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As delícias do ócio criativo

As delícias do ócio criativo

Outubro 29, 2023

Foureaux

STF Vergonha Internacional - A declaração de Westminster

Não satisfeitos em serem vergonha nacional há anos, agora nossos censores estão nos envergonhando na gringa

Ludmila Lins Grilo@ludmilagrilo

October 23, 2023

Lembram da famosa hashtag “STF vergonha nacional”? O justíssimo bordão, amplamente repercutido (e censurado) desde 2019, foi atualizado com sucesso: agora a vergonha não é mais só nacional. A má fama da atual composição da corte ultrapassou os limites geográficos da Banânia e está fazendo uma imponente carreira no exterior.

A suprema corte brasileira está definitivamente na boca dos gringos, e não é em citações elogiosas. Imagine só você levar a vida mentindo para si mesmo que é o amado togado do povo, depois tocar o terror censurando e prendendo quem ousa falar o contrário, pra chegar lá fora e estar todo mundo falando que você é um tiranete criminalizador de discurso político!

Tanto esforço em trabalhar uma imagem de "fiador da democracia”, pra no final ser reconhecido como censurador da nação... que várzea! Os caras forçam uma barra monumental achando que dizer a palavrinha mágica “democracia” nove em cada dez frases irá salvá-los da suprema vergonha. Pode até funcionar com os baba-ovos de redação chapa-branca e com os lambe-botas carreiristas, mas na gringa ninguém tá nem aí pra ministro bostileiro. Lá fora, a parada é diferente.

Pois foi exatamente isso que acabou de acontecer.

No mês de junho de 2023, um grupo composto por algumas dezenas de intelectuais de vários países se reuniu em Londres para discutir o declínio da liberdade de expressão pelo mundo. Dentre esses intelectuais estava a brilhante Ana Paula Henkel, que publicou algumas fotos e vídeos, tendo mantido discrição quanto a quem esteve lá, ou sobre quais casos foram debatidos.

Alguns meses se passaram, e agora em outubro/23 foi publicada a “Declaração de Westminster”. Trata-se de um manifesto internacional alertando para o aumento da censura internacional, subscrito por 141 intelectuais do mundo inteiro, de visões políticas distintas. Dentre eles, podemos destacar Richard Dawkins, Jordan Peterson, Steven Pinker, Glenn Greenwald, Edward Snowden, Julian Assange, Michael Shellenberger, Tim Robbins, Oliver Stone, Slavoj Žižek. Três brasileiros assinaram o documento: Leandro Narloch, Eli Vieira e, claro, a grande Ana Paula. (https://westminsterdeclaration.org/portugues)

O documento traz a preocupação com o abuso linguístico, mais especificamente quanto à indefinição da palavra “desinformação”. Afirma que essa terminologia é imprecisa e está sendo utilizada de forma maliciosa para calar dissidentes, por meio de um “Complexo Industrial da Censura”. Esse fenômeno seria uma coordenação em larga escala entre governos, empresas de mídia social, universidades e ONGs.

Aí é onde entra a suprema corte bananeira: no sexto parágrafo, são citados casos concretos de imposturas governamentais que estão ocorrendo em vários países contra a liberdade de expressão. Nessa parte, adivinhem quem é citado expressamente? Pois é! Sem meias palavras, o documento diz que o Supremo Tribunal Federal do Brasil está “criminalizando o discurso político”.

Vale lembrar ainda que, por três vezes, o New York Times fez matérias citando o STF (e, especificamente, Moraes)[i] [ii] [iii]com preocupação quanto ao autoritarismo e a truculência censória. O jornal australiano Spectator desnudou a “instalação de uma brutal ditadura” no Brasil, citando Moraes, Lula, e até mesmo – pasmem! – o CNJ.[iv] O La Gaceta de la Iberosfera também já mencionou expressamente a ditadura judicial brasileira para a comunidade latina.[v]

Alguém avise aí ao Sr. Alexandre que o teatrinho de fiador da democracia não cola na gringa, e que essa falsificação de Estado de Direito que ele cinicamente tenta sustentar está sendo exposta. O STF já é vergonha internacional – e será ainda mais. Em breve, as democracias no planeta compreenderão exatamente o fenômeno da ditadura judicial que ocorreu no Brasil, que passará a ser utilizado como exemplo mundial do que jamais deveria ser uma suprema corte.

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[i] https://www.nytimes.com/2022/09/26/world/americas/bolsonaro-brazil-supreme-court.html

[ii] https://www.nytimes.com/2022/10/21/world/americas/brazil-online-content-misinformation.html

[iii] https://www.nytimes.com/2023/01/22/world/americas/brazil-alexandre-de-moraes.html

[iv] https://www.spectator.com.au/2023/01/brazil-the-installation-of-a-brutal-socialist-dictatorship/

[v] https://gaceta.es/iberosfera/la-dictadura-judicial-el-abuso-de-los-tribunales-brasilenos-contra-bolsonaro-y-sus-simpatizantes-20221116-0932/

Outubro 27, 2023

Foureaux

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Repasso do jeitinho que recebi... porque gostei muito!

“Não use produto judeu...

Pouco tempo atrás, o Irã e o líder supremo, aiatolá Ruhollah Khomeini, pediu ao mundo muçulmano para boicotar tudo e qualquer coisa que tem  origem judia; em resposta, Meyer M. Treinkman, um farmacêutico, fora da bondade de seu coração, se ofereceu para ajudá-los em seu boicote da seguinte forma:

– Qualquer muçulmano que tem sífilis não deve ser curado pelo teste de Wasserman que foi descoberto por um judeu Dr. Ehrlich. Muçulmanos que tem gonorreia, não deveriam procurar o diagnóstico, porque ele vai usar o método de um judeu chamado Neissner. Um muçulmano que tem uma doença cardíaca não deve usar Digitalis, descoberta por um judeu, Ludwig Traube. Se ele sofrer com uma dor de dente, não deve usar novocaína, uma descoberta dos judeus, Widal e Weil. Se um muçulmano tem diabetes, não deve usar insulina, o resultado da pesquisa por Minkowsky, um judeu. Se alguém tem uma dor de cabeça, ele deve evitar Pyramidon e Antypyrin, devido aos judeus Spiro e Ellege. Muçulmanos com convulsões devem ficar assim, porque foi um judeu,  Oscar Leibreich, quem propôs o uso de hidrato de cloral. Árabes devem fazer o mesmo com seus males psíquicos, porque Freud, pai da  psicanálise, era um judeu. Se uma criança muçulmana pegar Difteria, ela deve abster-se de o “Schick” reação, que foi inventado pelo judeu, Bella Schick. Os muçulmanos devem estar prontos para morrer em grande número e não devem permitir o tratamento da orelha e danos cerebrais, o trabalho de judeus ganhadores do Prêmio Nobel, coordenados por Robert Baram. Eles devem continuar a morrer ou ficar aleijados por paralisia infantil, porque o descobridor da vacina anti pólio é judeu, Jonas Salk. Os muçulmanos devem se recusar a usar estreptomicina e continuar a morrer de tuberculose, porque um judeu, Zalman Waxman, inventou a droga milagrosa contra esta doença mortal. Médicos muçulmanos devem descartar todas as descobertas e melhorias feitas pelo dermatologista Judas Sehn Bento, ou o especialista em pulmão, Frawnkel, e de muitas outras de renome mundial cientistas judeus e especialistas médicos. Muçulmanos apropriadamente devem permanecer aflitos com sífilis, gonorréia, doença de coração, dores de cabeça, tifo, diabetes, transtornos mentais, convulsões poliomielite e tuberculose e ter orgulho de obedecer ao boicote islâmico. Ah, e por falar nisso, não chame um médico em seu telefone celular porque o telefone celular foi inventado em Israel por um engenheiro judeu. Enquanto isso eu pergunto: que contribuições médicas para o mundo os muçulmanos fizeram? A população Islâmica é de aproximadamente 1.200.000.000 (um bilhão e duzentos milhões ou 20% da população do mundo). Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:

Literatura:

1988 - Najib Mahfooz

Paz:

1978 - Mohamed Anwar El-Sadat

1990 - Elias James Corey

1994 - Yasser Arafat

1999 - Ahmed Zewai

Economia: (Zero)

Física: (Zero)

Medicina:

1960 - Peter Brian Medawar

1998 - Mourad Ferid

TOTAL: 7 SETE

A população global judia é de aproximadamente 14 milhões, cerca de 0,02% da população do mundo. Eles receberam os seguintes Prêmios Nobel:

Literatura:

1910 - Paul Heyse

1927 - Henri Bergson

1958 - Boris Pasternak

1966 - Shmuel Yosef Agnon

1966 - Nelly Sachs

1976 - Saul Bellow

1978 - Isaac Bashevis Singer

1981 - Elias Canetti

1987 - Joseph Brodsky

1991 - Nadine Gordimer Mundial

Paz:

1911 - Alfred Fried

1911 - Tobias Michael Carel Asser

1968 - René Cassin

1973 - Henry Kissinger

1978 - Menachem Begin

1986 - Elie Wiesel

1994 - Shimon Peres

1994 - Yitzhak Rabin

Física:

1905 - Adolf Von Baeyer

1906 - Henri Moissan

1907 - Albert Abraham Michelson

1908 - Gabriel Lippmann

1910 - Otto Wallach

1915 - Richard Willstaetter

1918 - Fritz Haber

1921 - Albert Einstein

1922 - Niels Bohr

1925 - James Franck

1925 - Gustav Hertz

1943 - Gustav Stern

1943 - George Charles de Hevesy

1944 - Isidor Isaac Rabi

1952 - Felix Bloch

1954 - Max Born

1958 - Igor Tamm

1959 - Emilio Segre

1960 - Donald A. Glaser

1961 - Robert Hofstadter

1961 - Melvin Calvin

1962 - Lev Davidovich Landau

1962 - Max Ferdinand Perutz

1965 - Richard Phillips Feynman

1965 - Julian Schwinger

1969 - Murray Gell-Mann

1971 - Dennis Gabor

1972 - William Howard Stein

1973 - Brian David Josephson

1975 - Benjamin Mottleson

1976 - Burton Richter

1977 - Ilya Prigogine

1978 - Arno Penzias Allan

1978 - Peter L Kapitza

1979 - Stephen Weinberg

1979 - Sheldon Glashow

1979 - Herbert Charles Brown

1980 - Paul Berg

1980 - Walter Gilbert

1981 - Roald Hoffmann

1982 - Aaron Klug

1985 - Albert A. Hauptman

1985 - Jerome Karle

1986 - Dudley R. Herschbach

1988 - Robert Huber

1988 - Leon Lederman

1988 - Melvin Schwartz

1988 - Jack Steinberger

1989 - Sidney Altman

1990 - Jerome Friedman

1992 - Rudolph Marcus

1995 - Martin Perl

2000 - Alan J. Heeger

Economia:

1970 - Paul Anthony Samuelson

1971 - Simon Kuznets

1972 - Kenneth Joseph Arrow

1975 - Leonid Kantorovich

1976 - Milton Friedman

1978 - Herbert A. Simon

1980 - Lawrence Robert Klein

1985 - Franco Modigliani

1987 - Robert M. Solow

1990 - Harry Markowitz

1990 - Merton Miller

1992 - Gary Becker

1993 - Robert Fogel

Medicina:

1908 - Elie Metchnikoff

1908 - Paul Erlich

1914 - Robert Barany

1922 - Otto Meyerhof

1930 - Karl Landsteiner

1931 - Otto Warburg

1936 - Otto Loewi

1944 - Joseph Erlanger

1944 - Herbert Spencer Gasser

1945 - Ernst Boris Cadeia

1946 - Hermann Joseph Muller

1950 - Tadeus Reichstein

1952 - Selman Abraham Waksman

1953 - Hans Krebs

1953 - Fritz Albert Lipmann

1958 - Joshua Lederberg

1959 - Arthur Kornberg

1964 - Konrad Bloch

1965 - François Jacob

1965 - Andre Lwoff

1967 - George Wald

1968 - Marshall W. Nirenberg

1969 - Salvador Luria

1970 - Julius Axelrod

1970 - Sir Bernard Katz

1972 - Gerald Maurice Edelman

1975 - Howard Martin Temin

1976 - Baruch Blumberg S.

1977 - Roselyn Sussman Yalow

1978 - Daniel Nathans

1980 - Baruj Benacerraf

1984 - Cesar Milstein

1985 - Michael Stuart Brown

1985 - Joseph L. Goldstein

1986 - Stanley Cohen [& Rita Levi-Montalcini]

1988 - Gertrude Elion

1989 - Harold Varmus

1991 - Erwin Neher

1991 - Bert Sakmann

1993 - Richard J. Roberts

1993 - Phillip Sharp

1994 - Alfred Gilman

1995 - Edward B. Lewis

1996 - Lu RoseIacovino

 TOTAL: 129

Os judeus não estão a promover lavagem cerebral em crianças em campos de treino militar, ensinando-os a fazerem-se explodir e causar mortes de judeus e outros não-muçulmanos. Os judeus não sequestram aviões, nem matam atletas nos Jogos Olímpicos, ou fazem-se explodir em restaurantes alemães. Não há um único judeu que tenha destruído uma igreja. Não há um único judeu que proteste matando pessoas. Os judeus não fazem tráfico de escravos, nem têm líderes que pedem Jihad e morte a todos os infiéis. Talvez os muçulmanos do mundo devam considerar investir mais em educação e menos em, como padrão, culpar os judeus por todos os seus problemas. Os muçulmanos devem se perguntar ‘o que podemos fazer para a humanidade’, antes de exigir que a humanidade os respeite. Independentemente dos seus sentimentos sobre a crise entre Israel e os palestinos e seus vizinhos árabes, mesmo se você acredita que há mais culpa por parte de Israel, as duas frases seguintes realmente dizem tudo: ‘Se os árabes depuserem as armas hoje, não haveria violência nunca mais. Se os judeus depuserem as armas hoje, não haveria mais Israel.’ Benjamin Netanyahu: General Eisenhower nos advertiu. É uma questão de história que, quando o Comandante Supremo das Forças Aliadas, General Dwight Eisenhower, encontrou as vítimas dos campos de extermínio ele ordenou todas as fotografias possíveis a serem tomadas, e para os alemães das cidades vizinhas fossem guiados através dos campos e ainda os fez enterrar os mortos. Ele fez isso porque ele disse em palavras para este efeito: ‘Tenha tudo sobre documentação – obter os filmes – obter as testemunhas – porque em algum lugar no caminho da história algum bastardo se erguerá e dirá que isto nunca aconteceu. Recentemente, no Reino Unido houve um debate se para remover o Holocausto dos seus currículos escolares porque ‘ofende’ a população muçulmana, que afirma que nunca ocorreu. Ele não foi removido ainda. No entanto, este é um presságio assustador sobre o medo que está atingindo o mundo, e o quão facilmente cada país está dando para ele. É agora, mais de 65 anos que a Segunda Guerra Mundial na Europa terminou. Agora, mais do que nunca, com o Irã, entre outros, sustentando que o Holocausto é um mito, é imperativo assegurar que o mundo nunca esqueça.

Este e-mail destina-se chegar a 400 milhões de pessoas. Seja um elo na cadeia de memorial e ajudar a distribuir isso para todo o mundo. Quantos anos vão passar para que se pense que o ataque ao World Trade Center ‘nunca aconteceu’ por que ofende alguns muçulmanos nos Estados Unidos? ‘Em Deus nós confiamos e somos uma nação sob Deus’

Por favor, repasse isto.”

Outubro 26, 2023

Foureaux


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Recebi pelo whatsapp. Gostei. Compartilho. 

“O texto é longo, mas é muito lindo.

- O que é que fazes?

- Sou cuidador de corações.

- Cuidador de corações?

- Sim.

- E o que é que faz um cuidador de corações?

- Quando os corações estão feridos ou magoados, precisam de alguém que os ouça. Eu ouço. Precisam de ternura. A ternura ajuda a cicatrizar as feridas. Quando os corações estão partidos, precisam de alguém que os ajude a apanhar os bocadinhos que caem no fundo da alma. Eu ajudo.

Quando os corações estão pisados, precisam de alguém que lhes dê colo. Eu dou.

Quando não conseguem adormecer, eu embalo-os e conto-lhes histórias. Conto histórias do que será. Os corações precisam de esperança.

Quando os corações estão apertados, precisam de alguém que os desaperte. Eu faço das minhas palavras a chave que abre novamente o coração à leveza da alegria e do riso.

Quando os corações estão perdidos, eu acendo a luz da fé para desimpedir o caminho.

Quando os corações cegam para a beleza do mundo, eu ensino-os a ver novamente as coisas maravilhosas que fazem com que a vida valha a pena.

Quando os corações se sentem sozinhos, eu faço-lhes companhia até aprenderem que estar sozinho não é sinónimo de solidão.

Quando os corações anoitecem, eu fico a pé toda a noite como as estrelas e não deixo que a lua recolha as velas do luar. Quando os corações estão desanimados, eu abro o meu e mostro-lhes que há sempre uma razão pela qual um coração tem de bater.

Elisabete Bárbara”

Outubro 22, 2023

Foureaux

No Houaiss, encontramos algumas acepções para o verbete “amizade”, dentre elas: substantivo feminino; sentimento de grande afeição, simpatia, apreço entre pessoas ou entidades; derivação, por metonímia, quem é amigo, companheiro, camarada; concordância de sentimentos ou posição a respeito de algum fato; acordo, pacto, aliança; apego de alguns animais ao homem. Em uso informal, atitude de benevolência, dentre outros. Isso me veio à mente quando li o trecho que segue, retirado de um livro interessante que acabei de ler: Amor, amizade, sexo & felicidade, de autoria do médico Alessandro Loiola. Não sei se ele tem mesmo um título de doutor (com tese defendia!), por isso não coloco o “Dr.” ‘à frente de seu nome! De qualquer maneira, no livro referido, há uma passagem sobre amizade que me chamou a tenção positivamente. Compartilho com quem se interessar. Se não gostarem, não posso fazer bada. Eu gostei! Segue o trecho:

“Se a razão é sempre escrava de Eros, como afirmou Hume, e a amizade é uma forma de paixão, pode acontecer de os caminhos da amizade passarem longe da sensatez: ao contrário do casamento e das relações de trabalho, que são moldados a partir de normas sociais e possuem papéis definidos, a amizade não tem um “contrato” ou instruções predeterminadas para vicejar. Criamos nossas amizades a partir de quem somos, de nossos autointeresses e necessidades mais íntimas, sem que um molde universal possa ser aplicado a esta dinâmica. Assim, na mesma medida em que uma amizade representa uma ferramenta de crescimento e fortalecimento, ela pode tornar-se igualmente autodestrutiva. Como me;ncionado, um amigo torna-se um espelho, e os julgamentos oriundos da amizade influenciam nossas ideias e atitudes. Um comportamento reforçado positivamente por alguém a quem consideramos um amigo tende a ser intensificado ou repetido; um comportamento considerado condenável tende a ser suprimido. Se este jogo de tensões for desfavorável, os desdobramentos podem ser terríveis. Um exemplo de como as coisas podem dar muito errado atende pelo nome de Folie à Deux.

Também conhecida como “insanidade comunicada”, “insanidade contagiosa”, “delírio de  infestação  parasitária”, “insanidade  de transferência”, “psicose de associação”, “loucura dupla'', “transtorno delirante induzido” e “transtorno psicótico compartilhado”, a Folie comumente· envolve duas pessoas, mas pode se espalhar para muitas outras – os casos de alucinação coletiva seriam um bom protótipo disso, como retratado no filme A Vila (2004), assim como demonstrações extremas de religiosidade e rituais de suicídio em massa como os ocorridos na Guiana (909 mortos no culto Pef Ple 's Temple em 1978), no Japão (7 mortos na Igreja Amiga da Verdade em 1986), no Canadá (48 mortos na Ordem do Templo Solar em 1994), na Califórnia (39 mortos no culto Heaven 's Gate em 1999), e em Uganda (778 mortos no Movimento da Restauração dos Dez Mandamentos de Deus em 2000).” (p. 86-87).

 

 

Outubro 21, 2023

Foureaux

OIP.jpegMuito tempo sem publicar nada aqui. Não vou repetir o motivo mais que sabido. Volto com a intenção de fazer algumas publicações que me vieram à cabeça no passar das últimas semanas, sobretudo, trechos de livros que tenho lido. É o que me resta... O mais é perda de tempo e bobagem. Conheci o autor do texto que segue num evento promovido pela Universidade Federal de Santa Maria, nos idos de 90 do século passado. Que decepção. Um homem tão divertido, sagaz, irônico e leve em seus textos. Contraditoriamente, sem graça, chato, metido e arrogante pessoalmente. Não sei se estava de mal humor na ocasião... o resultado do encontro foi lastimável, mas continuo admirando o texto que ele produz...

“A melhor definição de GLOBALIZAÇÃO
Pergunta: Qual é a mais correta definição de Globalização?Resposta: A Morte da Princesa Diana.Pergunta: Por quê?Resposta: Uma princesa inglesa com um namorado egípcio, tem um acidente de carro dentro de um túnel francês, num carro alemão com motor holandês, conduzido por um belga, bêbado de whisky escocês, que era seguido por paparazzis italianos, em motos japonesas. A princesa foi tratada por um médico canadense, que usou medicamentos americanos. E isto é enviado a você por um brasileiro, usando tecnologia americana (Bill Gates) e provavelmente, você está lendo isso em um computador genérico que usa chips feitos em Taiwan e um monitor coreano montado por trabalhadores de Bangladesh, numa fábrica de Singapura, transportado em caminhões conduzidos por indianos, roubados por indonésios, descarregados por pescadores sicilianos, reempacotados por mexicanos e, finalmente, vendido a você por chineses, através de uma conexão paraguaia. Isto é GLOBALIZAÇÃO!!! E QUEM SOU EU? Nesta altura da vida já não sei mais quem sou... Vejam só que dilema!!! Na ficha da loja sou CLIENTE, no restaurante FREGUÊS, quando alugo uma casa INQUILINO, na condução PASSAGEIRO, nos correios REMETENTE, no supermercado CONSUMIDOR. Para a Receita Federal CONTRIBUINTE, se vendo algo importado sou CONTRABANDISTA. Se revendo algo, sou MUAMBEIRO, se o carnê tá com o prazo vencido INADIMPLENTE, se não pago imposto SONEGADOR. Para votar ELEITOR, mas em comícios sou MASSA . Em viagens TURISTA, na rua PEDESTRE, se sou atropelado ACIDENTADO e no hospital viro PACIENTE. Nos jornais sou VÍTIMA, se compro um livro LEITOR, se ouço rádio OUVINTE. Para o Ibope sou ESPECTADOR, para apresentador de televisão TELESPECTADOR, no campo de futebol TORCEDOR. Se sou corintiano, SOFREDOR. Agora, já virei GALERA. (se trabalho na ANATEL , sou COLABORADOR) e, quando morrer... uns dirão... FINADO, outros... DEFUNTO, para outros... EXTINTO, para o povão... PRESUNTO... Em certos círculos espiritualistas serei... DESENCARNADO, evangélicos dirão que fui... ARREBATADO... E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!! E pensar que um dia já fui mais EU.”
Luiz Fernando Veríssimo.

Outubro 10, 2023

Foureaux


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Para os sócios do clube 6.0! É útil, é divertido, é sério. Na absoluta falta de imaginação e ânimo para “inventar” alguma coisa e colocar aqui, faço, ainda uma vez, divulgação de coisas úteis recebidas alhures! Por força do hábito, o texto vai aqui transcrito como recebido, obviamente, entre aspas!

“O CÉREBRO DOS APOSENTADOS

O diretor da Escola de Medicina da Universidade George Washington diz que o cérebro de uma pessoa idosa é muito mais prático do que vulgarmente se acredita. Nessa idade, a interação dos hemisférios esquerdo e direito do cérebro torna-se harmoniosa, o que amplia nossas possibilidades criativas. É por isso que, entre as pessoas com mais de 60 anos, existem muitas personalidades que acabaram de iniciar suas atividades criativas. Claro, o cérebro não é tão rápido como na juventude. Por outro lado, ganha em flexibilidade. Portanto, à medida que envelhecemos, ficamos mais propensos a tomar boas decisões e menos expostos a emoções negativas. O pico da atividade intelectual humana ocorre por volta dos 70 anos, quando o cérebro começa a funcionar a toda velocidade. Com o tempo, aumenta a quantidade de mielina no cérebro, substância que facilita a passagem rápida de sinais entre os neurônios. Graças a isso, as habilidades intelectuais aumentam em relação à média. É importante notar também que depois dos 60 anos uma pessoa pode usar dois hemisférios ao mesmo tempo. Isso permite resolver problemas complexos. O professor Monchi Uri, da Universidade de Montreal, acredita que o cérebro envelhecido escolhe o caminho que consome menos energia, elimina o supérfluo e deixa apenas as boas opções para resolver o problema. Foi realizado um estudo no qual participaram diferentes faixas etárias. Os jovens ficaram muito confusos durante os testes, enquanto as pessoas com mais de 60 anos tomaram as decisões certas. Agora, vamos ver as características do cérebro entre 60 e 80 anos. 

CARACTERÍSTICAS DO CÉREBRO DE UMA PESSOA IDOSA.

  1. Os neurônios do cérebro não morrem, como muitos dizem. As conexões entre eles desaparecem se a pessoa não se aplicar no trabalho mental.  (Nota: a não ser em doenças mentais tipo Alzheimer)
  2. Distração e perda de memória são causadas por muita informação. Portanto, não há necessidade de dedicar toda a vida a banalidades inúteis.
  3. A partir dos 60 anos, uma pessoa que toma decisões não usa apenas um hemisfério do cérebro, como os jovens, mas os dois.
  4. Conclusão: se tem um estilo de vida saudável com atividade física viável e é ativa mentalmente, as suas habilidades intelectuais NÃO diminuem com a idade, elas aumentam, atingindo o pico na idade de 80-90 anos!!

DICAS DE SAÚDE:

  1. Não tenha medo da velhice.
  2. Esforce-se por se desenvolver intelectualmente.
  3. Aprenda e leia; aprenda a tocar um instrumento musical, a pintar quadros, a dançar!
  4. Interesse-se pela vida, encontre amigos e comunique com eles, fazendo planos para o futuro. Viaje!
  5. Não se esqueça de ir a lojas, cafés, cinemas.
  6. Não se feche em casa!
  7. Seja positivo e viva com o seguinte pensamento: todas as coisas boas ainda estão por vir!

FONTE: New England Journal of Medicine.

Outubro 02, 2023

Foureaux


Que eu me lembre, jamais tive político de estimação. Caso tivesse, teria sido meu pai. Ele foi prefeito da cidade em que vivemos. A estima seria pelo fato de ser meu pai e não por ser político. Isso me parece óbvio. No primeiro turno das eleições de 2016, votei em João Goulart Filho. Não sei dizer o porquê. O pai dele é uma personagem que me fascina, ou assombra. Não sei determinar. Fato é que decidi dar UTILIDADE a meu voto – ainda que eu não acredite no voto nesta terra. Já no segundo turno das mesmas eleições, não votei em nenhum dos dois candidatos. Nenhum dos dois mereceu meu voto. Estudei muito, trabalhei o suficiente, viajei e li o que foi possível para dar meu para “qualquer um”. Ainda mais tendo que escolher entre “aqueles dois”. Não. Definitivamente não. Ainda tenho, por lei, a obrigação de ir a mais duas eleições 2024 2 2026. Estou pensando seriamente em boicotar as duas. Por lei, só ganho a opção de não ir em 2026, quando completo 70 anos. Mas me nego a gastar meu tempo, minha inteligência e minha paciência para ter de enfrentar a chatice de uma sessão de votação para votar. Somos obrigados a votar. Não somos obrigados a escolher o candidato. Isso é livre, mas o voto, ele mesmo, é obrigatório. Uma chatice. Fosse opcional já teria deixado de votar há anos. Não acredito nos políticos, não aqui. Dificilmente acreditaria em outro canto do mundo. Posso estar errado, para muita gente, estou. No entanto, reservo-me o direito de pensar assim. Fico pensando, em meus delírios, se acontecesse de eu ter que me defrontar com algumas das personagens da “cena política” tupiniquim. Muito provavelmente, não estenderia a mão para o cumprimento protocolar. Fiz muito isso durante o exercício de minha profissão. Não faço mais. Não farei mais. Enquanto isso, fico reclamando do calor. Ai, ai... Isso tudo por conta da cena patética, pra não dizer nojenta, asquerosa, criminal e vexatória daquela senhora vestida de preto em seu discurso de “despedida”. Já foi tarde... A que ponto chegamos...!

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