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As delícias do ócio criativo

As delícias do ócio criativo

Maio 14, 2024

Foureaux

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Ao contrário do poema que compartilhei no Dia das Mães, este é curtíssimo, mas denso. Era-me desconhecido. Encontrei por acaso, na internete... Trata-se de um poeta mexicano

 (para mim, ainda, desconhecido): Amando Nervo, também conhecido como Juan Crisóstomo Ruiz de Nervo, nascido em 1870, em Tepic, no México. Gostei do poema, por isso, partilho!

“Amemos”

Si nadie sabe ni por qué reímos;

ni por qué lloramos.

Si nadie sabe ni por qué vivimos;

ni por qué nos vamos;

Si en un mar de tinieblas nos movemos,

Si todo es noche en derredor y arcano,

¡A lo menos amemos!

¡Quizás no sea en vano!

 

Janeiro 28, 2024

Foureaux

Um verso, dois poemas e um bilhete. Há diversas formas de declarar amor para alguém. Aqui vão quatro. A última, um conjunto de linhas escritas por minha mãe. Encontrei outro dia, mexendo em papéis velhos de meus arquivos. Fiquei impactado. Mais não digo!

No dia em que fui mais feliz, eu vi um avião Se espelhar no seu olhar até sumir. (Antônio Cícero, na voz de Adriana Calcanhoto)

Porque foste na vida a última esperança, encontrar-te me fez criança.
Porque já eras meu sem eu saber sequer por que és o meu homem e eu tua mulher.

Porque tu me chegaste sem me dizer que vinhas, e tuas mãos foram minhas com calma.
Porque foste em minh’alma como um amanhecer.

Porque foste o que tinha de ser. (Antônio Carlos Jobim, na voz de Elis Regina)

Ah, se já perdemos a noção da hora, se juntos já jogamos tudo fora, me conta agora como hei de partir.
Se, ao te conhecer, dei pra sonhar, fiz tantos desvarios, rompi com o mundo, queimei meus navios, me diz pra onde é que ainda posso ir.
Se nós, nas travessuras das noites eternas, já confundimos tanto as nossas pernas, diz com que pernas eu devo seguir.
Se entornaste a nossa sorte pelo chão, se na bagunça do teu coração, meu sangue errou de veia e se perdeu.
Como, se na desordem do armário embutido, meu paletó enlaça o teu vestido e o meu sapato ainda pisa no teu.
Como, se nos amamos feito dois pagãos, teus seios ainda estão nas minhas mãos, me explica com que cara eu vou sair.
Não, acho que estás te fazendo de tonta, te dei meus olhos pra tomares conta, agora conta como hei de partir.

(Chico Buarque de Holanda, na voz de Ana Carolina)

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