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As delícias do ócio criativo

27.09.25


Estou já há dois meses e quatro dias vivendo os meus 70 anos. Em 23 de julho de 2026 os completo. E já faz um tempinho que o pensamento se volta para as venturas e desventurar de se adentrar na idade. O avanço é inexorável. Costumo dizer a médicos que cuidam de mim e a amigos/familiares que, se fosse possível, viveria até o ponto de não depender totalmente de outra(s) pessoa(s). A dependência total, que significa absoluta ausência de autonomia, é algo que me assusta.  Assim, resolvi partilhar hoje dois textos. Uma historinha enviada por uma amiga e a letra de uma música. Quero crer que ambos os textos se complementam, dialogam e fazem pensar, cada um a seu modo. A ordem de leitura é aleatória, por supuesto!

“Em uma reunião familiar, um jovem perguntou aos pais, tios e avós: Como vocês viviam antes?

- Sem TV

- Sem Wi-Fi

- Sem tecnologia

- Sem internet

- Sem computadores

- Sem drones

- Sem bitcoins

- Sem celulares

- Sem Facebook

- Sem Twitter

- Sem YouTube

- Sem WhatsApp

- Sem Messenger

- Sem Instagram.

Então, no meio de toda a família, o avô se pronunciou e respondeu:

- Bem, olha, querido neto.

Assim como a sua geração vive hoje...

- Sem orações

- Sem respeito

- Sem valores.

- Sem personalidade

- Sem senso de compromisso

- Sem um eu interior.

- Sem caráter.

- Sem tempero.

- Sem ideais.

- Sem amor-próprio.

- Sem humanidade.

- Sem modéstia.

- Sem virtudes.

- Sem honra.

- Sem propósito.

- Sem aquele “não sei o quê”.

- Sem essência.

- Sem objetivos.

- Sem identidade, porque muitos não sabem se são homem ou mulher.

Nós, as pessoas NASCIDAS entre 1920 e 1975, somos abençoadas, e nossas vidas são a prova viva disso: depois da escola, a lição de casa vinha primeiro, e depois íamos brincar lá fora!

Brincávamos com amigos de verdade, não com amigos virtuais da internet.

Costumávamos fazer nossos próprios brinquedos e brincar com eles.

Nossos PAIS Não éramos ricos.

Eles nos deram e nos ensinaram AMOR, não valores materiais ou mundanos.

Nunca tivemos celulares, laptops, DVDs, Play Stations, Xboxes, videogames, computadores pessoais ou internet... mas tínhamos amigos de VERDADE.

Parentes moravam perto para que pudéssemos APROVEITAR o tempo em família.

Podemos ter aparecido nas fotos em preto e branco, mas você pode encontrar memórias muito coloridas nessas fotos.

Somos uma GERAÇÃO ÚNICA e mais COMPREENSIVA porque somos a ÚLTIMA GERAÇÃO que OUVIU seus PAIS... e também a PRIMEIRA que teve que OUVIR seus filhos.

Somos uma EDIÇÃO LIMITADA!

Aproveite, valorize e APRENDA com ontem.

Nascemos nos anos 40, 50 e 60.

Crescemos nos anos 50-60-70.”m

Estudamos na Anos 60, 70 e 80.”m

Namoramos nos anos 70, 80 e 90.”m

Nos casamos e descobrimos o mundo nos anos 70, 80 e 90.

Nos aventuramos nos anos 80 e 90.

Nos estabilizamos nos anos 2000.

Ficamos mais sábios nos anos 2010.

E estamos firmemente a caminho de 2026

Acontece que vivemos OITO décadas diferentes...

DOIS séculos diferentes...”

DOIS milênios diferentes...

Passamos do telefone com telefonista para ligações de longa distância para videochamadas em qualquer lugar do mundo.

Passamos dos discos de vinil para a música online, das cartas escritas à mão para o e-mail e o WhatsApp.

De assistir aos jogos no rádio para a TV em preto e branco e depois para a HDTV.”

Íamos à locadora e agora assistimos à Netflix, Globo Play entre outras.

“Conhecemos os primeiros computadores, cartões perfurados, disquetes, e agora temos gigabytes e megabytes em nossas mãos em nossos celulares ou iPads.”

Usamos shorts durante toda a infância, depois calças compridas, Oxfords, bermudas, etc.

Evitamos paralisia infantil, meningite, gripe H1N1 e COVID-19.”

“Sim, passamos por muita coisa, mas que vida maravilhosa tivemos!”

Podem nos chamar de “Sobreviventes”.

Pessoas que nasceram naquele mundo dos anos 1950, que tiveram uma infância analógica e uma vida adulta digital.

“Somos uma espécie de “já vi de tudo”.

Literalmente, nossa geração viveu e testemunhou muito mais do que qualquer outra em todas as dimensões da vida.

Foi a nossa geração que literalmente se adaptou ao mundo.

Uma grande salva de palmas a todos os membros de uma geração muito especial, que será ÚNICA.”

Uma mensagem linda e muito verdadeira que recebi de um amigo.

Espero que você tenha tempo para ler e compartilhar esta mensagem... ou então deixe para depois

e verá que nunca a compartilhará!

Sempre Juntos

Sempre Unidos

Sempre Irmãos

Sempre Amigos

**********************************************************************************

Tocando em frente (Almir Sater)

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Hoje me sinto mais forte
Mais feliz, quem sabe
Só levo a certeza
De que muito pouco sei
Ou nada sei

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Penso que cumprir a vida
Seja simplesmente
Compreender a marcha
E ir tocando em frente

Como um velho boiadeiro
Levando a boiada
Eu vou tocando os dias
Pela longa estrada, eu vou
Estrada eu sou

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Todo mundo ama um dia
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora

Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Conhecer as manhas
E as manhãs
O sabor das massas
E das maçãs

É preciso amor
Pra poder pulsar
É preciso paz pra poder sorrir
É preciso a chuva para florir

Ando devagar
Porque já tive pressa
E levo esse sorriso
Porque já chorei demais

Cada um de nós compõe a sua história
E cada ser em si carrega o dom de ser capaz
E ser feliz

 

25.09.25

caminho.webp

Pensando no que escrever depois de (mais um!) lapso de tempo, deu-me um estalo e abri o arquivo com as obras completas de Augusto dos anhos, poeta de que gosto imenso. Passei os olhos pelo índice e deparei-me com um título instigante. O poema que a este título corresponde acabou por ser minha postagem de hoje. Sem mais!

Tomara que gostem...

POEMA NEGRO

A Santos Neto

Para iludir minha desgraça, estudo.

Intimamente sei que não me iludo.

Para onde vou (o mundo inteiro o nota)

Nos meus olhares fúnebres, carrego

A indiferença estúpida de um cego

E o ar indolente de um chinês idiota!

 

A passagem dos séculos me assombra.

Para onde irá correndo minha sombra

Nesse cavalo de eletricidade?!

Caminho, e a mim pergunto, na vertigem:

— Quem sou? Para onde vou? Qual minha origem?

E parece-me um sonho a realidade.

 

Em vão com o grito do meu peito impreco!

Dos brados meus ouvindo apenas o eco,

Eu torço os braços numa angústia douda

E muita vez, à meia-noite, rio

Sinistramente, vendo o verme frio

Que há de comer a minha carne toda!

 

É a Morte — esta carnívora assanhada —

Serpente má de língua envenenada

Que tudo que acha no caminho, come...

— Faminta e atra mulher que, a 1 de Janeiro,

Sai para assassinar o mundo inteiro,

E o mundo inteiro não lhe mata a fome!

 

Nesta sombria análise das cousas,

Corro. Arranco os cadáveres das lousas

E as suas partes podres examino...

Mas de repente, ouvindo um grande estrondo,

Na podridão daquele embrulho hediondo

Reconheço assombrado o meu Destino!

 

Surpreendo-me, sozinho, numa cova.

Então meu desvario se renova...

Como que, abrindo todos os jazigos,

A Morte, em trajes pretos e amarelos,

Levanta contra mim grandes cutelos

E as baionetas dos dragões antigos!

 

E quando vi que aquilo vinha vindo

Eu fui caindo como um sol caindo

De declínio em declínio; e de declínio

Em declínio, com a gula de uma fera,

Quis ver o que era, e quando vi o que era,

Vi que era pó, vi que era esterquilínio!

 

Chegou a tua vez, oh! Natureza!

Eu desafio agora essa grandeza,

Perante a qual meus olhos se extasiam...

Eu desafio, desta cova escura,

No histerismo danado da tortura

Todos os monstros que os teus peitos criam!

 

Tu não és minha mãe, velha nefasta!

Com o teu chicote frio de madrasta

Tu me açoitaste vinte e duas vezes...

Por tua causa apodreci nas cruzes,

Em que pregas os filhos que produzes

Durante os desgraçados nove meses!

 

Semeadora terrível de defuntos,

Contra a agressão dos teus contrastes juntos

A besta, que em mim dorme, acorda em berros:

Acorda, e após gritar a última injúria,

Chocalha os dentes com medonha fúria

Como se fosso o atrito de dois ferros!

 

Pois bem! Chegou minha hora de vingança.

Tu mataste o meu tempo de criança

E de segunda-feira até domingo,

Amarrado no horror de tua rede,

Deste-me fogo quanto eu tinha sede...

Deixa-te estar, canalha, que eu me vingo!

 

Súbito outra visão negra me espanta!

Estou em Roma. É Sexta-feira Santa.

A trava invade o obscuro orbe terrestre

No Vaticano, em grupos prosternados,

Com as longas fardas rubras, os soldados

Guardam o corpo do Divino Mestre.

 

Como as estalactites da caverna,

Cai no silêncio da Cidade Eterna

A água da chuva em largos fios grossos...

De Jesus Cristo resta unicamente

Um esqueleto; e a gente, vendo-o, a gente

Sente vontade de abraçar-lhe os ossos!

 

Não há ninguém na estrada da Ripetta.

Dentro da Igreja de S. Pedro, quieta,

As luzes funerais arquejam fracas...

O vento entoa cânticos de morte.

Roma estremece! Além, num rumor forte

Recomeça o barulha das matracas.

 

A desagregação da minha Ideia

Aumenta. Como as chagas da morfeia,

O medo, o desalento e o desconforto

Paralisam-me os círculos motores.

Na Eternidade, os ventos gemedores

Estão dizendo que Jesus é morto!

 

Não! Jesus não morreu! Vive na serra

Da Borborema, no ar de minha terra,

Na molécula e no átomo... Resume

A espiritualidade da matéria

E ele é que embala o corpo da miséria

E faz da cloaca uma urna de perfume.

 

Na agonia de tantos pesadelos

Uma dor bruta puxa-me os cabelos.

Desperto. É tão vazia a minha vida!

No pensamento desconexo e falho

Trago as cartas confusas de um baralho

E pedaço de cera derretida!

 

Dorme a casa. O céu dorme. A árvore dorme.

Eu, somente eu, com a minha dor enorme

Os olhos ensanguento na vigília!

E observo, enquanto o horror me corta a fala

O aspecto sepulcral da austera sala

E a impassibilidade da mobília.

 

Meu coração, como um cristal, se quebre;

O termômetro negue minha febre,

Torne-se gelo o sangue que me abrase,

E eu me converta na cegonha triste

Que das ruínas duma cassa assiste

Ao desmoronamento de outra casa!

 

Ao terminar este sentido poema

Onde vazei a minha dor suprema

Tenho os olhos em lágrimas imersos...

Rola-me na cabeça o cérebro oco.

Por ventura, meu Deus, estarei louco?!

Daqui por diante não farei mais versos.

augusto.webp

07.09.25

Ando pensando muito no tempo. Já o fiz antes. agora, há um “a mais”: a idade. Estou vivendo o meu septuagésimo ano de vida. Não é pouco. Já não é mais tempo para planos de médio e longo prazo. Já não há espaço para sonhos mirabolantes. É a experiência da finitude a cada dia mais nítida, mais explícita, mais inescapável. Tudo, absolutamente tudo muda de figura. Não cabe julgamento de valor sobre se para o bem ou para o mal. É como é. Punto i basta! Na “rede” há um situo sobre poesia de que gosto imenso. Hoje, abriu-se automaticamente uma postagem de quem controla tal sítio com um poema declamado pela atris inglesa, Helena Bonham Carter, de quem gosto imenso. O texto que ela declama segue abaixo. Depois, a tradução feita por alguém (a fonte vai entre parênteses. Em seguida, por pensar que é coerente (ainda que possa não sê-lo) segue outro texto recebido de uma amiga, a Suzana. É pra pesar, sempre e mais...

Derek Walcott – Love After Love

The time will come
when, with elation
you will greet yourself arriving
at your own door, in your own mirror
and each will smile at the other’s welcome,

and say, sit here. Eat.
You will love again the stranger who was your self.
Give wine. Give bread. Give back your heart
to itself, to the stranger who has loved you

all your life, whom you ignored
for another, who knows you by heart.
Take down the love letters from the bookshelf,

the photographs, the desperate notes,
peel your own image from the mirror.
Sit. Feast on your life.

Derek Walcott – amor depois do amor

Um dia virá
em que, eufórico,
você cumprimentará a si próprio chegando
à sua porta, em seu espelho
e cada um dará ao outro um sorriso de boas-vindas,

e você dirá, sente-se aqui. Coma.
Você amará outra vez o estranho que foi.
Sirva vinho. Reparta o pão. Restitua
o seu coração
para ele mesmo, para o estranho que um dia você amou

por toda sua vida, a quem você ignorou
por outro, que o conhece de cor.
Derrube da estante as cartas de amor,

as fotografias, os bilhetes desesperados,
arranque sua imagem do espelho.
Sente-se. Saboreie a sua vida.

(Tradução de Nelson Santander)

(Derek Walcott – O Amor Depois do Amor – singularidade – poesia e etc.)

O psicólogo Hideki Wada publicou um livro intitulado “A parede dos 80 anos”. Assim que foi lançado, o livro superou as 500.000 cópias vendidas, tornando-se o livro mais vendido do momento. Se essa tendência continuar, as vendas devem ultrapassar 1 milhão de cópias, tornando-se o livro do ano no Japão. O Dr. Wada, de 61 anos, é médico especializado em doenças mentais em idosos. Ele condensou os segredos de uma vida “afortunada” para os jovens de 80 anos em 44 frases, listadas abaixo:

  1. Continue caminhando.
  2. Quando estiver com raiva, respire profundamente.
  3. Faça exercícios suficientes para que seu corpo não endureça.
  4. Beba mais água ao usar ar-condicionado no verão.
  5. Fraldas são úteis para aumentar a mobilidade.
  6. Quanto mais você mastiga, mais ativos ficam seu cérebro e seu corpo.
  7. A perda de memória não é por causa da idade, mas da falta de uso do cérebro.
  8. Não há necessidade de tomar remédio demais.
  9. Não é necessário reduzir excessivamente a pressão arterial e o açúcar.
  10. Estar sozinho não é solidão; é passar o tempo em paz.
  11. A preguiça não é motivo de vergonha.
  12. Não é preciso gastar dinheiro com carteira de motorista (há uma campanha no Japão para que idosos devolvam suas habilitações).
  13. Faça o que quiser; não faça o que não gosta.
  14. Os desejos naturais permanecem mesmo na velhice.
  15. Em qualquer caso, não fique sentado em casa o tempo todo.
  16. Coma o que quiser; um pouco de sobrepeso é melhor.
  17. Faça tudo com cuidado.
  18. Não se envolva com pessoas de quem não gosta.
  19. Não assista à televisão o tempo todo.
  20. Em vez de lutar contra a doença, aprenda a conviver com ela.
  21. “Quando o carro chega à montanha, o caminho aparece”: esta é a frase mágica da felicidade para os idosos.
  22. Coma frutas e saladas frescas.
  23. O tempo de banho não deve ultrapassar 10 minutos.
  24. Se não conseguir dormir, não se force.
  25. Atividades que trazem alegria aumentam a atividade cerebral.
  26. Diga o que sente; não pense demais.
  27. Encontre um “médico de família” o quanto antes.
  28. Não seja paciente ou rígido demais; ser um “idoso ousado” também não é ruim.
  29. Às vezes, mudar de opinião está tudo bem.
  30. Na fase final da vida, a demência é um presente de Deus.
  31. Se parar de aprender, você envelhece.
  32. Não deseje fama; o que você tem já é suficiente.
  33. A inocência pertence aos idosos.
  34. Quanto mais difícil algo for, mais interessante se torna.
  35. Tomar sol traz felicidade.
  36. Faça coisas que beneficiem os outros.
  37. Gaste o dia de hoje com tranquilidade.
  38. O desejo é a chave para a longevidade.
  39. Viva com alegria.
  40. Respire com leveza.
  41. Os princípios da vida estão em suas próprias mãos.
  42. Aceite tudo em paz.
  43. Pessoas alegres são amadas por todos.
  44. Um sorriso traz boa sorte.

Envelhecer não é uma limitação, é um presente. Com a perspectiva certa e hábitos diários saudáveis, os anos após os 60 podem ser os mais gratificantes da vida. Vamos aceitar o envelhecimento sem medo, mas com graça, gratidão e a sabedoria que o Dr. Wada compartilha com tanta generosidade.

Compartilhe isso com todos os “jovens de idade avançada” que você conhece.

01.09.25

A inviolabilidade do domicílio é um direito fundamental garantido pela Constituição Brasileira, especificamente no Artigo 5º, inciso XI, que afirma que “a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela podendo penetrar sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial”. Essa proteção busca assegurar a privacidade e a segurança do lar, sendo considerada um dos primeiros direitos reconhecidos na Constituição. A violação desse direito pode resultar em sanções penais, conforme o Código Penal Brasileiro.

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