Também conhecida como “insanidade comunicada”, “insanidade contagiosa”, “delírio de  infestação  parasitária”, “insanidade  de transferência”, “psicose de associação”, “loucura dupla'', “transtorno delirante induzido” e “transtorno psicótico compartilhado”, a Folie comumente· envolve duas pessoas, mas pode se espalhar para muitas outras – os casos de alucinação coletiva seriam um bom protótipo disso, como retratado no filme A Vila (2004), assim como demonstrações extremas de religiosidade e rituais de suicídio em massa como os ocorridos na Guiana (909 mortos no culto Pef Ple 's Temple em 1978), no Japão (7 mortos na Igreja Amiga da Verdade em 1986), no Canadá (48 mortos na Ordem do Templo Solar em 1994), na Califórnia (39 mortos no culto Heaven 's Gate em 1999), e em Uganda (778 mortos no Movimento da Restauração dos Dez Mandamentos de Deus em 2000).” (p. 86-87).

 

 

Agosto 09, 2023

Foureaux

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No dia 7 de julho passado, por volta das 16 horas, fiz minha comunicação, encerrando a etapa acadêmica do XIV Encontro Nacional de Ex Libristas, promovido pela Academia Portuguesa de Ex Libris. Tentei fazer uma blague envolvendo a sardinha – um dos ícones culturais de Portugal – associando-a ao bispo devorado pelos caetés, presumivelmente, no século dezesseis aqui no Brasil. Como consequência, faço uma ilação entre o evento de canibalismo e a antropofagia de Oswald de Andrade. Tudo num clima de blague, como é de meu feitio. Devo confessar que fui ludibriado pelo google que me apresentou como de Garcia de Resende uma foto que, de fato, era de Shakespeare.  No entanto, nada disso atrapalhou o clima da comunicação que, ainda uma vez, me deu muito prazer. Segue o texto dela;

Boa tarde. 

Quem me conhece sabe de minha tendência a fazer blague de coisa séria. Aqui não vai ser diferente. Começo saudando a cidade que nos recebe e que tive o prazer de conhecer em 2015, quando de meu pós-doutoramento. Uma visita inolvidável. O nome da cidade é, como vocês bem sabem, proveniente do celta antigo ebora/ebura, caso genitivo plural do vocábulo eburos relacionando-se com a palavra irlandesa “ibhar”, nome de uma espécie de árvore (o teixo), pelo que o seu nome significa “dos teixos”. Segundo José Pedro Machado (Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa), o teixo é uma árvore totêmica que servia para envenenar setas. Assim é que, de volta, faço alusão à importância da cidade como local que viu nascer Garcia de Resende, em 1470, e Dom Pero Fernandes Sardinha, em 1496. Do primeiro vale lembrar a numerosa produção poética, notadamente o Cancioneiro. Dele, cito rapidamente duas estrofes de suas trovas, notadamente as que tratam de outro mito português, Inês de Castro: 

 

Lembre-vos o grand’amor 

que me vosso filho tem, 

e que sentirá gram dor 

morrer-lhe tal servidor, 

por lhe querer grande bem. 

Que s’algum erro fizera, 

fora bem que padecera 

e qu’este filhos ficaram 

órfãos tristes e buscaram 

quem deles paixão houvera; 

 

Mas, pois eu nunca errei 

e sempre mereci mais, 

deveis, poderoso rei, 

nam quebrantar vossa lei, 

que, se moiro, quebrantais. 

Usai mais de piadade 

que de rigor nem vontade, 

havei dó, senhor, de mim 

nam me deis tam triste fim, 

pois que nunca fiz maldade. 

 

Sobre Dom Pero Fernandes Sardinha, como se sabe, foi o primeiro bispo do Brasil, tendo chegado a Salvador em 1551, vindo de Portugal. Sua trajetória ficou marcada na história do Brasil por ter sido, segundo relatos controversos, devorado por índios caetés, em um ritual de canibalismo, no litoral do nordeste brasileiro, em 1556. O canibalismo era a prática realizada por algumas tribos indígenas na então terra de Santa Cruz. Este é o epicentro de minha alocução com sabor de blague. O nome remete a uma imagem que poder-se-ia chamar de mítica. Um peixe, a sardinha. Diferentemente de seu homônimo, o bispo passou à história como um religioso beligerante, que se deu mal na missão espiritual que lhe caberia desenvolver na América Portuguesa. Dele têm sido feitas muitas análises rigorosas, especialmente voltadas para as discórdias que o separaram do segundo governador, D. Duarte da Costa, e demais pessoas que viviam na Colônia. Tudo indica que o bispo era um homem de temperamento irascível, pouco dado às amizades e vivia em constante discórdia com os religiosos. Fez muitos inimigos no Brasil. Deve ter causado indigestão nos índios caetés. Sobre Évora e o bispo encerro com o único ex-libris que minha incapacidade encontrou, o de D. Diogo de Bragança (Marquês de Marialva) e de Alexandre Corrêa de Lemos, fixado no volume intitulado História das antiguidades de Évora, de 1739, em que se relata o que aconteceu nesta cidade até ser tomada aos Mouros por Giraldo, no tempo Del-Rey Dom Affonso Henriquez e o mais que daí por diante aconteceu até o tempo presente. O peixe, alimento mais que apreciado, tem seu nome associado à História por conta de um bispo que foi comido como ela, diz a lenda... Atravessando o Atlântico, tento dar conta de estabelecer o fio condutor de minha proposta blague, trazendo à baila um poeta brasileiro, Oswald de Andrade, que, fazendo também uma blague – mais séria do que a minha, por óbvio – retoma o mito do canibalismo quando, num manifesto de nome “Antropófago”, faz proposições visando a brasilização modernista do/no Brasil, bem no início do século 20. Diz ele no início de seu manifesto: “Só a ANTROPOFAGIA nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.” E ao final, arremata: 

 

“Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado23 de Pindorama.”

Manifesto antropófago 

Oswald de Andrade 

Em Piratininga24 

Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha 

 

O manifesto foi publicado na Revista de Antropofagia, Ano I, No. I, em maio de 1928. Oswald busca uma marcação temporal para a existência brasileira que, no Manifesto, começa com o primeiro ato antropófago conhecido oficialmente; o Bispo Sardinha, isto é, Pero Fernandes, que naufragou no litoral do nordeste brasileiro e morreu como vítima sacrificial dos índios caetés. Oswald equivocou-se nas datas, acrescentando 2 anos ao tempo decorrido entre a morte do Bispo Sardinha e o ano de publicação do Manifesto Antropófago. Entretanto, o poeta parece desconhecer as cartas de Américo Vespúcio, em uma das quais o aventureiro florentino afirma ter assistido um ritual antropofágico em 1501, na Praia dos Marcos, no Rio Grande do Norte, em que a vítima era um europeu. Está concluída a blague. Começando a viagem ainda no século 15, chegamos ao 21, sem muitos ex-libris sobre o tema, pelo que peço desculpas. Ainda assim, a ideia da antropofagia, cara ao poeta brasileiro, respaldada pela História do bispo e animada por uma espécie de fetiche gastronômico lusitano, parece-me, consolida-se com sentido. Fica, assim, a intenção satisfeita de um diletante que insiste em ler os papelinhos como textos autônomos, possuidores de sentido histórico, estético, iconográfico e discursivo. 

Muito obrigado!

Junho 12, 2023

Foureaux

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Dizem que hoje é Dia dos Namorados. Mundo afora comemora-se esse dia em 14 de fevereiro, dia de São Valentim. Vai sabe o porquê da diferença. De qualquer jeito, li o que segue abaixo numa publicação de Elaine dos Santos, amiga querida, ex-aluna admirada e respeitada. Gostei tanto da verve irônica que resolvi compartilhar. Pode já ser conhecido... Não há problema nisso, é mais uma postagem que faço... ah... desconheço a autoria...

Esclarecendo alguns equívocos

O amor não ilumina o seu caminho. O nome disso é poste.
O amor não é aquilo que supera barreiras. O nome disso é gol de falta.
O amor não traça o seu destino. O nome disso é GPS.
O amor não te dá forças para superar os obstáculos. O nome disso é tração nas quatro rodas.
O amor não mostra o que realmente existe dentro de você. O nome disso é endoscopia.

O amor não atrai os opostos. O nome disso é imã.
O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego. O nome disso é asma.
O amor não é aquilo que te faz perder o foco. O nome disso é miopia.
O amor não é aquilo que te deixa maluco, te fazendo provar várias posições na cama. Isso é insônia. (PQP!)
O amor não faz os feios ficarem pessoas maravilhosas. O nome disso é dinheiro.
O amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura. O nome disso é esquecer a toalha molhada. (PQP)
O amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender. O nome disso é vodka.
O amor não faz você passar horas conversando no telefone. O nome disso é promoção da Tim, Oi, Vivo ou Claro.
O amor não te dá água na boca. O nome disso é bebedouro.
Amor não é aquilo que, quando chega, você reza para que nunca tenha fim.
Isso é férias. O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar.
O nome disso é empregada nova.
O amor não é aquilo que gruda em você, mas quando vai embora arranca lágrimas. O nome disso é cera quente.

Fevereiro 28, 2023

Foureaux

Lugar comum: o Brasil é um país de dimensões continentais. Outro lugar comum: a di-versidade cultural do Brasil é riquíssima. Esta, por sua vez, pode ser percebida através da linguagem regional que, utilizando a mesma Língua Pátria, o Português, ainda que falado de maneira um tanto peculiar em relação às de mais regiões falantes da mesma língua mundo afora, é um rico manancial de exemplos da referida diversidade. Senão, vejamos:

No Acre: “Arre diacho” é expressão de espanto, “Arrodear” é dar a volta; “Espocar”, estou-rar); “Xiringar” é espalhar, “Cutex” é esmalte, “Extrato” é perfume, “Ruma” é amontoado e “Baldear” é jogar água do balde.

Em Alagoas: “Eita gota” é uma expressão de espanto, “Lomba” significa engraçado, “Pei-dado” é revoltado, “Azogado” é ansioso, “Avalie” significa veja só, “Cacete” é surra, “Caba de pêia” é safado e “Biboca é um lugar distante.

No Amazonas: Telezé é a abreviação “Tu é leso, é?”, pessoa sem juízo; “Pegar o beco” é ir embora, “Te arreda” significa afastar, “De rocha” é o mesmo que de verdade, “Égua” não é a fêmea do cavalo mas uma expressão de espanto e admiração, “Dana de rato” é enrola-ção, “Ê Caroço” significa salvo por pouco e “No olho” significa resposta certeira.

Já na Bahia: “Ôxe ou oxente” é interjeição equivalente a “Ô”, “Comer água” é o mesmo que beber, “Se pique” é como dizer “saia daqui”, “Crocodilagem” é o ato de enganar, “Barril dobrado” significa tenso; “Casa da porra”, longe; “Migué” é mentira, “Ó Paí” equi-vale a olha isso, “Parta a mil” é como dizer para sair rápido, “Ficar de cocó” é segredo e “Dar um zig é enganar.

No Ceará: “Arre Égua” se usda para exprimir espanto, “Acunhar” é chegar junto, “Baixa da égua”é um lugar distante, “Bregueço” significa antiquado, “Canelau equivale a ignoran-te, “Ceroto” é sujeira, “Magote” é uma aglomeração de pessoas, “Chei dos pau” é o mes-mo que bêbado e “Gastura” é azia.

No Distrito Federal: “Véi” é alguém, “Pagar vexa” equivale a passar vergonha, “Pala” é algo ruim, “Lombra” significa devaneio, “Esparrado” ‘e o mesmo que ótimo, “Bau” é ônibus, “Cabuloso” significa exagerado e “Morgando” é o que se diz quando se está sem fazer na-da).

No Espírito Santo: “Massa” é algo legal, “Chapoca” é usado para identificar algo maior que o normal, “Véi” é como se chama alguém, “Cacunda” equivale a “nos ombros”, “Palha” é alguma coisa ruim, chata, “Champinha” é tampinha, “Pão de sal” é o famoso pão francês e “Pocar” equivale a estourar, no sentido de “muito bom”.

Em Goiás: “Rensga” é expressão de espanto, “Carcá” equivale a colocar, “Bão demais da conta” é algo ótimo, “Anêim” é expressão que significa “Ah, não...”, “Paia” é um sujeito chato, “Mocorongo” é bobo, “Ridico” é o sujeito egoísta, “Tem base?” equivale a “pode ser?” e “Trupicar” é o mesmo que tropeça).

No Maranhão: “Éguas” é o que se diz quando a gente se espanta, “Esparroso” é o mesmo que exagerado, “Aziado” equivale a sem ânimo, “Só quer ser” é expressão que identifica uma pessoa metida, “Dá teus pulos” é o mesmo que “Se vira”, “Invocado” é um sujeito zangado, “Remoso” é o mesmo que perigoso, “Té doido” é igual a “tá doido” e “Perainda” significa o mesmo que “Espera!".

No Mato Grosso: “Agora quando?” expressa dúvida, “Atarracado” é o mesmo que abraça-do, “Bocó de fivela” é um sujeito ignorante, “Arroz-de-festa” é aquele que não perde festa, “Corre duro” é o mesmo que “anda rápido!”, “Cêpo” é sinônimo de ótimo, “Catcho” é namoro, “Leva-e-traz” é o sujeito fofoqueiro e “Moage” significa frescur).

No Mato Grosso do Sul: “Alas” é legal, “Pior” se usa quando se concorda com algo/ al-guém, “Manjar” equivale a entender, “Jow” é amigo, “Barca” é sinônimo de carro, “Ba-guiu” é coisa, “Morgar” significa ter preguiça, “Dar um pião” significa sair e “Goma ou Gruta” é o mesmo que cas).

Em Minas Gerais: “Uai” é a famosa e peculiar interjeição com vários sentidos, “Sô” é forma corriqueira de senhor, “Arredar” significa mexer, “Trem” é o mesmo que coisa, “Cata-jeca” é o ônibus do/no interior do Estado, “Fragar” significa entender, “Zé dend’água” é o sujeito bobo, “Bololô” é o mesmo que confusão, “Bicudo” equivale a (bêbado) e “Pica a mula” é o esmo que cai fora.

No Pará: “Égua” é uma interjeição para exprimir espanto, “De rocha” é algo/alguém sé-rio, “Não, é pão” equivale a claro que sim, “Nem com nojo” é o mesmo que de jeito ne-nhum, “Bazuca” é chiclete, “Carapanã” é um mosquito, “Rapidola” é sinônimo de rápidoe “Filho de pipira” é alguém que sempre pede coisas.

Na Paraíba: “Oxente” é interjeição que exprime admiração, “Abibolado” se usa para al-guém sem juízo, “Arribar” significa sair, “Encarcar” é fazer pressão, “Miolo de pote” é uma coisa sem importância, “Chapéu de touro” é alguém que se relaciona com pessoa infiel e “Avoar” é o mesmo que jogar fora.

No Paraná: “Piá” é como se chama o menino, “Pila” é moeda, “Posar” é dormir na casa de alguém, “Cozido” significa bêbado, “Penal” e um estojo para lápis, “Apurado” é quem está com pressa, “Ligeirinho” é como se chama o ônibus por lá, “Pani” é padaria e “Piá de prédio” é um menino ingênuo.

Em Pernambuco: “Visse” tem o mesmo sigbnificado que a interjeiçõ “certo”, “Buliçoso” é alguém que mexe em tudo, “Emburacar” significa entrar em licença, “Boysinha” é a ma-nera carinhosa de se chamar a namorada, “Pantim” é uma dificuldade, “De rosca” signifi-ca difícil, “Arretado” é um sujeito bravo, “Zuada” é como se idêntica um barulho, “Taba-cudo” é um sujeito bobo e “Queijudo” é uma pessoa cheia de frescura.

No Piauí: “Pense” ou “Abestado” é um otário, “Botar catinga” significa atrapalhar, “Bude-jar” é o mesmo que falar muito, “Mangar” é rir de alguém, “Triscar” significa encostar, “Espancar a lôra” é um convite para beber cerveja, “Moiado” é feio e “Caxaprego” é um lugar distante.

No Rio de Janeiro: “Já é” expressa concordância, “Meter o pé” é o mesmo que sair, “Va-leu” tem o mesmo valor de um agradecimento, “Mermão” é igual a meu irmão, “Bolado” significa chateado, “Caô” é uma mentira, “Parada” significa qualquer coisa, “Tá ligado?” tem o mesmo sentido de “presta atenção”, “Maneiro” é sinônimo de legal e “Trocar uma ideia” significa conversar.

No Rio Grande do Norte: “Eita píula” é uma interjeição de surpresa, “Galado” é o mesmo que engraçado, “Balaio de gato” é sinônimo de bagunça, “Bagana”, a ponta de cigarro, “Bexiga taboca” é alguém com muita raiva e “Gangueiro” significa de gangue ou com cal-ças largas.

No Rio Grande do Sul: “Bah” é interjeição que expressa admiração, “Tchê” é uma sauda-ção, “Arrecém” equivale a há pouco, “Atucanado” é um sujeito preocupado, “Bucha” é si-nônimo de difícil, “Guri/guria é o mesmo que menino/menina, “Peleia” é uma boa briga, “Talagaço” significa “de uma vez só e “Trova” é o mesmo que mentira.

Em Roraima: “Tédoidé” é uma expressão de admiração, “Curumim” significa menino, “Maceta” é o mesmo que grande, forte, “Brocado” é alguém que está com fome, “Piseiro” é um lugar com festa ao ar livre, “Cotião” é um homem solteiro”, “Bota pra cima” tem o mesmo significado que “desafia” e “Bisonho” é aquele sujeito sem noçã).

Em Rondônia: “Marrapaz” é uma expressão que denota surpresa, admiração, “Meu ovo” expressa discordância, “Leseira” é o mesmo que preguiça, desatenção, “Lazarento” é um sujeito infeliz, “H”, o nome da letra, quando falado significa papo furado, “Cair na bura-queira” é o mesmo que cair na gandaia e “Casão” é como é conhecido o presídio.

Em Santa Catarina: “Tash tolo?” é o mesmo que Tá louco?, “Manezinho” é o morador da Ilha de Florianópolis, “Lagartear” significa passear, “Jererê” é a rede de pesca, “Calhau” é uma coisa grande, “Botar tento” significa prestar atenção, “Matar a pau” é acertar em cheio, “Em 2 toques” é aquilo que é/vai ser rápido e “Ajojado” é um sujeito quieto.

Em São Paulo: “Mano ou Meu” é o modo corriqueiro de chamar um homem ou uma mu-lher, “Bang” é coisa, “Camelar” é o mesmo que andar a pé, “Dar um pião” é a mesma coisa que dar uma volta, “Da Hora” significa legal, “Dois Palitos” tem o mesmo significado que rápido, “Na faixa” é alguma coisa “de graça”, “Rolê” é uma festa, “Bater uma laras” signifi-ca comer, “Bugado” é a;guém que está perdido, sem entender e “B.O.” é o mesmo que problema.

Em Sergipe: “Vôti” é uma interjeição que expressa surpresa, “Pungar” é entrar em veículo em movimento”, “Pentcha” é uma expressão de admiração, “A migué” é ficar à toa, ao acaso, “Quem gaba o sapo é jia” é uma espécie de elogio a alguém próximo e “Fumbam-bento” significa desbotado.

Setembro 22, 2022

Foureaux

Palavras são “seres” interessantíssimos. Parecem, às vezes, ter vida própria. Seus significados seduzem e confundem. Seu sentido pode mudar conforme a inflexão da voz ou o contexto em que aparecem. Um mundo praticamente mágico que muitos têm a ousadia de afirmar que conseguem dominar. Ledo engano! Um amigo colocou em sua página do facebook observações sobre duas palavras: enfezado e gari. Na onda de preguiça que está citando a passar por aqui, deixo os comentários para o vosso deleite (imitando expressão alfacinha!)

Como surgiu a palavra “ENFEZADO”. Um pouco de História: a cidade do Rio de Janeiro, como conhecemos hoje, é fruto de um processo de modificação que foi acontecendo ao logo do tempo. No século XIX, ela estava bem longe de ser chamada de cidade maravilhosa. Pessoas brutas, ruas esburacadas, sujas e esgoto faziam naturalmente parte do cenário da pequena cidade do Rio de Janeiro. No século XIX, quem sofria bastante com esse cenário eram os “Tigres”. Muita gente atravessava a rua quando cruzava com um deles. Muitos podem se assustar ao ouvir isso hoje em dia, mas naquela época isso tudo fazia parte do cotidiano. Os tigres não eram animais, eram africanos escravizados que faziam o serviço doméstico. Um dos trabalhos dos tigres era jogar os dejetos dos seus senhores na Baia de Guanabara e nas Lagoas. Existiam pontes de madeira exclusiva para isso. De tardinha, os escravos saiam para jogar os dejetos com uma tina na cabeça cheia de fezes. Às vezes, o conteúdo vazava e as fezes escorriam pelos seus corpos, nas peles que ficavam manchadas. Quando isso acontecia eles eram chamados de “tigres” devido às manchas. Algo bem pior acontecia com frequência, as tinas estouravam, o escravo ficava furioso, e muitos diziam: “O escravo está enfezado”. Enfezado, isto é, cheio de fezes... (Texto: Marcelo S. Souza &

Imagem: Revista A Semana Ilustrada).

A origem do termo “gari”. No Brasil, as ações iniciais de limpeza das vias públicas aparecem na época do governo imperial. No ano de 1830, uma lei da capital federal estipulava que houvesse o “desempachamento” das ruas da cidade. No caso, além de retirar o lixo, a lei de natureza “higiênica” determinava que as mesmas ruas fossem livradas dos mendigos, loucos, desempregados e outros animais ferozes. Uma das primeiras ações organizadas para o serviço de recolhimento do lixo urbano apareceu no Brasil quando o governo imperial contratou o francês Aleixo Gary para transportar o lixo produzido no Rio de Janeiro para a ilha de Sapucaia. O sobrenome do contratado acabou sendo utilizado para a designação feita a todos os funcionários que realizam a coleta de lixo nas cidades. (Texto: Rainer Gonçalves Sousa, postado originalmente em O Rio de Janeiro que não vivi /facebook)

Maio 11, 2022

Foureaux

A maré de preguiça e falta de graça, somada à de vontade, tem feito buracos enormes em minhas publicações. Não me importo. Leio tanta bobagem. Escuto tanta asneira. Vejo tanta coisa horrorosa e sem graça que nem sei. Agorinha, repassando algumas coisas no facebook – coisa de ente à toa – deparei-me com uma publicação de um amigo querido, o Joel, lá do Pará (ainda volto a Belém!). Há uma imagem na postagem dele que não vai aqui reproduzida. O inusitado da informação despertou um lampejo de ânimo para fazer esta publicação...

Por que na Ásia o nome de vários países termina em “-istão”? Porque nas línguas mais faladas nessa região do mundo, como o hindi, o persa e o quirguiz, “-istão” quer dizer “lugar de morada” de um determinado povo ou etnia. De acordo com esse princípio, Cazaquistão, por exemplo, significa “território dos cazaques”; Quirguistão, “território dos quirguizes”; Afeganistão, “território dos afegãos” e assim por diante. É algo equivalente a adicionar os sufixos “-lândia” (que vem de land, “terra”, nas línguas germânicas) ou “-polis” (“cidade”, em grego) ao final de nomes. Petrópolis é a cidade de Pedro, Teresópolis, a de Teresa. Suazilândia é a terra dos suázis – mas, recentemente, o país mudou de nome para Essuatíni que significa justamente “terra dos suázis” na língua local. “A forma “-stão” deriva de uma antiga raiz linguística indo-europeia. Esse sufixo carregava a ideia de ‘parar’ ou ‘permanecer’ e deu origem, por exemplo, aos verbos stare, em latim, e stand, em inglês”, diz o linguista Mário Ferreira, da Universidade de São Paulo (USP). Do stare latino, inclusive, vem o verbo “estar” em português. Ou seja: pensando na raiz etimológica da coisa, você pode traduzir os nomes desses países, ao pé da letra, como “onde estão os afegãos”, “onde estão os cazaques” e assim por diante. A única exceção a essa regra é o caso do Paquistão batizado cerca de 20 anos antes de o território do país ser constituído, em 1947. “Rahmat Ali, o idealizador da independência paquistanesa, juntou ao termo “-istão” o vocábulo “paki”, surgido a partir de uma combinação das iniciais das áreas reivindicadas pela futura nação. O “p” representava a província do Punjab, enquanto o “k” equivalia à região da Caxemira, no noroeste da Índia, afirma Mário.

Note que os nomes de países islâmicos localizados no Oriente Médio e no norte da África não carregam o sufixo “istão”. Ali, a língua predominante é o árabe, que não possui raízes indo-europeias – ele pertence a outro tronco, o semítico, compartilhado com o hebraico e o aramaico.

Fonte: @revistasuper

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