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As delícias do ócio criativo

As delícias do ócio criativo

Vergonha

Foureaux, 15.11.22

Reproduzo ipsis litteris!

Este artigo do Mestre Guzzo tem de ser lido pelos milhões de brasileiros que ainda conseguem ver, neste país de elites completamente cegas de tanto olharem apenas para o próprio umbigo.
“Ministros do STF passam vexame em Nova York – e não podiam calar ninguém”
Por J.R. Guzzo - Gazeta do Povo - 14/11/2022
“Seis ministros do STF, nada menos que seis, e tudo de uma vez só, estão presentes num dos mais constrangedores momentos jamais vividos pela suprema corte do Brasil – uma boca livre explícita, na base do “tudo pago”, em Nova York. A coisa se chama “O Brasil e o Respeito à Democracia e a Liberdade”; são umas palestras dos ministros para elogiar a si próprios e cantar os seus atos de heroísmo na guerra que movem há quatro anos contra o governo de Jair Bolsonaro e a favor da volta de Lula à presidência da República. É coisa de dar vergonha – se ainda houvesse alguém capaz de sentir vergonha nessa história toda. Os ministros, muito simplesmente, estão participando de um empreendimento comercial, armado pela empresa de eventos do ex-governador João Doria - especializada em vender para grandes empresas cotas de “participação” em seminários e coisas assim. Não pode. Não é apenas um desastre moral, com os ministros se beneficiando de uma viagem para Nova York, com acompanhante e bandos de seguranças. É contra a lei, que veda aos magistrados brasileiros a participação em atividades de cunho lucrativo. Mas quem é que se preocupa com a lei no STF de hoje?
O piquenique internacional Doria-Supremo é um desses momentos, cada vez mais frequentes, em que os juízes do STF se mostram como aquilo que realmente são – pequenos chefetes de república bananeira, que fazem cara de “Primeiro Mundo” civilizado e são apenas um caso de subdesenvolvimento que não tem cura. O “evento” é em Nova York, mas as palestras são em português. O apresentador contratado é brasileiro. A plateia também – ou seja, todos poderiam perfeitamente ficar por aqui mesmo para ouvir os manifestos de suas excelências, mas peixe gordo de Terceiro Mundo nunca resiste a este tipo de festa na laje. De mais a mais, as empresas que pagaram o passeio dos ministros ficam prontas a lembrar, caso tenham amanhã alguma causa no STF (amanhã ou hoje mesmo) que foram elas que permitiram a festa. É uma coisa grosseira. Passa na cabeça de alguém que magistrados das cortes supremas de alguma nação séria deste mundo aceitem participar de um negócio como esse?
É coisa de dar vergonha – se ainda houvesse alguém capaz de sentir vergonha nessa história toda
Os ministros, enfiados em suas roupas de brasileiro que viaja para os Estados Unidos em época de frio, foram chamados de “bandido”, “ladrão” e “vagabundo” às portas do hotel, em bares e nas ruas de Nova York, para onde foram já no fim de semana; estão hoje, seguramente, entre as figuras mais detestadas da vida pública nacional. Se pensavam que isso se limita ao Brasil, estão enganados – os manifestantes brasileiros, capazes de reunir várias pessoas num protesto em pleno Times Square, não lhes deram sossego - e em Nova York o ministro Alexandre de Moraes não pode mandar que a polícia impeça manifestações contra “as instituições democráticas; ninguém lá entendeu, também, que diabo uns juízes brasileiros estariam fazendo na sua cidade. Por que não ficam no Brasil? É um prenúncio do que vai acontecer na próxima vez que estiverem lá, ou em outro grande centro internacional. Os ministros do STF não podem, já há muito tempo, andar nas ruas de seu próprio país – estão sempre cercados por vaias, xingatório e manifestações de desprezo. Estão vendo, agora, que também em Nova York a vida não está fácil.”
Por favor, amigos: assinem a Gazeta do Povo, um dos poucos jornais independentes, nossa voz na imprensa.

Seminário

Foureaux, 03.11.22

II SEMINÁRIO IBÉRICO DE EX-LÍBRIS 

da Academia Portuguesa de Ex-Líbris 

70 anos ao serviço da 

arte, da ciência e do património 

Lisboa, 11 e 12 de novembro de 2022 

Sociedade de Geografia de Lisboa 

Academia Portuguesa de Ex-Líbris 

II SEMINÁRIO IBÉRICO DE EX-LÍBRIS 

da Academia Portuguesa de Ex-Líbris 

70 anos ao serviço da arte, da ciência e do património 

Lisboa, 11 e 12 de novembro de 2022 

Sociedade de Geografia de Lisboa | Academia Portuguesa de Ex-Líbris 

*** 

A 12 de novembro de 2022, a Academia Portuguesa de Ex-Líbris cumpre 70 anos de atividade contínua ao serviço da valorização da arte ex-librística. 

Sete décadas de produção, arrolamento, estudo, colecionismo, divulgação e preservação de um património que cruza, em permanência, a história do livro, da ciência, da arte, do património, da cultura e das mentalidades, desvendando diferenciados contextos de produção e utilização, independentemente da sua natureza, tipologia, geografia e cronologia. Sete décadas que refletem, ao mesmo tempo que contêm, páginas incontornáveis da história do nosso país, em especial no tocante a atores, espaços e projetos consagrados à cultura. Sete décadas que têm permitido, ao mesmo tempo que instado, vislumbrar especificidades biográficas, identitárias e estéticas, relacionando, em permanência, arte, livro e identidade. 

Decorridos seis anos sobre o bem-sucedido e inédito I Seminário Ibérico de Ex-Líbris (Lisboa e VFX, 20-22 de maio de 2016), é chegado o momento de celebrar estes 70 anos, realizando o II Seminário Ibérico de Ex-Líbris. Durante dois dias, teremos a oportunidade de assistir a intervenções de ex-libristas, especialistas em história do livro, bibliotecas e marcas de posse, acolhidos por investigadores e público em geral, unidos no interesse pela produção e fruição ex-librística, revivendo o espírito que presidiu à instituição da Academia no já longínquo ano de 1952 graças ao empenho denodado de nomes maiores da cultura em Portugal. 

*** 

PROGRAMA 

11 de novembro (sexta-feira) 

Sociedade de Geografia de Lisboa (SGL) 

Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP) 

SGL 

Auditório Adriano Moreira 

09.30 – Receção dos participantes 

09.50 - Abertura dos trabalhos 

10.00 - 1.ª Conferência 

Marcas de posse: testemunho da vida dos livros 

Doutora Fernanda Maria Guedes de Campos (Centro de Humanidades – CHAM NOVA FCSH) 

10.40 – 1-º Painel de comunicações 

A proveniência importa, e muito: o caso da Biblioteca Erudita de Campolide 

Francisco Malta Romeiras (CIHUCT) 

11.00 - O ex-líbris no seu percurso até à atualidade 

José Sesifredo Estevéns Colaço (DHCM-EP | SGL | AIH | APEL) 

11.20 - Nuevos ex libris de los de Morales Cansino 

Manuel Morales (APEL) 

12.00 – Retrato 5x7: ex libris no Brasil 

José Luiz Foureaux de Souza Júnior (UFOP | APEL) 

12.20 – Almoço-tertúlia no restaurante da SGL (inscrição obrigatória1), com a apresentação da Antologia I. Contos e Crônicas, pelo Delegado da Academia no Brasil, Prof. Catedrático José Luiz Foureaux de Sousa Júnior. 

1 Inscrição até 9 de novembro para academiaportuguesadeexlibris@gmail.com. Custo: 15€ por pessoa a pagar no dia e no local. 

14.00 – 2.ª Conferência 

A coleção de ex-libris de João Jardim de Vilhena 

Maria da Graça Pericão (BGUC) 

14.40 – 2-º Painel de comunicações 

A arqueologia no ex-líbris e o ex-líbris na arqueologia: o caso de Bairrão Oleiro 

Ana Cristina Martins (IHC-Polo da UÉvora | IN2PAST | UNIARQ-UL | SGL | APEL) 

15.00 – A devoção mariana no ex-libris 

Pe. Tiago Ribeiro Pinto (RCFIIDB | APEL) 

15.50 – O ex-libris e os Açores 

Jácome de Bruges Bettencourt (APEL) 

16.10 – Inauguração da exposição da obra ex-librística de José Sesifredo Estevéns Colaço, nos 50 anos da sua atividade artística, com distribuição do respetivo catálogo pelos presentes, seguida de ‘Porto de Honra’ 

17.30 – SHIP - Sala de exposições temporárias 

Inauguração da exposição da obra ex-librística de David Fernandes Silva, dos últimos 10 anos, com distribuição do respetivo catálogo pelos presentes. 

Jantar livre. 

*** 

12 de novembro (sábado) 

Academia Portuguesa de Ex-Líbris 

09.30 – Receção dos participantes 

10.00 – Reabertura dos trabalhos 

10.10 – 3.ª Conferência 

Ex-Líbris no Arquivo Histórico Municipal do Porto 

Maria do Rosário Bordalo Guimarães (CMP) 

10.50 – 3.º Painel de comunicações 

Ex-líbris e ex-libristas - notas para a história do ex-librismo em Portugal 

Segismundo Ramires Pinto (CH-AAP | IPH | SGL | APEL) 

11.10 - Pequenas achegas para o estudo da difusão do ex-libris em Portugal 

Madalena Ferreira Jordão (APG | SGL | APEL) 

11.30 – A sede de conhecimento em Paulo de Cantos 

Alexandra Pereira de Castro (APEL) 

11.50 – Inauguração da exposição da obra ex-librística de José Maria da Cunha, , com distribuição do respetivo catálogo pelos presentes. 

12.30 – Almoço livre. 

14.00 – 4-ª Conferência 

Autoria feminina nos Brasões da Sala de Sintra: D. Maria Francisca de Meneses e D. Maria Amália de Sousa Botelho, desenhistas 

Pedro Urbano (IHC FCSH NOVA | IN2PAST | CEC-FLUL) 

14.40 – 4.º Painel de comunicações 

A verdade sobre a origem e o caráter do suposto ex libris do Marquês de Castel Rodrigo (1619) 

Alfonso de Ceballos-Escalera y Gila, Marqués de la Floresta (Cronista de Castilla y León | APEL) 

15.00 – Não separe o Homem o que o Livro uniu: ex-líbris de casais no contexto português - algumas notas 

David Fernandes da Silva (JF-CMVFX | IPH | APEL) 

15.20 - No Rescaldo do Centenário do Nascimento de Amália Rodrigues - Suas Ligações à Família Abranches 

Nuno M. Barata-Figueira (APG | IPH | SGL | CCS | APEL) 

15.40 - O caos na arte contemporânea… e o ex-líbris? 

Vítor Escudero (ANBA | RABASIHS) 

16.00 – Debate final e encerramento dos trabalhos. 

17.00 – Missa por intenção dos Académicos falecidos – Basília dos Mártires, ao Chiado. 

19.30 – Jantar do 70.º Aniversário da Academia Portuguesa de Ex-Líbris – Salão Nobre do Sacramento (inscrição obrigatória

 

Dizem

Foureaux, 01.11.22

Dizem que o autor do texto que segue é do Nicolau Maquiavel. Segundo ouvi dizer por aí, ele mesmo não era maquiavélico (sic)! De uma forma ou de outra, devo dizer que não fui “às fontes”. Não gastei meu tempo procurando saber se é fato mesmo que a autoria é mesmo do Maquiavel. Não tenho o costume de fazer isso, sobretudo quando faço postagens em meu blogue – que é “meu”! Dizem que isso é errado. Não faço por pura preguiça. E não tenho vergonha disso. Como ele, o blogue, tem pouquíssimos leitores, o risco de receber a visita do “federal black uber” é mínimo! Vai ver é por isso mesmo que acabei taxado de fascista, intolerante, preconceituoso. Nada contra. cada um pensa o que quiser do outro. Não posso fazer nada. Chega de blá-blá-blá. Segue o texto.

“Um povo que aceita passivamente a corrupção e os corruptos, não merece a liberdade. Merece a escravidão. Um país cujas leis são lenientes e beneficiam bandidos, não tem vocação para a liberdade. Seu povo é escravo por natureza. Um povo cujas instituições, públicas e privadas, estão em boa parte corrompidas, não tem futuro. Uma pátria, onde receber dinheiro mal havido a qualquer título é algo normal, não é uma pátria, pois nesse lugar não há patriotismo, apenas interesses e aparências. Um país onde os poucos que se esforçam para fazer prevalecer os valores morais, como honestidade, ética, honra, são sufocados e massacrados, já caiu no abismo há muito tempo. Só tenho compaixão daqueles bravos, que se revoltam com esse estado de coisas. Àqueles que consideram normal essa calamidade, não tenho nenhum sentimento. Como é perigoso libertar um povo que prefere a escravidão!”