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As delícias do ócio criativo

27.07.25

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Será muita pretensão de minha parte publicar um poema meu junto a um poema de Mario Benedetti? A dúvida persiste. No entanto, hoje, quando li o do poeta uruguaio, resolvi juntar o que escrevi ontem, durante a manhã, de estalo. Vou ficar na dúvida, mesmo que haja quem diga que não.

Que dure lo que tenga que durar.

Que dure meses, días o años,

que dure uma vida entera,

que dure la eternidade,

que dure um segundo

que dure um sussurro

pero que sea contigo

(Mário Benedetti)

............................................................................................. 

os anéis já não repousos em meus dedos engelhados

será a marca deixada pelo tempo

ainda que os olhos

atentos

não percebam a mudança

o fluxo constante de passagem que evolui

e cessa entre um piscar de olhos

e a lágrima que seca

(Foureaux)

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25.07.25


E Capital LetterCopiei e colei o texto do poema que segue de uma página da internete. Não sei se a disposição veraz dos versos é essa que aqui está. Também não sei se a ausência de pontuação é mesmo da lavra do poeta português. Vi este poema declamado por um gajo a quem “sigo” numa página do youtube (ah... se eu me lembrasse do nome da dita cuja...). Gostei. Compartilho, sem comentários.

 E por vezes as noites duram meses

E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos   

E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos

(David Mourão-Ferreira, Matura Idade, 1973)

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24.07.25

Não sei se, de fato, Jorge Luis Borges se ateve ao versículo bíblico que nomeia seu poema para criá-lo. Não sei se quis estabelecer esta ilação. Parece-me óbvio, mas não posso afirmar isso. O versículo Mateus 25:30 diz: “Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores; ali haverá pranto e ranger de dentes”. Este versículo faz parte da parábola dos talentos, na qual o servo que não utilizou seu talento é punido por sua inatividade. Pelo sim, pelo não, como gostei do poema (da forma como chegou pra mim) compartilho. A gente deve sempre partilhar o que é bom ou, antes, o que parece bom, mesmo correndo risco de engano. Confesso: joguei o original no google translator. Não fiz correções. Muita preguiça, mais que habitual, me acomete a cada dia por aqui... Se pudesse, mudar-me-ia imediatamente, mas... Aí vai.

Mateo, XXV, 30

El primer puente de Constitución y a mis pies
Fragor de trenes que tejían laberintos de hierro.
Humo y silbatos escalaban la noche,
Que de golpe fue el juicio Universal. Desde el invisible horizonte
Y desde el centro de mi ser, una voz infinita
Dijo estas cosas (estas cosas, no estas palabras,
Que son mi pobre traducción temporal de una sola palabra):
-Estrellas, pan, bibliotecas orientales y occidentales,
Naipes, tableros de ajedrez, galerías, claraboyas y sótanos,
Un cuerpo humano para andar por la tierra,
Uñas que crecen en la noche, en la muerte,
Sombra que olvida, atareados espejos que multiplican,
Declives de la música, la más dócil de las formas del tiempo,
Fronteras del Brasil y del Uruguay, caballos y mañanas,
Una pesa de bronce y un ejemplar de la Saga de Grettir,
Álgebra y fuego, la carga de Junín en tu sangre,
Días más populosos que Balzac, el olor de la madreselva,
Amor y víspera de amor y recuerdos intolerables,
El sueño como un tesoro enterrado, el dadivoso azar
Y la memoria, que el hombre no mira sin vértigo,
Todo eso te fue dado, y también
El antiguo alimento de los héroes:
La falsía, la derrota, la humillación.
En vano te hemos prodigado el océano,
En vano el sol, que vieron los maravillados ojos de Whitman;
Has gastado los años y te han gastado,
Y todavía no has escrito el poema.
1953
“El otro, el mismo” (1964)

.....................................................................................................

Mateus, XXV, 30

A primeira ponte de Constitución e a meus pés

O rugido dos trens tecendo labirintos de ferro.

Fumaça e assobios subiam pela noite,

De repente, chegou o Juízo Final. Do horizonte invisível

E do centro do meu ser, uma voz infinita

Disse estas coisas (estas coisas, não estas palavras,

Que são a minha pobre tradução temporal de uma única palavra):

- Estrelas, pão, bibliotecas orientais e ocidentais,

Cartas de baralho, tabuleiros de xadrez, galerias, claraboias e adegas,

Um corpo humano para andar na terra,

Unhas que crescem na noite, na morte,

Sombra que esquece, espelhos ocupados que se multiplicam,

Declínios da música, as formas mais dóceis do tempo,

Fronteiras do Brasil e do Uruguai, cavalos e manhãs,

Um peso de bronze e um exemplar da Saga de Grettir,

Álgebra e fogo, o peso de Junín no teu sangue,

Dias mais populosos que Balzac, o perfume da madressilva,

Amor e a véspera do amor e memórias intoleráveis,

Sono como tesouro enterrado, acaso abundante

E memória, que o homem não olha sem vertigem,

Tudo isso Foi-te dado, e também

O antigo alimento dos heróis:

Falsidade, derrota, humilhação.

Em vão te derramámos o oceano,

Em vão o sol, que os olhos maravilhados de Whitman viram;

Passaste os anos e eles te gastaram,

E ainda não escreveste o poema.

1953

“O Outro, o Mesmo” (1964)

21.07.25

Morreu uma filha de um homem. Ambos são conhecidos.  Morte não se celebra, nem se critica, muito menos se politiza. Deixando de lado polêmicas e ignorâncias, resolvi fazer uma postagem com este poema do homem que perdeu a filha. Ao ler o título saberão o nome de ambos. Apesar de não mais gostar, como antes, do homem e muito menos da filha (os motivos não são de interesse público porque opinião é coisa de foro íntimo, por princípio), reconheço o talento do homem e de sua poesia. Fica a homenagem, com a chuva de sentidos ensopando a mente de quem for capaz de “ler”. Uživati!

 

Drão
O amor da gente é como um grão
Uma semente de ilusão
Tem que morrer pra germinar
Plantar nalgum lugar, ressuscitar no chão
Nossa semeadura

Quem poderá fazer aquele amor morrer?
Nossa caminhadura
Dura caminhada
Pela estrada escura

Drão
Não pense na separação
Não despedace o coração
O verdadeiro amor é vão
Estende-se infinito, imenso monolito
Nossa arquitetura

Quem poderá fazer aquele amor morrer?
Nossa caminhadura
Cama de tatame
Pela vida afora

Drão
Os meninos são todos sãos
Os pecados são todos meus
Deus sabe a minha confissão
Não há o que perdoar
Por isso mesmo é que há de haver mais compaixão

Quem poderá fazer aquele amor morrer?
Se o amor é como um grão
Morre, nasce trigo
Vive, morre pão

Oh, oh
Drão
Drão
Drão

  

13.07.25

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Apesar de não gostar do (suposto) auto do texto que segue, compartilho – depois de receber de uma queridíssima amiga portuguesa, a Ana Aurora. Os parênteses se justificam pois não tenho a pachorra e/ou paciência de gastar tempo verificando a veracidade da autoria. De mais a mais, em tempos de IA – já há quem diga que isso é impossibilidade pois a tal IA não existe como tal – não é mais possível afirmar NADA com SEGURANÇA... Entã, fica simplesmente o compartilhamento...

“EU TENHO VOCÊ (Reflexões do oncologista brasileiro Drauzio Varela)

A terceira idade da vida começa oficialmente aos 60 anos e espera-se que termine aos 80.

A quarta idade, ou velhice, começa aos 80 anos e termina aos 90.

A longevidade começa aos 90 anos e termina após a morte.

O principal problema de uma pessoa idosa é a solidão. Frequentemente, os cônjuges não envelhecem juntos, alguém sempre vai primeiro. Um viúvo ou viúva se torna um fardo para sua família. Por isso, é tão importante não perder o contato com amigos, se reunir e se comunicar com frequência, para não ser um fardo para os filhos e netos, que provavelmente nunca dirão isso.

Minha recomendação pessoal é não perder o controle da sua vida. Isso significa decidir quando e com quem sair, o que comer, como se vestir, a quem ligar, a que hora dormir, o que ler, com o que se divertir, o que comprar, onde morar etc. Porque se você não pode fazer todas essas coisas livremente e por conta própria, você se tornará uma pessoa insuportável que será um fardo para a vida dos outros.

William Shakespeare disse: ‘Sempre se sinta feliz!’ Você sabe por quê? Porque não espero nada de ninguém. A espera sempre é agonizante. Os problemas não são eternos, sempre têm uma solução. Acredita-se que somos culpados pelos nossos problemas. O único para o que não há cura é a morte.

Antes de reagir... inspire profundamente; Antes de falar... escute; Antes de criticar... olhe para si mesmo; Antes de escrever... pense com cuidado; Antes de atacar... renda-se; Antes de morrer... viva a vida mais linda que puder!!!

A melhor relação não é com a pessoa perfeita, mas com alguém que aprendeu e está aprendendo a viver de forma tão interessante e bonita quanto possível. Observe as deficiências das outras pessoas..., mas também admire e elogie suas virtudes.

Se você quer ser feliz, tem que fazer alguém feliz. Se você quer algo, primeiro deve dar algo de si mesmo. Você precisa se rodear de pessoas boas, amigáveis e interessantes e ser um deles.

Lembre-se: Nos momentos difíceis, mesmo com lágrimas nos olhos, levante-se e diga com um sorriso: ‘tudo está bem, porque somos frutos de um processo evolutivo’.

Pequeno teste: Se você não reenviar esta mensagem para ninguém, então você é uma pessoa infeliz e solitária que não tem amigos. Envie esta mensagem às pessoas que você valoriza e nunca esquecerá!”

12.07.25

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Dizem que Santo Agostinho é o autor do poema que segue. Não sei dizer. Não sou capaz de comprovar. Em todo caso, a força e a beleza das palavras são suficientes para valer a postagem. Este texto foi usado numa cena delicadíssima de uma novela cujo nome não me recordo, estrelada por Antônio Fagundes. Foi sua interpretação – disponível na “rede” – que me tocou hoje pela manhã, quando rebei mensagem da querida e saudosa Suzana (tenho que visitá-la da próxima vez que a Belo Horizonte for...). A ideia é fazer pensar, com força, beleza e fé. Uživati! (Que desfrutem, em Croata).

“A morte não é nada.

Eu somente passei

para o outro lado do Caminho.

Eu sou eu, vocês são vocês.

O que eu era para vocês,

eu continuarei sendo.

Me deem o nome

que vocês sempre me deram,

falem comigo

como vocês sempre fizeram.

Vocês continuam vivendo

no mundo das criaturas,

eu estou vivendo

no mundo do Criador.

Não utilizem um tom solene

ou triste, continuem a rir

daquilo que nos fazia rir juntos.

Rezem, sorriam, pensem em mim.

Rezem por mim.

Que meu nome seja pronunciado

como sempre foi,

sem ênfase de nenhum tipo.

Sem nenhum traço de sombra

ou tristeza.

A vida significa tudo

o que ela sempre significou,

o fio não foi cortado.

Por que eu estaria fora

de seus pensamentos,

agora que estou apenas fora

de suas vistas?

Eu não estou longe,

apenas estou

do outro lado do Caminho...

Você que aí ficou, siga em frente,

a vida continua, linda e bela

como sempre foi.”

09.07.25

Quer viver bastante? Estudo mostra como ter uma vida longa e saudável -  06/06/2018 - UOL VivaBem

Recebi de uma prima o texto que segue. Gostei. Como disse a ela: poeticamente instigante ou instigantemente poético. Sensato. Gostei. Compartilho.

A delicada arte de viver muito

por Mário Donato D’Angelo

Viver muito sempre foi, por séculos, uma raridade quase mítica. Era coisa de avó centenária que conhecia a cura das doenças no cheiro do mato, ou de personagem de romance russo, desses que morriam em São Petersburgo, sob a neve, citando Aristóteles em voz embargada. Longevidade era exceção. Agora virou estatística.

Vivemos mais. Isso é fato. A medicina avançou, os antibióticos viraram gente da casa, o colesterol passou a ser vigiado como se fosse um criminoso reincidente. A expectativa de vida subiu, e com ela a ideia, quase ingênua, de que bastaria durar para que tudo desse certo. Mas viver muito não é a mesma coisa que viver bem. E é aí que começa a grande arte.

Porque a verdade é que a longevidade chegou antes do manual de instruções. Achávamos que envelhecer seria como alcançar um mirante: olhar para trás com serenidade, cruzar os braços sobre o próprio legado, saborear os frutos de uma vida bem vivida. Mas a velhice, como a infância, exige cuidados diários, e também alguma poesia.

O corpo, esse velho cúmplice, começa a dar sinais de que o tempo passou. As juntas rangem como portas de armário antigo, os reflexos hesitam, os músculos se retraem. Mas não é só o corpo que envelhece: às vezes o mundo ao redor também se torna estranho, distante. Os amigos partem, os filhos se dispersam, as calçadas ganham degraus invisíveis. E de repente, o que mais dói não é o quadril, é o silêncio.

E então vem ela: a queda.

Não só a queda literal, essa que acontece no banheiro, no degrau da padaria, na pressa inocente de atravessar a rua. Mas a queda simbólica: do entusiasmo, da autonomia, da autoconfiança. A queda de uma imagem de si mesmo que antes era firme, decidida, ágil. A queda de um modo de viver que não se encaixa mais no corpo que agora abriga a alma com mais cuidado.

A Organização Mundial da Saúde diz que um terço dos idosos sofre uma queda por ano. E essa queda pode ser o primeiro passo de uma jornada difícil: fraturas, cirurgias, internações, perdas, de mobilidade, de independência, de ânimo. Mas veja bem: não se trata de um alerta sombrio. Trata-se, aqui, de um chamado amoroso à reinvenção.

Porque o envelhecimento também pode ser reinício. E preparar-se para ele é como preparar um jardim: exige tempo, presença, escolhas. É preciso cultivar força, sim, não para carregar sacos de cimento, mas para levantar-se da cadeira com leveza e poder abraçar um neto sem receio de tombar. É preciso elasticidade, não só nos músculos, mas nas ideias. E é preciso algo ainda mais raro: gentileza consigo mesmo.

Não se trata de negar a velhice. Ela chega, queira-se ou não, com suas rugas e suas lentidões, com seus esquecimentos charmosos e suas manias de repetir histórias. Mas há velhices e velhices. E há aquelas que florescem, porque foram cuidadas, porque tiveram sol e sombra, porque foram vividas com afeto, com liberdade, com algum humor.

Sim, o humor. Ele é, talvez, o músculo mais importante a ser mantido. Porque rir de si mesmo, das gafes, das perdas de memória, do tropeço nas palavras, é um jeito de desarmar o tempo. O velho ranzinza é um clichê injusto, há velhos encantadores, que dançam bolero na sala com o ventilador ligado e o cachorro olhando desconfiado. Que tomam vinho com moderação e sorvete sem culpa. Que, aos oitenta, aprendem a usar o celular, e ainda erram, mas riem do erro.

A longevidade, quando bem-vivida, é como uma tarde longa e luminosa. Daquelas em que o sol demora a ir embora e o tempo parece suspenso entre uma lembrança e outra. Não é preciso correr. Nem competir. Basta estar inteiro: corpo e alma em compasso.

É isso que propomos aqui: um olhar amoroso para o futuro que já chegou. A velhice não precisa ser sinônimo de decadência. Pode ser plenitude.

E envelhecer bem não é luxo, nem sorte, é construção diária. Com passos firmes, com gestos suaves, com a força das pernas e o riso no rosto. Com o cuidado do corpo, sim, mas também com a ternura da memória.

Porque o segredo não é apenas viver muito.

É fazer da longevidade uma arte íntima, uma coordenação delicada entre o tempo e o desejo.

E que, ao final, quando chegar a noite, a gente possa dizer, com lucidez e com alegria — “Foi bom ter vivido tanto. Mas foi melhor ainda ter vivido bem.”

04.07.25

Fazendo limpeza no computador, encontrei este texto. Infelizmente, não consegui localizar a fonte (Ai, como detesto esta expressão, sobretudo na atualidade – outra expressão execrável...!). Ainda assim, joguei no google e encontrei este sítio (https://armazemdetexto.blogspot.com/2020/09/cronica-quero-voltar-confiar-arnaldo.html) deve haver outros). Serve este como forma de dizer que não estou a cometer plágio...

Quero voltar a confiar! 

Fui criado com princípios morais comuns: quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal-educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão. Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser… Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo? Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o *“TER”*, viva o *“SER”*. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã! E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?... Precisamos tentar… 

 

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