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As delícias do ócio criativo

As delícias do ócio criativo

Quem sabe...

Foureaux, 21.12.21

“IMBECILIS TROPICALIS”

O pequeno verbete tem cheiro e sabor de parábola. Para completar, é temperado com ironia e mordacidade, o que o faz mais atraente e apetitoso para a inteligência. Como dito no final, a autoria é desconhecida. Tomei a liberdade de apor alguns pitacos, cortar algumas excrescências e modificar algumas outras tantas cositas. Ao fim e ao cabo, pode ser divertida, a leitura.

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Também conhecido por “otarius tupiniquensis”, é uma subespécie humanoide que habita várias regiões do Brasil. Devido à baixa capacidade cognitiva, seus hábitos ainda são um mistério para os pesquisadores. As primeiras pistas indicam que se alimentam de mortadela e têm uma religião primitiva, que adora um ser marinho pequeno e vulgar. Ainda não foram registradas atividades laborais, o que leva a crer que sejam alguma espécie de parasita, que sobrevive do trabalho alheio. Com baixíssima capacidade de entrosamento entre espécies, o “imbecilis tropicalis”, geralmente, é avistado somente em bandos ruidosos, gritando ofensas aos demais. O aspecto contraditório, aliás, é o que mais intriga os pesquisadores. Esta subespécie acredita que queimando pneus, estátuas, depredando bens públicos e particulares ou fechando ruas em algazarras estão exercendo a cidadania e a democracia. Pedem respeito à todas as crenças, mas desrespeitam a crença da maioria. Dizem-se defensores das famigeradas minorias, mas defendem regimes que exterminaram e continuam a exterminar estas mesmas minorias. Apesar de raciocinarem como primatas, têm conduta parecida à dos pombos. Fazem muito barulho, muita sujeira e sempre saem de peito estufado. Esse hábito ainda é um mistério. A maior discussão, entre os cientistas, é como essa espécie se desenvolveu. Alguns apoiam a teoria de que o “otarius tupiniquensis” é fruto de uma época de muitas facilidades, que se acomodou à sombra de um Estado corrupto e paternalista. Outros aventam a possibilidade de uma infecção viral e temem uma epidemia. O terceiro grupo, porém, acredita que são frutos de experiências secretas, realizadas por professores e pela grande mídia, numa tentativa macabra de reengenharia social. Sem dúvida, é uma subespécie de mentecaptos que infelizmente habitam o Brasil e que lutam para ser escravos num regime comunista.

Autor desconhecido. 

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