Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

As delícias do ócio criativo

As delícias do ócio criativo

Janeiro 17, 2024

Foureaux


Aconteceu assim. Como sempre faço, de vez em quando, doo os livros que li depois de guardados em caixas de papelão. Da última vez foram nove caixas. A Laura, para quem dois as caixas, ficou esfuziante. Feliz da vida, como pinto no lixo! Desta vez, não foi diferente. O que se passa é, por engano, alguns livros, ganhos de seus autores 0 devidamente autografados – ficaram numa das caixas que doei. A pessoa que recebeu – já não posso dizer se estavam numa das nove caixas que ficaram com Laura ou se na última leva – deve ter se desfeito dos livros e um deles foi para num sebo chamado poiesis. Não sei onde fica. Há um homônimo em Belo Horizonte, mas creio que não deve ser este, pois a moça é do Rio de Janeiro. Outra moça. Não a Laura. A moça mandou mensagem hoje pelo Instagram agradecendo (contrafeita, como pude constatar ao final da mensagem) o fato de ter encontrado o livro dela no citado sebo, com seu autógrafo. Ou seja, um dos livros que, por engano, ficaram numa das caixas da última doação. A moça não deu espaço para mais nada. Logo depois do agradecimento, afirmou que ia me cancelar porque na lista de “amigos” dela, no Instagram, só há “amigos”. Logo em seguida, em tom raivoso – depreendido pelas palavras dela –, perguntou se eu não tinha uma lata de lixo em casa. Repetiu que ia me “cancelar” e prometia fazer o mesmo com meus livros que a ela enviei, igualmente autografados. Vingança boba e barata. Ela não me deu chance de explicar meu equívoco que seria, obviamente, seguido de um sentido de desculpas. Mas não. Atacou de frente. Acabou com tudo antes de querer pensar em abrir a porta de uma possibilidade de explicação de minha parte. Estou cancelado! A cada dia que passa, fico mais estarrecido com a superficialidade de tudo e todos... Uma pena... 

Novembro 13, 2023

Foureaux

images.jpeg


Há momentos que poderiam muito bem ser evitados. Os motivos são variados e quase inumeráveis. As consequências, inimagináveis. O que se diz a respeito não pode ser objeto de previsão. Sim, há momentos assim. De qualquer maneira, as variáveis de uma situação não podem também ser pré-determinadas. Ainda que, às vezes, isso possa acontecer, bastando, para tanto, apenas um pouco de bom senso. No entanto, a vaidade humana não conhece limites e acaba por se perder num cipoal que ela mesma criou. Muita falação. Foi o que se deu, dias atrás, na abertura de um prélio automobilístico na capital bandeirante. Um fiasco. A dita “cantora” – há controvérsias, não poucas – não abriu a boca durante alguns trechos do Hino nacional. Ao fim, deu uma desculpa mais que esfarrapada, dizendo que houve problema no som... Balela. A sua boa não se mexeu por diversos momentos da execução. Um fiasco. Não vou comentar nada. Não quero correr o risco de ficar dando explicações para quem não as merece. Ainda assim, deixo o link de um artigo mais que bom sobre o assunto. Na verdade, não se trata de um artigo, mas de uma paródia – e das boas! Aproveite quem quiser, e puder!

https://revistaoeste.com/revista/edicao-190/hino-nacional-checamos/

Setembro 06, 2023

Foureaux


OIP.jpg

“Ouça um bom conselho / que lhe dou de graça...” (Chico Buarque)

Você tem que fazer cara de desdém, quase nojo. Bem blasé! Olha assim como quem não quer nada ou como quem que está se lixando pro mundo. melhor ainda se der uma pitada de empáfia, arrogância, mas só uma pitada. Fica demais, um luxo. Na hora das fotos você tem algumas opções. Uma é fazer biquinho e olhar de sedução. Outra, abrir uma gargalhada bem sonora, pra mostrar o recente implante de resina branca – aquela que transformou sua dentadura num teclado de piano de quinta categoria. Ou então, mais, fácil, bote a língua de fora, isso dá um ar erótico, quase pornográfico. isso rende. Muita gente vai te seguir. Muita “gente” mesmo. Quanto à roupa, bem, aí complica um pouco. São muitos teóricos da moda, muitos “especialistas” em “estética da vestimenta”. Para além disso, você tem que um consultor, para poder dizer em que dia da semana você pode usar tal marca, a que horas, para que tipo de situação e como deve falar, agir, pensar e reagir. É muito complicado. essa parte eu deixo para os “doutores”  em moda, essa “ciência” tão necessária, indispensável mesmo, para quem ser feliz. Não há dúvida. Isso vale para sapatos e acessórios. sempre se lembrando de que marca é tudo. Não interessa quão esquisito – pra não dizer ridículo, senão patético – você fique depois de “montado”. isso é detalhe. Vale o que “as pessoas”  vão pensar, a inveja que você instigar (você acredita mesmo nisso???). ainda assim, arrisco um palpite: leve sempre consigo um livro que seja badalado, publicado pelas Cia. das Letras, lógico, de autoria de alguém absoluta e irrecorrivelmente desconhecido, mas que está “na mídia” e vai ser convidado para aquela “festa”, aquele naquele balneário colonial metido chique, isso, Paraty. O convite para essa “festa” (quem participa acredita que ler é uma festa, coitados...). Esse livro, independente de qualquer coisa e de tudo o mais é um item indispensável para a composição de sua persona descolada, chique, elegante intelectualizada e “antenada”. Todos os particípios de que você não deve esquecer. Ah... você não sabe o que é particípio. Isso eu explico depois. Vamos em frente. Bom isso quanto à aparência – fundamental e determinante. Quanto ao comportamento, é só se lembrar das dicas sobre as fotos. Qualquer coisa, seu assessor de pose pode ajudar. Isso, você tem que ter mesmo um assessor de pose. Quanto ao que dizer, não deixe de usar bem o “aí” fora do lugar 0- faz um sucesso danado na mídia; as gírias dos descolados da pauliceia (leia-se “Faria Lima” ou “Jardins”): faz “paRRRte”. Outra opção é imitar o povo do Leblon, melhor ainda da Barra. No verão é um must. No resto do ano, tem seu charme. Cuidado para não exagerar na neutralidade pronominal, substantiva e adjetiva do jargão progressista. Sim, você vai ter que se cuidar. use com moderação. Cite sempre os mesmos bordões, defenda sempre as mesmas pautas e elogie sempre os artistas perseguidos pelo fascismo do governo anterior. Você vai ser indicado ao oscar da popularidade com uma atitude dessa. Elogie a universidade “pública, gratuita e de qualidade” e meta o pau em gente intolerante, transfóbica, homofóbica, egofóbica, etcfóbica também. Penso que é isso. Se tiver alguma coisa: consulte aquela modista com nome italiano ou então a que é conhecida pelo diminutivo. Pode ser que ajude. Boa sorte!

Setembro 05, 2023

Foureaux

OIP.jpg


Ronald Reagan adaptado.

Três cães passeavam aleatoriamente por aí. Um era norte-americano, outro, polonês e o terceiro, russo. Conversavam animada e pachorrentamente, quando o cão norte-americano disse que, na terra dele, quando latia, alguém que ouvisse dava-lhe um pedaço de carne. Ao que o cão polonês replicou: o que é carne? Taciturno, o cão russo perguntou: o que é latir?

Creio que não é preciso comentar...

Agosto 15, 2023

Foureaux

2c04fbcf-fc9f-45b5-ae55-c379361e30f1.jpg

Alguém poderia me dizer, procurando ser o mais equilibrado possível, a que data se refere este trecho de chamada de artigos? Estou na dúvida. Com o axioma da relatividade da História, não sei dizer se se trata do passado ou do presente. Tirei o nome da revista para não incorrer em crime de questão. andam inventando tantos crimes que daqui a pouco serei condenado por estar respirando fora do rimo “adequado”. Segue o trecho da chamada: “a publicação de um dossiê temático dedicado aos debates sobre a produção poética brasileira, com ênfase nos vínculos que ela estabeleceu e estabelece com os chamados anos de chumbo. Nesse sentido, convidamos a comunidade acadêmica para a submissão de trabalhos que realizem uma (re)leitura de crítica de poetas, poéticas, poemas e movimentos (...), nos quais se observam, em diferentes níveis e de inúmeras formas, o impacto da vida no país sob um regime autoritário que censurou, perseguiu, torturou e assassinou vozes dissidentes. Estes olhares podem voltar-se para as vozes consagradas do período, expandido a fortuna crítica de autores e autoras mais conhecidos, com ênfase em suas articulações com o contexto histórico-político e as estratégias de posicionamento crítico numa sociedade marcada pelo medo e a violência. Igualmente são esperados resultados de pesquisas que visam recuperar vozes poéticas ignoradas nos círculos críticos hegemônicos após o processo de redemocratização, especialmente vozes mais identificadas com a militância contra o regime ou pertencentes a grupos sociais marginalizados.”

Junho 05, 2023

Foureaux

Recebi no whatsapp e gostei. É bom rir de bobagens saudáveis... Desconheço a autoria.

𝐀𝐎𝐒 𝐕𝐄𝐋𝐇𝐈𝐍𝐇𝐎𝐒 𝐒𝐄𝐌 𝐉𝐔Í𝐙𝐎

𝐐𝐮𝐞𝐫𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐚 𝐠𝐞𝐧𝐭𝐞 𝐭𝐞𝐧𝐡𝐚 𝐣𝐮í𝐳𝐨? 

𝐂𝐨𝐦𝐨 𝐢𝐬𝐬𝐨 é 𝐩𝐨𝐬𝐬í𝐯𝐞𝐥??

𝐃𝐞𝐬𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐪𝐮𝐞𝐧𝐨𝐬 𝐯𝐢𝐦𝐨𝐬 𝐨 𝐓𝐚𝐫𝐳𝐚𝐧 𝐚𝐧𝐝𝐚𝐧𝐝𝐨 𝐧𝐮. 

𝐀 𝐂𝐢𝐧𝐝𝐞𝐫𝐞𝐥𝐚, 𝐜𝐡𝐞𝐠𝐚𝐯𝐚 𝐦𝐞𝐢𝐚 𝐧𝐨𝐢𝐭𝐞. 

𝐎 𝐏𝐢𝐧ó𝐪𝐮𝐢𝐨 𝐦𝐞𝐧𝐭𝐢𝐚 𝐩𝐫𝐚 𝐜𝐚𝐫𝐚𝐦𝐛𝐚. 

𝐎 𝐀𝐥𝐚𝐝𝐢𝐦 𝐞𝐫𝐚 𝐥𝐚𝐝𝐫ã𝐨. 

𝐎 𝐁𝐚𝐭𝐦𝐚𝐧 𝐝𝐢𝐫𝐢𝐠𝐢𝐚 𝐚 320𝐤𝐦/𝐡. 

𝐀 𝐁𝐫𝐚𝐧𝐜𝐚 𝐝𝐞 𝐍𝐞𝐯𝐞 𝐦𝐨𝐫𝐚𝐯𝐚 𝐜𝐨𝐦 7 𝐡𝐨𝐦𝐞𝐧𝐬.

𝐏𝐨𝐩𝐞𝐲𝐞 𝐟𝐮𝐦𝐚𝐯𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐞𝐫𝐯𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐦𝐮𝐢𝐭𝐨 𝐞𝐬𝐭𝐫𝐚𝐧𝐡𝐚 𝐞 𝐟𝐢𝐜𝐚𝐯𝐚 𝐥𝐨𝐮𝐜ã𝐨! 

𝐎 𝐂𝐚𝐬𝐜ã𝐨 𝐧ã𝐨 𝐭𝐨𝐦𝐚𝐯𝐚 𝐛𝐚𝐧𝐡𝐨.

𝐂𝐞𝐛𝐨𝐥𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐟𝐚𝐥𝐚𝐯𝐚 𝐭𝐮𝐝𝐨 𝐞𝐫𝐫𝐚𝐝𝐨.

𝐀 𝐌ô𝐧𝐢𝐜𝐚 𝐛𝐚𝐢𝐱𝐚𝐯𝐚 𝐨 𝐩𝐚𝐮 𝐧𝐨𝐬 𝐦𝐞𝐧𝐢𝐧𝐨𝐬.

𝐀 𝐌𝐚𝐠𝐚𝐥𝐢 𝐞𝐫𝐚 𝐠𝐮𝐥𝐨𝐬𝐚. 

𝐎 𝐌𝐢𝐜𝐤𝐞𝐲 𝐧𝐮𝐧𝐜𝐚 𝐜𝐚𝐬𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐌𝐢𝐧𝐢𝐞. 

𝐎 𝐏𝐚𝐭𝐨 𝐃𝐨𝐧𝐚𝐥𝐝 𝐭𝐚𝐦𝐛é𝐦 𝐧ã𝐨 𝐜𝐚𝐬𝐨𝐮 𝐜𝐨𝐦 𝐚 𝐌𝐚𝐫𝐠𝐚𝐫𝐢𝐝𝐚, 𝐧ã𝐨 𝐭𝐫𝐚𝐛𝐚𝐥𝐡𝐚𝐯𝐚 𝐞 𝐨𝐬 𝐭𝐫𝐞̂𝐬 𝐬𝐨𝐛𝐫𝐢𝐧𝐡𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐦𝐩𝐫𝐞𝐟𝐚𝐥𝐭𝐚𝐯𝐚𝐦 às 𝐚𝐮𝐥𝐚𝐬.

𝐓𝐢𝐨 𝐏𝐚𝐭𝐢𝐧𝐡𝐚𝐬 𝐞𝐫𝐚 𝐩ã𝐨 𝐝𝐮𝐫𝐨.  

𝐎 𝐆𝐚𝐬𝐭ã𝐨 𝐯𝐢𝐯𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐬𝐨𝐫𝐭𝐞. 

𝐃𝐢𝐜𝐤 𝐯𝐢𝐠𝐚𝐫𝐢𝐬𝐭𝐚 𝐯𝐢𝐯𝐢𝐚 𝐝𝐞 𝐟𝐚𝐥𝐜𝐚𝐭𝐫𝐮𝐚𝐬. 

𝐄𝐬𝐬𝐞𝐬 𝐟𝐨𝐫𝐚𝐦 𝐨𝐬 𝐞𝐱𝐞𝐦𝐩𝐥𝐨𝐬 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐢𝐯𝐞𝐦𝐨𝐬 𝐝𝐞𝐬𝐝𝐞 𝐩𝐞𝐪𝐮𝐞𝐧𝐨𝐬... 𝐄 𝐝𝐞𝐩𝐨𝐢𝐬 𝐪𝐮𝐞𝐫𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐞𝐧𝐡𝐚𝐦𝐨𝐬 𝐣𝐮𝐢íz𝐨???

𝐌𝐚𝐧𝐝𝐞 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐨𝐝𝐨𝐬 𝐨𝐬 𝐯𝐞𝐥𝐡𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐦 𝐣𝐮í𝐳𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐯o𝐜ê 𝐜𝐨𝐧𝐡𝐞𝐜𝐞.

𝐏𝐫𝐚 𝐦𝐢𝐦, 𝐯𝐞𝐢𝐨 𝐩𝐨𝐫 𝐞𝐧𝐠𝐚𝐧𝐨. 𝐑𝐬𝐫𝐬𝐫𝐬...

𝐌𝐚𝐬 𝐟𝐚ço 𝐚 𝐦𝐢𝐧𝐡𝐚 𝐩𝐚𝐫𝐭𝐞.

𝐀𝐠𝐨𝐫𝐚 𝐯𝐨𝐜𝐞̂ 𝐣á 𝐞𝐬𝐭á 𝐧𝐚 𝐛𝐫𝐢𝐧𝐜𝐚𝐝𝐞𝐢𝐫𝐚.

Junho 01, 2023

Foureaux

Definitivamente, não gosto de domingo. É o dia mais bobo da semana. Sempre. Quando trabalhava, o domingo era a certeza de que no dia seguinte tudo ia se repetir, do mesmo jeito, no mesmo ritmo. as mesmas chatices e manhas. Os mesmos dissabores e arrependimentos. A mesma canseira. Tudo igual. Pior era quando as aulas começavam às sete e meia da manhã. Teoricamente apenas. apenas nos primeiros anos, na segunda universidade em que trabalhei, os alunos chegavam no horário. Talvez por conta da “novidade”: professor novo “na casa”. Ai como essa expressão me incomodava! Lá no Sul era diferente. As aulas eram “corridas”. Todas no mesmo dia. Não tinha esse negócio de duas aulinhas hoje e duas na depois de amanhã. Horário corrido: mais inteligente, mas eficaz, mais rentável. Hoje isso não “cola”. A geração floco de neve não aguenta. O professorado, infelizmente, em boa parte dele, não tem condições de manter o ritmo necessário. Outros tempos. Isso se deve, por evidente, à minha chatice. A ela também s deve a observação de coisas corriqueiras às quais quase não se dá atenção. Por exemplo: por que a maioria das pessoas que anda pelas ruas não caminha no meio fio, mas na pista de rolamento do tráfego? Ou por outras: por que as pessoas preferem atravessar uma rua ou avenida pela pista, sem sinalização para tanto, bem embaixo de uma passarela para pedestres? Outra coisa que observei mais recentemente tem a ver com velórios. Assunto desagradável, triste, pesado, mas vá lá... É “moda” agora velório curto. Dependendo a empresa que administra o “campo”, há sempre um violinista tocando no jardim que entra para as salas de velório na hora de sair o féretro (popularmente conhecida como a hora de fechar o caixão). No entanto, o mais esdrúxulo é a quantidade de comida e bebida que fica disponível na “sala de descanso” da mesma sala de velório. Se o velório é curto, para quê a quantidade enorme de comida? E outra: as pessoas vão a velório pra comer e tomar café? Penso que não se trata de um ambiente para socialização, no sentido mais estrito do termo e da prática. Mas... De novo, a minha chatice. E há otras cositas. Gente que ocupa duas vagas de estacionamento no meio fio, quando poderia, muito bem, com pouco esforço, mas alguma inteligência, ocupar apenas uma. Gente que entra no supermercado pela passagem dos caixas de pagamento: será que elas não sabem que existe uma “entrada” propriamente dita? Por falar em supermercado, por que há tantos caixas se apenas dois ou três funcionam, mesmo nos horários de grande movimento. Há sempre uma quantidade considerável de “funcionários” – em seus mais variados estatutos na empresa – conversando, andando de lá para cá, fazendo nada... Pois é... faço jus ao epíteto que eu mesmo me dei: chato.

Maio 10, 2023

Foureaux

Então é assim: a criatura pinga produto químico nos olhos para ficar cega. Não contente com o resultado faz intervenção cirúrgica e consegue o que deseja? Que médico é esse que se rebaixa tanto? Numa entrevista, a criatura diz estar contente com o resultado. Afirma que desde os 21 nos “sente” que deveria ser cega. Como não era, fez por onde ficar. Que absurdo é esse? Onde vi o vídeo com um trecho de entrevista, há, nos comentários, relatos de outros casos parecidos. Entre eles, o de um sujeito que requisita cadeira de rodas do governo – se não me engano, na Noruega – ganha a dita cuja e sai andando nela, mesmo não tenho nenhum impedimento locomotor. Isto por conta do “fato” de que se “sente” um cadeirante. Isso está mesmo acontecendo? Continua, na USP a série de procedimentos clínicos para “redesignação sexual” – a expressão soa muito bem... deve render muitos Likes nas famigeradas redes sociais... – de crianças e adolescentes? Que brincadeira sem graça é esta? O rapaz, de repente, “percebe” que é mulher e se diz mulher e impõe essa sua vontade. Daí sai nadando com as meninas e ganha todas as provas, bate todos os recordes – por favor falem em bom Português “recórde” – e chega ao topo da lista, a mesma lista em que, em sua condição natural, biológica, de homem, ocupada o lugar de número 471. Um indivíduo desse merece ser levado a sério, merece atenção. Custo a acreditar que há quem o aplauda e apoie. Até anedotas já criaram. O motivo, ao contrário, não tem nada de engraçado. Parece que em Santa Catarina ou Paraná, agora não me lembro, criaram a possibilidade de um homem se aposentar mais cedo. Para tanto, bastaria que ele se declarasse “mulher trans”. O dia em que alguém me explicar, sem deixar dúvida alguma, absolutamente nenhuma, sobre o que vem a ser isso, eu paro de reclamar desses abortos intelectuais. Por que só pode ser isso. É difícil admitir que as pessoas levem mesmo a sério uma quantidade inumerável de barbaridades estúpidas e sem fundamento como estas. Sei que sou um chato. Continuarei sendo. Quem não gostar que vá reclamar com o bispo...

 

Fevereiro 16, 2023

Foureaux

Imagem1.jpg

Uma pequena entrevista que não agrada a muita gente. Como também não agradam à mesma gente os livros que este homem escreve. No entanto, não posso deixar de dizer que o admiro pela competência, pela clareza, pelo conhecimento  e pela assertividade que demonstra. Um homem inteligente que atinge o ponto fraco, sem o intuito de ferir por ferir. Denuncia o equívoco, demonstra sua organicidade e aponta as maneiras possíveis de encontrar a resposta mais adequada – jamais a “certa”, nem a “definitiva”, como aqueles que se com ele se incomodam.

Até setembro de 2016, o canadense Jordan Peterson era um pacato professor de psicologia clínica na Universidade de Toronto, que mantinha um canal no YouTube popular entre os alunos e tinha escrito um ... livro pouco conhecido sobre a relação entre psicologia, política e religião. A aprovação da Lei C-16, no Canadá, que tornou crime a discriminação contra transexuais, travestis e “pessoas não binárias”... (as que não se identificam nem como homem, nem como mulher), acabou com a calmaria e fez de Peterson uma espécie de popstar. Enfurecido com o fato de poder ser processado se deixasse de usar os chama... pronomes neutros – ze em vez de he ou she, equivalente ao “elx”, popularizado na internet, para ele ou ela em português —, Peterson pôs a boca no trombone contra o que via como excessos da lei. Um debate sobre o tema na TV inglesa com sua participação foi visto mais de 13 milhões de vezes no YouTube. Alçado a porta-voz do politicamente incorreto, viu seu segundo livro, 12 Regras Para a Vida: Um Antídoto Para o Caos (Editora Alta Books) em oito meses virar bestseller, com mais de 2 milhões de cópias vendidas no mundo (e quase 75.000 exemplares no Brasil). De Oslo, escala da turnê de divulgação do livro, Peterson falou a VEJA por telefone.

 

O senhor ganhou projeção internacional ao se opor à lei que regulamenta o uso de pronomes neutros para transgêneros. Qual é o problema com a lei?

A maioria dos que a apoiam afirmam que, na construção da identidade humana, o sexo biológico, a expressão do gênero e as preferências sexuais de uma pessoa podem variar de modo completamente independente, pois são meras construções sociais. Isso não é verdade. Estes fatores não apenas não variam de forma independente, como estão intimamente relacionados. É claro que, em algum grau, são construções sociais, mas menos do que os ativistas alardeiam. Não gostei de ver aprovada uma lei baseada em uma premissa tecnicamente falsa só para cumprir uma agenda ideológica, sem reflexão a respeito e sem consideração pelas consequências – a começar pela restrição da liberdade de expressão.

A lei não é uma forma de garantir os direitos dos transgêneros?

Garantir estes direitos não tem nada a ver com a forma como são chamados. Esta é uma escolha voluntaria. Eu não tenho nada contra usar com meus alunos o pronome que eles preferirem. Mas o governo decidir como a pessoa vai se expressar só para agradar uma parcela da sociedade é errado. Não se pode colocar limites na forma de expressão. Recebo muitas cartas de pessoas transexuais que apoiam meu trabalho, se incomodam com o papel de símbolo de uma campanha da esquerda ultrarradical pela dissolução das identidades clássicas e querem mesmo é tocar sua vida privada da melhor forma possível.

Não seria saudável e até justo proteger a população LGBT de discursos nocivos? 

De jeito nenhum. É precisamente o oposto. A conduta correta para lidar com a vulnerabilidade é identificar a razão, criar uma hierarquia de medos e aprender a confrontá-los e dominá-los. Proteger é uma abordagem errada. A história da psicologia clínica nos últimos 150 anos comprova que a exposição voluntária da pessoa ao que a ameaça ou incomoda é o caminho certo para ganhar coragem e superar problemas. A ideia de que proteger as pessoas é agasalhá-las em seus micro espaços, para que nunca ouçam uma opinião que as ofenda ou contradiga, só faz com que elas se tornem mais fracas e amargas.

O senhor já declarou que a capacidade de pensar embute o risco de ser ofensivo. É impossível debater sem ofender?

É claro que você deve procurar ser sempre o mais gentil possível. A questão é que só precisamos pensar de verdade quando aparece um problema de solução importante, até de vida ou morte. Se a solução é tão importante, haverá várias formas de discuti-la, nem sempre compatíveis entre si – e aí começa o debate conflituoso. Os pontos de vista sempre vão colidir quando o que está em jogo é tentar mudar a maneira de a outra pessoa ver o mundo. É impossível ter esta discussão sem conflito, mesmo procurando ser o mais gentil possível.

Fonte: Jordan Peterson: A liberdade de expressão é perigosa; a alternativa é pior | VEJA (abril.com.br)

Fevereiro 15, 2023

Foureaux

Minha postagem de hoje, apesar da canícula indecorosa da tarde e início da noite, faz uso de um famigerado princípio ativo na composição das igualmente famigeradas “narrativas”: o princípio da repetição. O texto não é meu (como vai registrado no fim dele). Gostei e repito, pois tenho a impressão de que já escrevi sobre o assunto umas duas vezes por aqui. Não importa. Como o princípio da repetição é que me move hoje, lá vai...

“Professora de Português dando aula. E que aula!!!*

‘Vamos conversar.

Não sou homofóbica, transfóbica, gordofóbica.

Eu sou professora de português.

Eu estava explicando um conceito de português e fui chamada de desrespeitosa por isso.

Eu estava explicando por que não faz diferença nenhuma mudar a vogal temática de substantivos e adjetivos pra ser ‘neutre’.

Em português, a vogal temática na maioria das vezes não define gênero. Gênero é definido pelo artigo que acompanha a palavra.

Vou mostrar para vocês:

O motorista. Termina em A e não é feminino.

O poeta. Termina em A e não é feminino.

A ação, depressão, impressão, ficção. Todas as palavras que terminam em ação são femininas, embora terminem com O.

Boa parte dos adjetivos da língua portuguesa podem ser tanto masculinos quanto femininos, independentemente da letra final: feliz, triste, alerta, inteligente, emocionante, livre, doente, especial, agradável etc.

Terminar uma palavra com E não faz com que ela seja neutra.

A alface. Termina em E e é feminino.

O elefante. Termina em E e é masculino.

Como o gênero em português é determinado muito mais pelos artigos do que pelas vogais temáticas, se vocês querem uma língua neutra, precisam criar um artigo neutro, não encher um texto de X, @ e E.

E mesmo que fosse o caso, o português não aceita gênero neutro. Vocês teriam que mudar um idioma inteiro para combater o ‘preconceito’.

Meu conselho é: em vez de insistir tanto na questão do gênero, entendam de uma vez por todas que gênero não existe, é uma coisa socialmente construída.

O que existe é sexo.

Entendam, em segundo lugar, que gênero linguístico, gênero literário, gênero musical, são coisas totalmente diferentes de ‘gênero’.

Não faz absolutamente diferença nenhuma mudar gêneros de palavras.

Isso não torna o mundo mais acolhedor.

E entendam em terceiro lugar, que vocês podiam tirar o dedo da tela e pararem de falar bobagem e se engajarem em algo que realmente fizesse a diferença para melhorar o mundo, ao invés de ficarem arrumando discussões sem sentido.

Tenham atitude! (Palavra que termina em E e é feminina).

E parem de ficar militando no sofá! (palavra que termina em A e é masculina).

Quando me questionam por que sou de direita, esta é a explicação:

Quando um tipo de direita não gosta de armas, não as compra.

Quando um tipo de esquerda não gosta de armas, quer proibi-las.

Quando um tipo de direita é vegetariano, não come carne.

Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.

Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida.

Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um auê e inventa que está sofrendo de homofobia.

Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita.

Quando um tipo de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão a Deus ou a uma religião seja feita na esfera pública.

Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.

Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que os ‘malvadões’ dos patrões são os responsáveis e param o país.

Tese final:

Quando um tipo de direita lê este texto, ele ri, concorda que infelizmente é uma realidade e até compartilha.

Quando um tipo de esquerda lê este texto, te insulta e te rotula de fascista, nazista, genocida, etc. .’

Aula encerrada.

________

*domínio público”

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub